quarta-feira, 5 de março de 2014

MP e Secretaria da Educação firmam TAC que garante acessibilidade nas escolas paulistas



Estado se obriga a tornar acessíveis todos os prédios escolares no prazo máximo de 15 anos
O Ministério Público do Estado de São Paulo e a Secretaria Estadual de Educação assinaram, na tarde desta quarta-feira (26/02), um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) pelo qual o Estado se compromete a tornar acessíveis todos os prédios escolares da rede estadual de ensino no prazo máximo de 15 anos.  De acordo com o TAC, até 2015 deverão estar concluídas as obras de acessibilidade em 220 escolas, de 77 municípios paulistas, conforme cronograma entregue ao MP no ato da assinatura do acordo.

O TAC foi assinado na sede do Ministério Público pelo Secretário Estadual da Educação, Herman Jacobus Cornelis Voorwald; e pelos Promotores de Justiça Júlio Cesar Botelho, João Paulo Fastinoni e Silva e Michaela Carli Gomes, Maria Izabel do Amaral Sampaio Castro e Sandra Lúcia Garcia Massud. A cerimônia contou com a presença do Procurador-Geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa, da Secretária Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Batistella, e outras autoridades.
Promotor Júlio César Botelho assina o TAC  
Pelo acordo, o Estado se obriga a construir rampa de acesso ao edifício escolar, sanitário feminino e masculino acessíveis, com trocador, a implantar piso podo tátil nos ambientes de acesso, de transição e de transposição de eventuais desníveis de piso, e a instalar uma sala de aula no pavimento térreo dos prédios com dois ou mais pavimentos para facilitar o acesso de aluno cadeirante.

Para o cumprimento do TAC serão adotados os critérios de municípios de escola única estadual, municípios sem escola acessível, prédios de único pavimento com prevalência aos de dois ou mais andares, municípios com mais de 50 mil habitantes, devendo existir pelo menos uma escola acessível por área de abrangência num raio de até 2 km entre a escola e a residência dos alunos, e prédios com alunos com dificuldade motora.
Promotor João Paulo Faustinoni, do GEDUC, assina o TAC  
No último trimestre de cada triênio, a Secretaria Estadual de Educação apresentará ao MP o cronograma de obras do próximo período. O termo fixa multa diária de R$ 500 por unidade escolar que não for tornada acessível.

A importância do termo foi destacada pelo Procurador-Geral de Justiça, Márcio Elias Rosa, no ato da assinatura. “Esse TAC tem em vista o ser humano como valor fundamental”, afirmou. “Não há defesa da sociedade se não na perspectiva da pessoa humana”, acrescentou, ao falar sobre o papel do Ministério Público.

Para o Secretário de Educação, Herman Voorwald, o acordo é fundamental para o poder público efetivamente garantir na Educação a melhoria na formação das crianças e total acessibilidade.  “O Estado tem obrigação de garantir, com trabalho planejado, que as crianças da rede pública de ensino tenham dignidade em sua educação”, afirmou. Ele anunciou a constituição de um grupo de trabalho que acompanhará todas as ações da Secretaria para que se viabilize o que foi compromissado com o MP.
Secretária Linamara Batistella: "Trabalho com sinergia para a construção de caminhos acessíveis"
Presente à cerimônia, a Secretária Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Batistella, afirmou que a atuação do Ministério Público nos últimos anos garantiu “um avanço na articulação política institucional”.  “Aqui em São Paulo a inclusão se faz com qualidade e quanto a isso somos devedores do Ministério Público porque sem essa instituição não teríamos alcançado esse patamar”, observou. Segundo a Secretária, o TAC “é mais uma demonstração de que é possível trabalhar com sinergia para a construção de caminhos acessíveis, o que representa avanço no processo civilizatório”.

A viabilização do documento também foi elogiada por Maria Elizabete da Costa, Coordenadora de Gestão da Educação Básica, da Secretaria de Educação. “Estamos buscando atender a legislação oferecendo condições de dignidade aos alunos da rede”, disse.

Também participaram da cerimônia a Procuradora do Estado Telma de Freitas Fontes,Marco Pelegrino, Secretário Adjunto  da Pessoa com Deficiência; a coordenadora-Geral do Centro de Apoio Operacional Cível e de Tutela Coletiva (CAO-Cível), Lídia Helena Ferreira da Costa Passos; o Coordenador-Geral Adjunto do CAO-Cível Tiago Cintra Zarif; os Subprocuradores-Gerais de Justiça Nilo Spinola Salgado Filho (Jurídico), Vânia Maria Penteado Ruffini Balera (Institucional) e Sérgio Turra Sobrane (Gestão), os Promotores  Maricelma Rita Meleiro, Roberto de Campos Andrade e Fernanda Beatriz Gil da Silva Lopes respectivamente Assessores do CAO-Cível das áreas de  Idoso e Inclusão Social, e de Infância, e outras autoridades.


Leia  aqui  o Termo de Ajustamento de Conduta

Fonte: Ministério Público de São Paulo (www.mpsp.mp.br)

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Estatuto da Pessoa com Deficiência é discutido em audiência pública




Na tarde de segunda-feira, 17, aconteceu na sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a audiência pública que discutiu o Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Estiveram presentes no encontro o Secretário Adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marco Antonio Pellegrini, a deputada federal Mara Gabrilli, a deputada estadual Célia Leão, o presidente do Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência – CEAPcD, Ronilson Silva, a, representante do Tribunal Regional do Trabalho Daniela Kovacs, a Procuradora do Ministério Público Federal, Drª Eugênia Gonzaga e a Secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti
 
Promovida pelo CEAPcD, a audiência buscou dar voz a sociedade civil e entidades aos assuntos relacionados ao documento. O Projeto de Lei nº 7.699/2006, de autoria do deputado Paulo Paim, cria o Estatuto da Pessoa com Deficiência e está em trâmite no Congresso Nacional sob relatoria da deputada federal Mara Gabrilli.

O Secretário Adjunto Marco Pellegrini falou sobre e importância do encontro e da discussão sobre o tema. “Nós devemos estar atentos e vigilantes sobre esse assunto, porque é um assunto que uma vez referendado, torna-se lei”.
Pellegrini ressaltou que esse documento terá certamente um grande impacto em nossa vida, no nosso dia a dia. “Não podemos deixar que isso aconteça, sem que de fato ela esteja de acordo com aquilo que foi uma luta antiga, uma luta que foi travada e que foi muito exitosa e que tem uma legislação reconhecidamente boa para pessoas com deficiência.”

Representantes de entidades ligadas à pessoas com deficiência, além da sociedade civil, estiveram presentes e discutiram junto às autoridades os temas contemplados no documento. Foi citada a possível flexibilização da Lei de Cotas que estaria dentro do documento, mas a redatora do Estatuto, Mara Gabrilli, garantiu que o Estatuto não prevê mudanças na Lei de Cotas.
Outro assunto muito discutido foi o transporte e a possibilidade de se unificar as carteiras de transporte, para que haja facilidade para as pessoas com deficiência. A restrição de isenção de impostos na compra de carros e utilitários, destinada apenas à pessoa com deficiência física e visual, também foi debatida, expondo-se a necessidade de se expandir para todas as deficiências.

Além disso, foi discutido também a possível mudança do nome do documento de Estatuto da Pessoa com Deficiência para Lei Brasileira da Inclusão.

Após a audiência, os conselheiros do CEAPcD irão elaborar um documento contendo as sugestões propostas para subsidiar o projeto de lei, que será votado em breve no Congresso Nacional.
Fonte: www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br





sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Governo de São Paulo ganha Prêmio Acessibilidade 2013


Na foto: Secretária Dra. Linamara em entrega de Ambulift


O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, foi o vencedor do Prêmio Acessibilidade 2013, na categoria Políticas Públicas, devido a entrega de equipamentos ambulift aos aeroportos estaduais de São Paulo.
 
Criado pela Secretaria de Estado da Cultura, por meio da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, o Prêmio acontece em 18 de março, na Sede Roosevelt da Instituição.
 
A premiação visa promover o debate e premiar profissionais e ações de todo o país, voltadas à acessibilidade. Cinco categorias dividem o Prêmio: Artes do Palco, Políticas Públicas, Cidadania, Equipamentos Culturais e Personalidade do Ano. 

 
AMBULIFT
 
O equipamento funciona a partir de uma plataforma elevatória que transporta a pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida até a aeronave. Estacionando bem ao lado da porta do avião, a plataforma conduz o passageiro com maior segurança.  

O ambulift já funciona nos aeroportos de Presidente Prudente, Bauru, Araçatuba, São José do Rio Preto e Araraquara. A previsão é de que os próximos aparelhos sejam entregues nos municípios de Ribeirão Preto e Marília.
 
Conheça os vencedores de todas as categorias:
 
Artes no Palco
Marcos Abranches (SP) – 51.37%
Bailarino e coreógrafo que tem paralisia cerebral em decorrência de seu parto. Já atuou em vários espetáculos, muitos com Sandro Borelli, e fundou o Grupo Vidança
 
Cidadania 
Circo Crescer e Viver (RJ) – 38.49%
Circo que junta arte e transformação social em seu picadeiro, com ações nos campos daformação, produção, difusão e fruição das artes circenses
 
Equipamentos Culturais
Cine Theatro Brasil Vallourec (MG) – 41.58%
Após restauração, o espaço se tornou todo acessível, com três elevadores e de acordo com as normas de acessibilidade e segurança exigidas pelos órgãos competentes.
 
Personalidade do ano
Daniel Gaggini (SP) – 34.57%
Cineasta, diretor teatral, coordena o Festival Cine Favela de Cinema e, recentemente, transportou o universo de filme de Tarantino para a realidade dos moradores de Heliópolis
 
Políticas públicas
Governo de São Paulo (SP) – 53.6%
Pela entrega de Ambulifts, equipamentos utilizados para auxiliar pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida no embarque e desembarque de aeronaves.
 
Grande Prêmio Acessibilidade 2013
Maurício Antônio Ribeiro Lopes (SP)
Pela preocupação com a cidade e com o território, por se enforcar nas cordas da liberdade e não se prender às rotinas do exercício profissional, por abrir os olhos para o seu entorno, dialogar com os mais variados agentes de transformação cultural, entre outros, Maurício Antônio Ribeiro Lopes é o nosso homenageado especial no Prêmio Acessibilidade 2013.
 
 
Mais informações: http://www.spescoladeteatro.org.br/noticias/ver.php?id=3710



Fonte: www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

São Paulo cria Delegacia de Polícia da pessoa com deficiência



 
Na manhã desta sexta-feira, 03 de janeiro, foi assinado o Decreto que cria a primeira Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência do Brasil. O Governador Geraldo Alckmin, acompanhado da Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Dra. Linamara Rizzo Battistella e do Secretário de Estado de Segurança Pública, Fernando Grella, assinou o documento para a criação da unidade, que será instalada no Departamento de Polícia Judiciária da Capital - DECAP.

Entre as atribuições da Delegacia estão os serviços de prevenção e repressão de crimes contra a pessoa com deficiência, recebimento, concentração e difusão de dados e denúncias de crimes e atos de violência contra a pessoa com deficiência.

Além disso, a unidade contará com equipe multidisciplinar que identifica o tipo de atendimento a ser prestado. Entre os profissionais que farão parte do grupo estão assistentes sociais, psicólogos e intérprete de Libras, que também reunirão informações sobre práticas de violência contra as pessoas com deficiência.

Durante seu discurso, a Secretária Dra. Linamara exemplificou o trabalho da equipe que irá compor a Delegacia. “O sistema de atendimento vai garantir o acolhimento diferenciado, estamos falando de sete milhões de pessoas com deficiência visual, que certamente tem dificuldade para atestar o seu boletim de ocorrência, para fazer a sua queixa, para assinar um documento e que agora encontra nessa delegacia as ferramentas de comunicação que permitirão que eles se sintam à vontade e seguros em sua manifestação”.

O Governador falou sobre o número significativo de pessoas com deficiência e a importância de se expandir essa ação. "Hoje nós estamos dando um passo muito importante criando a primeira Delegacia dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Brasil. Nós temos 45 milhões de pessoas com deficiência no País, 9 milhões só no Estado de São Paulo. Com certeza essa boa iniciativa vai prosperar por todo País".

A unidade vai prestar apoio prático às outras delegacias da cidade, além de oferecer orientação e consultoria às demais delegacias do Estado. A implantação da Delegacia será realizada pelas Secretarias de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e de Segurança Pública de São Paulo.

Diane Richler, "ex-presidente" da International Disability Alliance, organização que visa promover de forma efetiva a implementação da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência no mundo, parabenizou o Governo do Estado de São Paulo. “Parabéns pela ação. Isso só acontece pela persistência dos que lutam pela inclusão das pessoas com deficiência”.

Fonte: www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br

domingo, 15 de dezembro de 2013

Dificuldade para contratar pessoas com deficiência já faz empresas acionarem a Justiça

Com o mandado, elas buscam se resguardar e evitar autuações, que podem custar caro: os valores variam entre R$ 1.329,00 a R$ 132.916,00, de acordo com a quantidade de vagas não preenchidas.
Com dificuldades para conseguir contratar pessoas com deficiência, empresas de Bauru (SP)Site externo. têm apelado à Justiça para não serem punidas. Neste ano, ao menos duas ingressaram com mandados de segurança para justificar o não cumprimento da cotaexigida por lei.

Os dados são da subdelegacia do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)Site externo., em Bauru, que abrange 55 municípios. Embora o número ainda seja baixo, revela uma tendência que pode se intensificar, dada a dificuldade generalizada que as organizações experimentam na hora de preencher as vagas de emprego que precisam ser disponibilizadas para deficientes.
Com o mandado, elas buscam se resguardar e evitar autuações, que podem custar caro: os valores variam entre R$ 1.329,00 a R$ 132.916,00, de acordo com a quantidade de vagas não preenchidas.
Somente neste ano, segundo o MTE, 35 empresas foram multadas na região, de um total de cerca de 200 fiscalizadas. Juntas, elas somaram 158 vagas de trabalho que deveriam ter sido destinadas – e não foram – a pessoas com deficiência.
Segundo o gerente regional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Bauru, José Eduardo Rubo, a baixa escolaridade e a falta de qualificação profissional são apontadas pelos empresários como os principais motivos que impedem as contratações.
Por outro lado, como as vagas oferecidas geralmente são para funções operacionais, os baixos salários acabam sendo pouco atrativos para profissionais habilitados. “Muitos recebem benefício da Previdência e, se aceitarem o emprego, perdem esse direito. Se o salário não for maior, realmente não veem vantagem em ficar com a vaga”, detalha.
Consultor de recursos humanos em Bauru, Cleber Andriotti Castro destaca que os vencimentos de pessoas com deficiência estão, em média, entre um e dois salários mínimos. “E é muito difícil identificar alguma empresa em que deficientes exerçam cargos de liderança”, completa.
Espaço físico
Outro entrave é a necessidade de adaptações na estrutura física das empresas, para que os espaços possam ser adequados ao trabalho e ao deslocamento destes profissionais. Dependendo da deficiência do trabalhador, o prédio precisa passar por ampla reforma de acessibilidade, como é o caso de cadeirantes.
“São necessárias rampas, banheiros com barras e assento adequado, portas mais largas e até elevadores, em alguns casos, o que custa caro. Por este motivo, eles estão entre os que mais encontram dificuldades para conseguir se inserir no mercado de trabalho”, aponta a coordenadora geral do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comude), Ariani Queiroz Sá. Ela avalia que os critérios para contratação, em muitos casos, são bastante rigorosos, mas Castro pondera que, para se enquadrar na lei, as organizações têm sido mais flexíveis.
Mas o consultor de recursos humanos também cita como obstáculo a ausência de treinamento específico para que este tipo de profissional se adapte rápida e plenamente dentro das empresas. “Falta um pouco de conscientização dos líderes e até de outros funcionários para que o deficiente possa se adaptar mais facilmente à rotina de trabalho”, observa.

Iniciativas
Exatamente para tentar atender à demanda das empresas, iniciativas para capacitar pessoas com deficiência para o trabalho são cada vez mais frequentes.

Uma delas é promovida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai)Site externo., que oferece gratuitamente um intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para surdos que queiram frequentar os cursos profissionalizantes da instituição.
O intérprete Marcos Luís Dias, 42 anos, trabalha há quatro anos no Senai e, neste período, já ajudou oito surdos a concluir os estudos técnicos. “Eu acompanho estes surdos durante dois anos para interpretar o que é dito nas aulas, em cursos de qualquer área que seja de seu interesse. Eles são muito interessados e têm a mesma condição de aprendizado”, conta ele, que é intérprete de Libras há 12 anos.
Outros exemplos são do Centro de Reabilitação Sorri Bauru, que desenvolve um projeto de qualificação profissional voltado a deficientes físicos, e do governo do Estado, que, em parceria com a Anhanguera Educacional, está oferecendo um curso de curta duração para capacitar trabalhadores na área de vendas. Iniciativas individuais como a da auxiliar de biblioteca Diomara Dias, 42 anos, também tem sua importância.
Há um ano, ela criou uma página no Facebook para ajudar empresas interessadas em atender a cota estabelecida por lei e pessoas com deficiência em busca de trabalho. De maneira voluntária, ela busca anúncios de emprego em sites e jornais e publica no perfil, ao mesmo tempo em que aciona as empresas quando trabalhadores com deficiência procuram a página para recolocação no mercado de trabalho.
“Eu tenho fenda labiopalatina e nunca fiquei sem emprego. Mas tenho amigos que enfrentam dificuldades para conseguir trabalhar e foi por isso que resolvi fazer o perfil. Os resultados têm sido além da expectativa”, revela ela, que é técnica de enfermagem formada e já trabalhou em vários hospitais da cidade. “Há seis meses, estou na biblioteca em uma faculdade e gosto muito do que faço”, diz.

Mudança de visão

“A visão que a sociedade tem sobre a pessoa com deficiência e a visão que a família e a própria pessoa tem sobre si mesma está mudando”. A afirmação é da coordenadora geral do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comude), Ariani Queiroz Sá, que foi acometida por paralisia infantil e écadeirante há oito anos, devido a uma cirurgia mal sucedida.
Para ela, no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, celebrado no próximo dia 3 de dezembro, há muito a ser comemorado. Embora avalie que as dificuldades ainda existam, Ariani observa que as políticas públicas para inserção das pessoas com deficiência no ensino regular e no mercado de trabalho contribuíram, e muito, para que elas se sentissem parte da sociedade. “Antigamente, elas não saíam de casa, não se arriscavam, não se lançavam a desafios. O entendimento era de que aquela deficiência impunha obstáculos que não podiam ser transpostos”, pondera.
Diante do atual momento de transição, ela analisa que novos horizontes ainda estão para ser descortinados pelas próximas gerações.

Exigência legal abriu portas
Diante da exigência legal e da maior abertura das empresas para contratar pessoas com deficiência, é cada vez mais comum encontrar pessoas com este perfil no mercado de trabalho – ainda que faltem profissionais para completar todas as vagas disponíveis.
Um exemplo é a auxiliar administrativa Elisângela Cristina Poiato, 33 anos, que foi contratada há cerca de 20 dias para trabalhar no departamento pessoal de uma recuperadora de crédito da cidade.
Acometida por uma deficiência auditiva profunda, Elisângela usa um aparelho que lhe permite conversar e desempenhar suas funções normalmente dentro da empresa. “Estou no mercado de trabalho há 16 anos e também vendo cosméticos para complementar a renda. Moro com minha mãe, mas consigo me sustentar sozinha. Tenho uma vida normal”, relata. O novo emprego, aliás, inspirou Elisângela a voltar a estudar. A partir do ano que vem, ela pretende se matricular em uma faculdade para cursar recursos humanos.
A Lei de Cotas
A lei 8.213, de 24 de julho de 1991, conhecida comoLei de Cotas, define que todas as empresas privadas com mais de 100 funcionários devem preencher entre 2% e 5% de suas vagas com trabalhadores que tenham algum tipo de deficiência.
As empresas que possuem de 100 a 200 funcionários devem reservar, obrigatoriamente, 2% de suas vagas para trabalhadores com este perfil. As organizações que possuem entre 201 e 500 funcionários, 3%; as que têm entre 501 e 1.000 funcionários, 4%; e as empresas com mais de 1.001 funcionários, 5% das suas vagas.
Fonte: jc net
Referência: vidamaislivre.com.br

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

São Paulo recebe primeiro Centro de Tecnologia e Inclusão para Pessoas com Deficiência




Na manhã desta terça-feira, 10 de dezembro, foi inaugurado o primeiro Centro de Tecnologia e Inclusão para pessoas com deficiência do país. Situado no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (Pefi), em São Paulo.

O espaço será gerenciado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, em parceria com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina - SPDM, responsável pela contratação de profissionais.

Estiveram presentes na inauguração a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella, o Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, a representante da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina – SPDM, Eliane Nagayoshi e a deputada estadual Célia Leão, entre outros.

O Centro é composto por quatro casas e um teatro com capacidade para 50 pessoas, o centro conta com mil metros quadrados construídos e abriga 30 ambientes que irão oferecer orientação, aconselhamento profissional, atividades artísticas para estimular a relação interpessoal, laboratório de imagem e autocuidado e orientação e mobilidade para pessoas com deficiência visual, além de oficinas de Libras, braile e comunicação alternativa.

Além disso, haverá também atividades para formação de profissionais que atuam no segmento de pessoas com deficiência, como cursos de atualização para órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, manutenção e cuidado para cadeira de rodas e formação de cuidadores ou atendentes de pessoas com deficiência.

Segundo a Secretária Dra. Linamara, o Centro será referência na área de tecnologia para pessoas com deficiência. “Este é um Centro que associa realmente a tecnologia de ponta ao conceito de inclusão”.  Ela ressaltou que “São Paulo não cansa de incluir e essa é a diretriz do Governador Geraldo Alckmin, que nos inspira e nos cobra em ações completas como esta que vai ensinar os gestores de RH a entenderem o valor da diversidade dentro do seu ambiente de trabalho”.

O Centro de Tecnologia e Inclusão tem entre seus objetivos o incentivo à inovação e fortalecimento do setor produtivo na área de ajudas técnicas. “A ideia é mostrar o quanto as tecnologias que atendem as pessoas com deficiência atendem a todos e com qualidade, de forma satisfatória, colocando na esteira desse novo mundo, na esteira dessa nova sociedade, o conceito mais claro de equidade, de justiça social e de desenvolvimento sustentável”, destacou a Secretária.

O Governador Geraldo Alckmin destacou a importância do Centro de Tecnologia e Inclusão atuar junto às pessoas com deficiência e aos profissionais da área, dando mais alternativas e tecnologia para a inclusão e de outro lado formando profissionais, cuidadores e linguísticos.

Todas as atividades são gratuitas e voltadas para pessoas com deficiência, cuidadores e familiares, além de profissionais voltados a questão da deficiência e de recursos humanos. As oficinas têm início em janeiro de 2014 e os interessados devem se inscrever no local. Anote o endereço: Rodovia dos Imigrantes km 11,5 São Paulo /SP. Fone: (11) 5588.4797
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Fonte: www.maragabrilli.com.br

domingo, 8 de dezembro de 2013

ENCURRALADO NA CALÇADA

COTIDIANAMENTE PASSAMOS POR SITUAÇÕES SEMELHANTES!

Olha o que os cadeirantes passam cotidianamente. Hoje fui encurralado por um Fíat Pálio, detalhe; é um táxi de Curitiba, nota-se pela placa vermelha, embora o carro não seja branco. Eu? eu que me vire procurando um espaço qualquer para atravessar a rua fora da faixa, pois, meu Direito de ir e vir é garantido, salvo quando um Pálio não queira. Esse é o cotidiano dos cadeirantes no Brasil..








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