quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Cadeira de rodas que entra no mar chega a mais 5 cidades de SP

A Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência fechou convênio com cidades do litoral de São Paulo para ampliar o programa Praia Acessível, de cadeiras de rodas especiais que permitem a deficientes e idosos tomarem banho de mar.

A formalização do convênio, que envolve as prefeituras de Guarujá, Iguape, Cananéia, Mongaguá, Itanhaém, São Sebastião e Ubatuba, será feita nesta quinta-feira (29).
Arnaldo Klajn/PMSS
Usuários na cadeira de rodas anfíbia em praia de São Sebastião
Usuários na cadeira de rodas em praia de São Sebastião
O programa foi lançado pelo governo do Estado em fevereiro do ano passado, em Santos, Praia Grande e Ilhabela. Depois foram contempladas Guarujá, Bertioga e São Sebastião.
Ele prevê a entrega de cadeiras de rodas anfíbias que não afundam na areia e flutuam no mar --é necessário um acompanhante para auxiliar o usuário.
As cadeiras ficam em postos instalados nas praias. Para usar, o deficiente precisa apresentar documento dele e do acompanhante, e assinar um termo de responsabilidade. Monitores são responsáveis por transferir o deficiente da própria cadeira para a anfíbia e acompanhá-lo na praia.
A promessa do governo era entregar mil cadeiras até 2010, a serem distribuídas para todas as praias do Estado. O número final não foi divulgado.
Entre os critérios para a escolha das praias estão a presença de itens de acessibilidade como rampas, piso tátil, vagas específicas, banheiros acessíveis e postos de salvamento.
Cris Castello Branco-15.fev.10/Governo de SP
Modelo da cadeira de rodas anfíbia, que permite a deficientes tomarem banho de mar
Modelo da cadeira de rodas anfíbia, que permite a deficientes tomarem banho de mar; governo amplia programa

Fonte: folha.com

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

"MINHA CASA, MINHA VIDA" ABRE COTA PARA IDOSOS E DEFICIENTES

Idosos e pessoas com deficiência devem ter, no mínimo, 3% das unidades.
Beneficiários devem estar inscritos em programas habitacionais locais.


O governo federal alterou os critérios de seleção dos candidatos a beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida. A regulamentação foi publicada em portaria publicada nesta terça-feira (27) no "Diário Oficial da União". Entre as mudanças está a indicação de percentual de unidades que devem ser reservadas para idosos e portadores de necessidades especiais.
O Minha Casa, Minha Vida é um programa habitacional do governo federal para construção de moradias em parceria com estados e municípios. Ele foi lançado em março de 2009, na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a meta inicial de construir 1 milhão de moradias populares.
O novo texto, que revoga a portaria número 140 publicada em 6 de abril de 2010, determina que sejam reservadas, no mínimo, 3% das unidades para idosos. O mesmo percentual deve ser respeitado para portadores de necessidades especiais e famílias de pessoas com deficiências.

Na portaria de 2010, ficava determinado que os dois grupos deveriam ser atendidos segundo "percentuais mínimos previstos nos normativos específicos dos programas integrantes", sem determinar textualmente os números.


Limite de renda
Entre as novidades, o novo texto retira a citação à exigência de que os candidatos tenham renda familiar mensal bruta limitada a R$ 1.395,00. O governo já
havia anunciado adequação nos valores quando deu detalhes da programação do Minha Casa, Minha Vida 2.

Com a mudança, a primeira condição da seleção é que o candidato já esteja inscrito em cadastros habitacionais do Distrito Federal, estados ou municípios. A mesma condição já estava citada na portaria anterior. Cada um dos programas habitacionais locaisi já deve prever critérios de renda e condição social para inscrever os candidatos.

Fiscalização
A Ministério das Cidades incluiu na regulamentação novos procedimentos operacionais que exigem que a Caixa Econômica Federal seja responsável por finalizar o processo seletivo com validação das informações prestadas pelos candidatos.


O banco deverá enviar aos responsáveis pela seleção uma lista com os candidatos aptos e outra com os que tiverem informações incompatíveis. De acordo com a portaria, esta relação deve ser publicada pelo responsável pela seleção.

Em outubro, reportagem do Fantástico
apresentou a existência da cobrança de taxas por ONGs que forjavam documentos para burlar regras de acesso ao programa.

Fonte.G1

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Romário e Ronaldo anunciam ingressos gratuitos para deficientes na Copa-2014

Craques nos gramados, Romário e Ronaldo demonstraram velocidade fora das quatro linhas para marcar um gol de placa.


Nesta sexta-feira, o deputado federal eleito pelo PSB-RJ anunciou ao lado de sua frente parlamentar e do Fenômeno, membro do Comitê Organizador da Copa (COL), a distribuição de um total de 32 mil ingressos gratuitos para deficientes na Copa do Mundo de 2014. Esse total dará uma média de 500 entradas por jogo para pessoas com qualquer tipo de deficiência com direito a acompanhante.

Na semana passada, Romário havia visitado a sede do COL para entender melhor as funções de Ronaldo, que fora eleito recentemente executivo do órgão. Na ocasião, o Baixinho afirmou que estava muito otimista em relação à participação das pessoas com deficiência no Mundial. A rápida resposta positiva deixou o ex-camisa 11 satisfeito e emocionado.

“Conversando com o Ricardo (Teixeira, presidente do COL) e Ronaldo, fiz um pedido sobre a possibilidade de termos alguma conquista para essa classe de pessoas com deficiência. E fiquei surpreso com a rapidez da resposta. O Ricardo me passou que independentemente de qualquer coisa, a CBF vai doar 32 mil ingressos para pessoas com deficiência e seus acompanhantes. Essa é uma vitória dentro desse meu primeiro ano de mandato. A maior delas, porque será a única classe sem ter que pagar ingresso. Por isso, eu gostaria de aproveitar para agradecer ao Ronaldo e ao Ricardo”, disse Romário.

Como confederação do país sede do evento, a CBF tem o direito de comprar uma determinada quantidade de entradas junto à Fifa. A distribuição para deficientes será realizada com essa manobra. Um dos protagonistas do projeto, Ronaldo elogiou a luta do antigo companheiro de seleção brasileira pelos direitos dos portadores de deficiência.

“Gostaria de dizer ao Romário, que é meu amigo e companheiro de anos, e também a toda sua frente parlamentar que estou orgulhoso de ver teu empenho, capacidade e entrega. Queria dizer que esse pedido em favor dos deficientes, nós é que temos que agradecer. Porque quando entrei no COL, disse que essa Copa deveria ser do povo e vai ser. Esse será meu principal objetivo. As pessoas com deficiência são uma parte importante, mesmo esquecida parcialmente no projeto da Lei Geral da Copa”, afirmou.

Ainda recente, o projeto de distribuição de gratuidades para pessoas com deficiência na Copa de 2014 ainda precisa de alguns ajustes. Dentre eles, está a definição dos critérios de divisão dos bilhetes. Uma das possibilidades seria a apresentação, por parte do portador, do Código Internacional de Doença (CID).

Outras medidas estão previstas para serem estudadas e sacramentadas a partir do próximo mês de fevereiro. Até o momento, o único consenso já definido é que a prioridade para recebimento das gratuidades será de portadores de deficiência de classes mais baixas.

Slogan e Mascote
Durante o evento, Ronaldo aproveitou ainda para revelar algumas das principais ações do COL previstas para o ano que vem. Segundo o membro do órgão responsável pela organização do Mundial, o slogan da competição deverá ser divulgado até o mês de março, com a mascote oficial sendo apresentada até o fim da temporada.

Fonte: uol.com.br

FELIZ NATAL A TODOS

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

OBTER ISENÇÃO DE RODÍZIO PARA DEFICIENTE

Veja abaixo, as orientações de como adquirir este benefícios para os deficientes:

1. Quem pode solicitá-la?


A autorização especial para a liberação do rodízio municipal de veículos pode ser solicitada por pessoas com deficiência ou por quem as transporta.


2. Qual o procedimento para pedir a isenção?
Preencha o requerimento para o cadastro do veículo e o entregue, juntamente com os outros documentos solicitados, pessoalmente no Departamento do Sistema Viário (Rua Sumidouro, 740, Pinheiros) ou envie pelos Correios (caixa postal 11.400; CEP 05422-970)


3. Onde obter o requerimento?
Ele pode ser obtido no sito da Secretaria Municipal de Transportes ou no setor de Autorizações Especiais do DSV.


4. Quais são os outros documentos necessários?
Atestado médico, original ou cópia autenticada, contendo CID, carimbo, CRM e assinatura do médico com data não superior a trás meses cópia simples do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo cópia simples do Cadastro de Pessoa Física do portador de deficiência cópia simples do RG ou documento equivalente do requerente e do representante legal.


Na ausência do RG, anexar a Certidão de Nascimento. No caso de representante legal, ele deve anexar cópia simples da procuração ou curatela ou guarda permanente. Dúvidas podem ser esclarecidas pelos telefones: 3812-3281 ou 3816-3022.


Fonte: http://paulofrange.blogspot.com/

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

“A educação inclusiva é uma obrigação do ensino público e do privado”, diz MP

Inclusive - alunos fazendo arte e pinturas no chão.
“A educação inclusiva é uma obrigação do ensino público e do privado e exige acessibilidade pedagógica”. Com esse pensamento a Promotora de Justiça de Defesa da Pessoa com Deficiência, Iadya Gama Maio, inicia buscar dar visibilidade a um trabalho de conscientização das escolas sobre a recepção e o desenvolvimento de alunos com deficiência.

Dessa vez a Promotoria de Justiça está trabalhando com as escolas da rede particular de ensino. Segundo Iadya Gama o trabalho na rede pública já está mais avançado no sentido de conscientização e fiscalização, mas muitas pessoas ainda desconhecem os seus direitos em relação a escolas privadas. “As escolas particulares também são obrigadas a seguir as determinações legais no que diz respeito à recepção e à aprendizagem dos alunos com deficiência. Mas percebemos que muitos pais desconhecem essa obrigatoriedade, achando que apenas a rede pública de ensino deve garantir a educação de crianças e adolescentes com deficiência, quando qualquer escola particular também tem essa incumbência. São comuns os casos de pessoas que acham que a escola pode se recusar a receber alunos com deficiência alegando falta de estrutura, o que não é aceitável”, explica a Promotora de Justiça.

O trabalho de conscientização vem sendo desenvolvido pelo Ministério Público junto às escolas privadas, inicialmente de maneira preventiva. Em julho deste ano foi realizada uma reunião que contou com a presença aproximada de 180 escolas da rede particular, onde foram discutidas as questões referentes à educação inclusiva. Na oportunidade ficou demonstrada a necessidade das escolas particulares inserirem o atendimento educacional especializado – AEE – em seus Projetos Políticos Pedagógicos, resultando em uma Recomendação ministerial.

Dando continuidade ao trabalho, no último dia 07, a 30ª Promotoria de Justiça da Comarca de Natal, com atribuição na área de Direitos das Pessoas com Deficiência e Idosos, recebeu representantes do Conselho Estadual de Educação para discutir a implementação da educação inclusiva nas escolas da rede privada. No debate buscou-se formas de garantir que as escolas particulares assumam as mesmas obrigações da rede pública no que se refere ao oferecimento da educação inclusiva, com as diversas ferramentas que devem ser postas ao público-alvo da educação especial (pessoas com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação).

O objetivo maior desse trabalho é garantir que toda criança e adolescente que possuir deficiência esteja matriculado e incluído em qualquer escola comum, seja ela pública ou privada, sendo a eles garantido o atendimento educacional especializado de que necessitem. “Precisamos pensar educação inclusiva de forma mais ampla. O que buscamos é uma inclusão pedagógica em todas as escolas, sejam públicas ou privadas, de forma a garantir que alunos com os mais diversos tipos de deficiência se sintam parte do processo de construção da cidadania”, explica Iadya Gama.

Fonte:Inclusão e cidadania

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

MINHA PARTICIPAÇÃO NO COMERCIAL INVISÍVEIS DA (AACD)

Cadeiras de rodas serão adaptadas aos pacientes

Medida trará melhor qualidade de vida para o cadeirante. Investimento na área de pessoa com deficiência subiu 33% entre 2010 e 2011

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a ação que irá atender cadeirantes brasileiros de maneira individual. A partir do início de 2012, eles contarão com o serviço para a adaptação das cadeiras de rodas, o que atende necessidades específicas. Em algumas situações, os pacientes, devido a um tipo de deficiência, não conseguem utilizar a cadeira padrão oferecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Agora, a rede pública financiará essa adequação. A medida levará maior mobilidade com menor gasto de energia, mais conforto, menos pontos de pressão, suporte e dimensões adequados aos cadeirantes.
Para o ministro da saúde a ação representa mais qualidade de vida para os cadeirantes atendendo cada indivíduo de maneira única. “As cadeiras sem adaptação, nem sempre são adequadas ao cidadão portador de deficiência física. Com as adaptações, eles poderão ter mais conforto ao se locomover”, disse o ministro.
Apenas nesse ano, o Ministério da Saúde entregou 37 mil cadeiras de rodas para população. Para a compra foram investidosR$22.087 milhões. Até o fim do ano, é esperado ainda a entrega de mais 19 mil cadeiras, ao valor de R$11.2 milhões.
“O Ministério da Saúde pretende zerar o número de pessoas na fila por uma cadeira de rodas. Para se ter uma idéia, cerca de 75 mil pessoas precisarão de cadeiras de rodas até o fim do ano”, finalizou Padilha. Durante o Teleton, evento de apoio à AACD (Associação de Assistência a Criança Deficiente), o ministro anunciou que a entidade receberá cerca de R$ 5 milhões para atender a lista de espera da instituição.
O Brasil, segundo Censo de 2010, conta com 24,5 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência (14,5% da população brasileira), desde alguma dificuldade para andar, ouvir e enxergar, até as graves lesões incapacitantes. Desse total, 48% possuem deficiência visual, 23%, motora, 17%, auditiva, 8%, mental e 4%, física. O investimento do Ministério da Saúde na atenção a pessoa com deficiência somou R$ 644.298 milhões, em 2010. Nesse ano, a previsão é de R$855.602 milhões.

Fonte:portal da saude

Parkour com cadeira de rodos


Não, isso não é uma piada de humor negro. É apenas um protesto muito inteligente contra a total falta de acessibilidade nas grandes cidades.
Como você deve saber, o parkour, ou Le Parkour, é um esporte, quase uma corrida de obstáculos, enfrentada apenas com o corpo humano. Pular, dar mortais, subir paredes… Lindo.
Mas imagine que cadeirantes tenham que praticar esse esporte SEM ESCOLHA, todos os dias. Os desafios estão no vídeo a seguir, feito no Brasil:


Agora é só andar pela sua cidade e imaginar… Será que seria preciso fazer acrobacias sobrehumanas para simplesmente passear por aqui com uma cadeira de rodas? A resposta é SIM, quase sem variáveis, infelizmente.

Fonte: Ser lesado

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Dilma promete criar oportunidades para pessoas com deficiência



A presidente Dilma Rousseff reforçou o compromisso do governo em apoiar e garantir oportunidades às pessoas com deficiência. A intenção é fazer com que eles desenvolvam “todo o potencial”, destacou ela nesta segunda-feira durante o programa Café com a Presidenta.
Dilma recebeu, na quinta-feira no Palácio do Planalto, em Brasília, os atletas e técnicos que participaram recentemente dos Jogos Parapanamericanos de Guadalajara (Parapan), no México. O Brasil foi o vencedor da competição: obteve 197 medalhas; 81 de ouro, 61 de prata e 55 de bronze.
“Nossos atletas deram um show lá em Guadalajara”, ressaltou a presidente durante o programa. Para Dilma Rousseff, os esportistas “escolheram ser vencedores” e “mostraram determinação para ultrapassar os limites e superar, portanto, os preconceitos”.
A presidente ressaltou que dos 222 atletas que disputaram o Parapan, 162 fazem parte do programa Bolsa Atleta do governo federal, pago pelo Ministério do Esporte. “É isso que permite a eles treinar, participar de competições e obter vitórias como essa agora no México”, disse. “Os resultados são extraordinários: 80% das medalhas obtidas lá no Parapan foram conquistadas pelos atletas que recebem a Bolsa Atleta”, completou.
De acordo com o Censo 2010, o Brasil tem 45,6 milhões de pessoas com alguma deficiência, sendo 17,7 milhões com deficiência considerada grave. Para atender essa população, o governo federal lançou há dez dias o programa Viver sem Limite, envolvendo 15 ministérios e orçamento de R$ 7,6 bilhões em três anos, para áreas de acessibilidade (R$ 4 bilhões), educação (R$ 1,8 bilhão), saúde (R$ 1,5 bilhão), além de inclusão social e mobilidade urbana (R$ 300 milhões).
Fonte: Deficiencia em evidencia

Síndrome da bexiga hiperativa pode causar úlceras

 

Necessidade excessiva de urinar, acompanhada de incontinência urinária, pode ser um sinal da síndrome da bexiga hiperativa. No Brasil, 19% da população sofrem deste mal, informou o zh.com.
Embora os danos causados pela doença sejam amplamente difundidos, principalmente em relação ao convívio social e às alterações da rotina, os pacientes desconhecem riscos mais sérios decorrentes da doença.
— Quando não é adequadamente tratada, o problema pode levar à irritação da pele, desenvolvimento de úlceras e aumento de pressão na bexiga com potencial risco de provocar insuficiência renal, além de infecções recorrentes do trato urinário — alerta o Dr. José Carlos Truzzi, Doutor em Urologia pela Universidade Federal de São Paulo.
Existem algumas teorias para explicar o surgimento de bexiga hiperativa em pacientes neurologicamente normais, afirma o Doutor em Urologia pela Universidade de São Paulo e responsável pelo Ambulatório de Disfunções Miccionais do Hospital A.C. Camargo, Carlos Alberto R. Sacomani. O especialista explica que, em indivíduos com doenças neurológicas, como o acidente vascular cerebral, esclerose múltipla, Parkinson e trauma raquimedular, a incontinência ou a urgência miccional geralmente ocorre devido a contrações involuntárias da bexiga. Mas ele garante que, atualmente, existem tratamentos bastante eficazes para amenizar os sintomas.
Sobre o tratamento
Os anticolinérgicos são os medicamentos orais mais conhecidos dos pacientes. Apesar disso, metade das pessoas que sofrem da doença interrompe o tratamento já nos primeiros 30 dias e, após seis meses, menos de 20% dos pacientes continuam o tratamento.
— Isso ocorre, sobretudo, por conta dos efeitos colaterais, como boca seca, constipação intestinal, visão turva, sonolência, peles e mucosas secas. Não são efeitos graves, mas causam ainda mais desconforto e limitação das atividades exercidas pelos pacientes. O efeito colateral de boca seca ainda estimula o paciente a tomar mais água e, consequentemente, há um aumento no número de micções — afirma Truzzi.
A aplicação de toxina botulínica tipo A — utilizada no tratamento de marcas de expressão — é uma alternativa a essas medidas. No procedimento, que dura aproximadamente 30 minutos, a substância é injetada na bexiga, inibindo as contrações involuntárias e, consequentemente, promovendo a continência urinária. O efeito da toxina pode durar de seis a nove meses. Após este período, ela poderá ser reaplicada, conforme avaliação médica.
A bexiga hiperativa será um dos assuntos abordados durante o 33º Congresso Brasileiro de Urologia, que acontece de hoje até o próximo sábado, 26, em Florianópolis-SC. Como melhorar a qualidade de vida daqueles que sofrem da síndrome e de que forma se pode evitar as graves complicações da doença, como a perda da função renal, serão discutidos neste debate.

Fonte: ser lesado

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Pesquisa: mercado aumenta em 86% o número de vagas para deficientes em 2011

Entre os meses avaliados, o de setembro e outubro foram os que mais se destacaram


As oportunidades profissionais para portadores de deficiências praticamente dobraram em 2011, na comparação com os dez primeiros meses do ano ano anterior. De acordo com um recente levantamento do site de carreira Vagas.com.br, apenas no período acumulado de janeiro a outubro, por exemplo, foram registradas a abertura de 20.180 mil postos de trabalho no País – o que representa um aumento de 86% em relação ao ano anterior.

“As oportunidades para esse público aumentaram muito nos últimos meses. Verificamos que as empresas têm criado mais postos de trabalho aumentando a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho”, conta o gerente de marketing e vendas da Vagas Tecnologia, Luís Testa.

Entre os meses avaliados, o de setembro e outubro foram os que mais se destacaram, apresentando respectivamente, 6.515 e 2.328 novas vagas. Já os que tiveram a maior baixa de oportunidades, segundo o levantamento, foram os meses de abril (841) e março (983).

Deficiência
Segundo a pesquisa, que considerou as vagas oferecidas por mais de 1.500 empresas, bem como o perfil de 25 mil candidatos cadastrados no portal, o perfil dos usuários cadastrados no portal – hoje estimado em 25 mil currículos - é composto, em sua maioria, por deficientes físicos, auditivos, visuais e mentais.

Em números gerais, a divisão ficou em aproximadamente 50% de deficientes físicos (12,5 mil); 21,7% de auditivos (5,4 mil) e 17% de pessoas com problemas visuais (4 mil). “Os usuários que referem algum tipo de deficiência mental, no entanto, somaram apenas 8,5% do total de cadastrados – o equivalente a 2,1 mil inscritos”, detalha o estudo.

Perfil diferenciado
  Outro item importante e também indicado pelo levantamento abordou o grau de escolaridade, que não apenas se tornou uma exigência constante do mercado de trabalho, mas passou a ser indispensável também para todos os trabalhadores interessados em competir profissionalmente.

Para se ter uma ideia, neste quesito, cerca de 6,2% dos cadastrados no portal informaram ter o ensino superior completo, sendo o percentual daqueles que informaram ainda estar cursando o mesmo, de 21,5%.

Já em relação aos que alegaram já ter concluído o ensino médio, o valor foi ainda maior: de 34,3,%, sendo de 31,4%, o percentual de pessoas que informaram ainda estudar para a conclusão dos estudos.

Fonte:saci

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Noiva britânica deixa cadeira de rodas e caminha até o altar

Victoria Royle superou a síndrome de Guillain-Barré.
Mulher passou oito meses no hospital e nem conseguia se dcomunicar
Victoria Royle sofria da síndrome de Guillain-Barré (Foto: Caters News)Victoria Royle sofria a síndrome de Guillain-Barré
O sonho de caminhar até o altar ajudou uma noiva britânica de 29 anos a superar as dificuldades de uma doença que poderia deixá-la na cadeira de rodas para o resto da vida.
Victoria Royle namorava Nick havia apenas um mês quando foi diagnosticada com a síndrome de Guillain-Barré. Mesmo com o futuro incerto, o atual marido se manteve ao lado dela 24 horas por dia.
Nessa doença rara, o próprio sistema de defesa do organismo produz anticorpos contra os nervos periféricos. A destruição desses nervos pode causar desde formigamento nos dedos até paralisias graves e a morte.
O caso de Victoria parecia particularmente grave. Menos de dois dias depois do surgimento dos primeiros sintomas, ela já estava sob terapia intensiva no hospital.
“Eu estava trancada no meu corpo – não conseguia mexer nem me comunicar – e a dor era muito grande. Achei que ia morrer sem conseguir dizer à minha família o quanto eu a amava”, lembra Victoria.
Depois de oito meses no hospital, ela recebeu alta, mas os médicos a advertiram de que ela poderia passar o resto da vida em uma cadeira de rodas. Mas a luta continuou, e mais alguns meses depois, Victoria conseguiu dar seus primeiros passos, apoiada em uma bengala. Por fim, ela voltou a andar sem nenhuma ajuda.
Sem dinheiro por causa do longo tempo sem trabalhar, o casal contou com a ajuda de um programa de televisão para organizar a caminhada mais emocionante da vida de Victoria. No “Don’t tell the bride” (Não conte para a noiva), da BBC3, o noivo tem três semanas e 12 mil libras (cerca de R$ 35 mil) para preparar a festa.
“O dia do meu casamento foi perfeito. Foi tão emocionante caminhar até o altar, sendo que dois anos antes eu nem sabia se conseguiria caminhar novamente”, diz a noiva
“O Nick foi um ponto de apoio e eu me sinto a mulher mais sortuda do mundo por tê-lo e ter minha saúde”, completa.

Fonte: G1

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Censo 2010 reforça desafio do Brasil em dar uma vida digna aos deficientes


Ao todo, 45 milhões de brasileiros disseram ter algum tipo de deficiência, ou seja, quase 24% da população.



O censo 2010 pesquisou o número de brasileiros que declararam ter algum tipo de deficiência. São pessoas que apresentam algum grau de dificuldade de enxergar, ouvir ou com uma deficiência motora, por exemplo.
Uns nasceram com a deficiência, outros são vítimas de doenças ou acidentes. O militar reformado Diego Loureiro ficou paraplégico em um acidente de moto há três anos.
“Já adaptei meu carro. Tenho uma independência maior”, conta.
Segundo o Censo 2010, 45 milhões de brasileiros disseram ter algum tipo de deficiência, ou seja, quase 24% da população. Na hora de responder ao questionário, era possível declarar ter alguma dificuldade, grande dificuldade e impossibilidade total. As pessoas que se enquadraram nas duas últimas categorias foram consideradas com deficiência grave.
Ter uma deficiência física grave é muito mais comum do que se pensa no Brasil. Quase 13 milhões de pessoas disseram aos pesquisadores do IBGE que têm uma deficiência grave motora, visual, auditiva ou mental. O resultado divulgado pelo censo mostra o tamanho do desafio de dar uma vida digna a milhões de brasileiros.
Segundo a pesquisa, mais de dois milhões de pessoas afirmaram ter deficiência auditiva grave; mais de quatro milhões declararam ter problemas motores severos; e o maior número disse ter uma grande dificuldade ou nenhuma capacidade de enxergar. Em muitos casos, a pessoa tem mais de uma deficiência.
A advogada Priscila Selares tem apenas 5% de visão em um dos olhos. Ela é a chefe do departamento jurídico de uma organização de defesa das pessoas com deficiência. Diz que os números mostram o tamanho da responsabilidade com esta parcela da população.
“A legislação para deficientes no Brasil é a melhor das Américas, mas a menos cumprida”, diz.
Natália e Nicolas nasceram com paralisia cerebral. A dona de casa Maria de Lurdes Brandão se dedica integralmente aos filhos.
“Eu tenho que dar o banho, vestir e arrumar a mochila para o colégio. É muita coisa”, desabafa dona Maria de Lurdes.
Nicolas está na nona série. Natália está terminando o Ensino Médio.
“Eu sempre ouvi dizer que lugar de criança é na escola. São crianças, vão para a escola. E agora, ver a Natália quase terminando o terceiro ano, o Ensino Médio, é uma emoção muito grande”, acrescenta Maria de Lurdes, emocionada.

Fonte: saci

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

‘Minha Casa 2’ vai beneficiar pessoas com deficiência, diz Dilma

Presidente afirmou que casas do plano serão ‘adaptáveis’. ‘Viver Sem Limite’ vai atuar nas áreas de educação, saúde e inclusão social.

 A presidente Dilma Rousseff disse na manhã desta segunda-feira (21), durante seu programa de rádio “Café com a presidenta”, que o programa Minha Casa Minha Vida 2 também irá beneficiar as pessoas com deficiência.
Segundo Dilma, as casas serão adaptadas. “Todas as casas destinadas às famílias que ganham até R$ 1.600,00 serão adaptáveis. Todas elas terão portas mais largas e corredores e banheiros mais amplos para facilitar a locomoção das pessoas com deficiência”.
O Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência destinará R$ 7,6 bilhões, até 2014, em ações na área de educação, saúde, inclusão social e acessibilidade. Para a presidente, o plano garantirá direitos e vai oferecer estímulo à pessoa com deficiência.
“O Viver sem Limite é um plano de garantia dos direitos, de apoio e estímulo à pessoa com deficiência. Vamos investir R$ 7,6 bilhões até 2014 para melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência e reduzir os obstáculos que excluem ou limitam o seu convívio social. O Viver sem Limite é parte do compromisso do nosso governo de lutar contra toda espécie de desigualdade e a favor da oportunidade para todos”.

Compra de ônibus
Dilma entende que o plano vai colocar a criança com deficiência na escola e que o governo fará sua parte com a compra de equipamento necessário.
“Um objetivo importante do plano é criar as condições para que todas as crianças e adolescentes com deficiência estejam nas escolas. Muitas vezes, essas crianças estão fora das salas de aula porque não há transporte disponível. Então, nós vamos comprar 2.600 ônibus acessíveis. Também vamos equipar 17 mil escolas públicas, as APAEs e outras instituições de educação especial, com salas com recursos multifuncionais”.

Mercado de trabalho
A presidente explicou como pretende abrir as portas do mercado de trabalho aos deficientes.
“No Pronatec, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego, deixamos reservadas 150 mil vagas para capacitar as pessoas com deficiência. Outra coisa importante nesse plano é que os jovens que recebem o Benefício da Prestação Continuada (BPC) e forem contratados como aprendizes poderão continuar no programa por até dois anos. Assim, eles têm chances de aprender uma profissão sem perder a proteção do benefício. Outra novidade importante é o retorno imediato ao BPC em caso de perda de emprego”.
De acordo com Dilma, o governo também vai melhorar as condições de acesso a equipamentos que facilitem a vida das pessoas com deficiência.
“Criamos uma linha de crédito para a compra de equipamentos como cadeiras de rodas motorizadas, impressoras Braille e lupas eletrônicas. O governo também vai deixar de cobrar impostos sobre equipamentos de saúde e educação destinados a pessoas com deficiência. Outra ação importante é a criação de cinco centros tecnológicos para treinamento e uso de cães-guia. Nós vamos criar um centro em cada região do país

Fonte: G1

sábado, 19 de novembro de 2011

VIVER SEM LIMITE - Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Perguntas e Respostas


1- Qual o objetivo do Viver sem Limite?
O Plano visa implementar novas iniciativas e intensificar ações que,
atualmente, já são desenvolvidas pelo Governo Federal em benefício da pessoa
com deficiência. Pretende-se melhorar o acesso destes cidadãos aos direitos
básicos, como educação, transporte, mercado de trabalho, qualificação
profissional, moradia e saúde.

2- Por que as pessoas com deficiências necessitam de um plano de ação
especifico?
Trata-se de uma parcela significativa da sociedade - cerca de 45,6* milhões
de pessoas com deficiência, 23,91% da população brasileira, segundo o Censo
IBGE 2010 - que, por apresentar características específicas, necessita de
equiparação de oportunidades em todos os estágios da sua vida.

3- Como as ações estão distribuídas no Viver sem Limite?
As ações estão articuladas em quatro eixos temáticos:

* Educação: Compreende a busca ativa, transporte acessível,
aprendizagem, acessibilidade e qualificação profissional.

* Saúde: Contempla ações voltadas para prevenção e
reabilitação.

* Inclusão Social: Visa a incluir as pessoas com deficiência
na sociedade, tanto no trabalho, como no cuidado diário de pessoas com
deficiência em situação de pobreza.

* Acessibilidade: Busca o acesso à tecnologia e
desenvolvimento tecnológico, moradia e aquisição de equipamentos.

4- Que órgãos federais integram o Plano?
São quinze: Casa Civil, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da
República, Secretaria-Geral da Presidência da República, Ministérios da
Educação, Saúde, Trabalho e Emprego, Desenvolvimento Social e Combate a
Fome, Ciência, Tecnologia e Inovação, Cidades, Fazenda, Esporte, Cultura,
Comunicações, Previdência Social e Planejamento, Orçamento e Gestão.

5- Qual órgão coordena o Viver sem Limite?
A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em articulação
com os outros órgãos do Governo Federal mencionados.

6- Como o Viver sem Limite será executado?
As ações serão articuladas em parceria com a União, estados e municípios em
todo território nacional, com metas até 2014 e previsão orçamentária de R$
7,6 bilhões.

7- Quais são as ações do Viver sem Limite por eixos?
EIXO EDUCAÇÃO

* Ampliação do BPC na Escola, passando de 229.017 para 378.000
crianças e adolescentes com deficiência na escola.
O que é o Benefício de Prestação Continuada (BPC)? É um programa de
transferência de renda que paga um salário mínimo mensal a idosos a partir
de 65 anos e a pessoas com deficiência impedidas de garantir a própria
subsistência ou de tê-la garantida por sua família. A renda mensal per
capita deve ser inferior a ¼ do salário mínimo.
O que é o BPC na Escola? Uma modalidade do BPC que prevê a Busca Ativa de
crianças e adolescentes com idade entre zero e 18 anos, garantindo-lhes o
acesso e a permanência na escola. As prefeituras assinam o termo de adesão
ao programa e recebem do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à
Fome (MDS) uma relação dos beneficiários. Em visitas domiciliares, técnicos
do município identificam os obstáculos que impedem o acesso e a permanência
da criança ou do jovem na escola. Os Centros de Referência de Assistência
Social (CRAS) acompanham as famílias para que as barreiras sejam
identificadas e superadas.
Na primeira fase do programa, a partir de 2008, 26 Estados, o Distrito
Federal e 2.622 municípios (incluindo todas as capitais) aderiram ao
programa, possibilitando o acompanhamento de 232 mil beneficiários. A
segunda fase, a partir de setembro de 2011, ampliará a cobertura do
programa, totalizando 540 mil crianças e adolescentes atendidos. A meta do
Viver sem Limite é chegar a 378 mil (70%) beneficiários matriculados na
escola, em 2014. O BPC na Escola é uma parceria entre governos federal,
estaduais, municipais e do Distrito Federal e envolve os Ministérios do
Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Educação, Saúde e Secretaria de
Direitos Humanos.

* Aquisição de 2.600 ônibus acessíveis para o Transporte
Escolar Acessível de 60 mil alunos com deficiência.

* Salas de Recursos Multifuncionais para escolas públicas
regulares e escolas especiais que oferecem atendimento educacional
especializado. Serão implantadas 17 mil novas salas e atualizadas 28 mil
salas.

* Contratação de 648 Professores de Libras e 648
Tradutores/Intérpretes de Libras para acessibilidade aos estudantes com
deficiência auditiva nas instituições federais de ensino.

* Adequação arquitetônica para acessibilidade em 42 mil
escolas públicas, tornando a Escola Acessível.

* Apoio a 180 projetos em instituições federais de ensino para
promoção da acessibilidade na educação superior.

* Garantia de, no mínimo, 5% das vagas para pessoas com
deficiência nos cursos oferecidos pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino
Técnico e Emprego (Pronatec), ou seja, 150 mil pessoas com deficiência
qualificadas.

* Expansão para 27 cursos de Letras/Libras, passando de 1.800
vagas/ano para 2.700 vagas/ano e a criação de 12 cursos de Pedagogia
Bilíngüe – Libras/Língua Portuguesa com novas 480 vagas/ano, concretizando a
Formação Inicial de Professores e Tradutores/Intérpretes de Libras.
EIXO SAÚDE

* Ampliação e Qualificação da Triagem Neonatal: Inclusão de dois
novos exames no teste do pezinho, criação do sistema nacional para
monitoramento e busca ativa da triagem neonatal , além da implantação
completa do teste do pezinho em todas as unidades da Federação até 2014.
O que é Teste do Pezinho ou Triagem Neonatal? Um dos exames que compõem a
triagem neonatal, popularmente conhecido como teste do pezinho, é feito a
partir da análise de gotas de sangue colhidas por punção no calcanhar do
recém-nascido. O teste tem por objetivo identificar diversas doenças que não
apresentam sinais ou sintomas logo após o nascimento. O tratamento precoce
pode evitar o desenvolvimento de sequelas graves para a criança e até mesmo
o óbito. Atualmente, o teste do pezinho, coberto pelo SUS, identifica quatro
doenças: hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, hemoglobinopatias e
fibrose cística. São doenças que poderão causar lesões irreversíveis e de
diversos tipos no bebê, como a deficiência intelectual.
O que está sendo ampliado no Plano? Em 2012, o Ministério da Saúde vai
incluir dois novos exames no teste do pezinho para a detecção da deficiência
de biotinidase e da hiperplasia adrenal congênita. A implantação completa de
todas as doenças do teste do pezinho é prevista para todos os estados e o
DF, com habilitação técnica adequada, até 2014. Há ainda a previsão da
completa reestruturação do atual sistema de busca ativa e acompanhamento do
tratamento nos Serviços de Referência em Triagem Neonatal. A medida está
contextualizada na Rede Cegonha, voltada à atenção integral a gestantes/mães
e bebês (até dois anos de vida).
O Programa Nacional de Triagem Neonatal abrange, além da realização dos
exames e detecção precoce de doenças, o acompanhamento e o tratamento dos
pacientes.

* Elaboração e publicação de Protocolos e Diretrizes Clínicas
para a Rede Cegonha, Deficiência Intelectual e Reabilitação.
O que são Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas? São normas que têm
por objetivo estabelecer claramente os critérios de diagnóstico de cada
doença, o método de manejo e tratamento farmacológico e não-farmacológico. A
partir de diretrizes terapêuticas, estão estabelecidas as doses adequadas e
os mecanismos para o monitoramento clínico e terapêutico em relação à
efetividade do tratamento e a supervisão de possíveis efeitos adversos.
Observando ética e tecnicamente a prescrição médica e terapêutica, os
protocolos criam mecanismos que garantem a prescrição segura e eficaz, assim
como tratamento mais adequado e inclusivo.
O Viver sem Limite prevê a produção de 10 protocolos clínicos a serem
utilizados nos serviços de reabilitação do SUS e da Atenção Básica: Triagem
Auditiva Neonatal; Detecção e Intervenção Precoce e Prevenção de
Deficiências Visuais; Diretrizes Clínicas para Pessoas com Deficiência
Intelectual; Síndrome de Down; Autismo; Paralisia cerebral; Lesado medular;
Acidente Vascular Encefálico (AVE); Amputados; e Traumatismo
Crânio-Encefálico (TCE).

* Habilitação e Reabilitação: Ampliação e qualificação da
rede de reabilitação do SUS, em parceria com instituições de referência
nacional e implantação de 45 Centros de Referência em Reabilitação,
garantindo atendimento das quatro modalidades de reabilitação (intelectual,
física, visual e auditiva) em todas as unidades da Federação.
O que é a Rede de Reabilitação do SUS? É um conjunto de serviços, ações e
estratégias de saúde oferecidas à população nas regiões de saúde, com o
objetivo de garantir a assistência integral a toda a população que necessita
deste tipo de atendimento. A rede de reabilitação do SUS é composta por
diversos serviços especializados em deficiência física, visual, auditiva e
intelectual, oficinas ortopédicas, unidades básicas de saúde e hospitais,
voltados para o enfrentamento de problemas das pessoas com deficiência. O
modo de organização dos serviços de saúde articulados em rede garante ações
sustentadas por critérios, fluxos e mecanismos de pactuação de funcionamento
e assegura a atenção integral aos usuários de modo resolutivo e humanizado.
Como localizar um serviço de reabilitação do SUS? A relação dos serviços de
reabilitação atualmente cadastrados e/ou habilitados pelo SUS está
disponível no site do Ministério da Saúde no endereço:

Mais informações podem ser obtidas pelo Disque Saúde: 136.

* Atendimento Odontológico:
- Aumento em 20% no financiamento do SUS para 420 Centros de Especialidades
Odontológica para atendimento às pessoas com deficiência;
- Adequação física e aquisição de equipamentos para 27 centros cirúrgicos em
hospitais gerais;
- Qualificação de seis mil equipes de saúde bucal para atendimento de
pessoas com deficiência.

* Transporte para acesso à saúde: Aquisição e adaptação de 88
veículos para transporte das pessoas com deficiência severa e de baixa renda
para acesso aos serviços de saúde. O objetivo é facilitar o acesso da pessoa
com deficiência, que muitas vezes não possui transporte próprio ou não tem
recurso para arcar com o transporte público para chegar aos locais de
reabilitação. Até 2013 todos os 45 Centros de Referência em Reabilitação
terão veículos para transporte dos pacientes para o tratamento de
reabilitação.

* Órteses e próteses:
- Implantação de seis oficinas ortopédicas locais e 13 itinerantes, sendo
sete terrestres e seis fluviais, para produção e fornecimento de órteses e
próteses, priorizando as regiões Norte e Nordeste;
- Qualificação de profissionais que trabalham nas 60 oficinas ortopédicas
existentes, garantido o atendimento em todas as unidades da Federação;
- Formação de 660 profissionais de saúde em órteses e próteses até 2014,
para atuação nas oficinas ortopédicas;
- Destinação de recursos do SUS para adaptação e manutenção de cadeira de
rodas;
- Ampliação de recursos do SUS para adaptação e aquisição de órteses e
próteses.
O Ministério da Saúde fornece órteses e próteses? Quando necessário e
indicado o Sistema Único de Saúde (SUS) fornece órteses e próteses e meios
auxiliares de locomoção (OPM), assim como o acompanhamento e adaptação
destas. As OPM são fornecidas aos usuários por indicação médica e/ou
terapêutica, de acordo com projeto terapêutico individualizado.
Quanto à adaptação de cadeiras de rodas, o que será feito? Boa parte das
cadeiras de rodas precisa ser adaptada às necessidades, especificidades e
singularidades das pessoas. Atualmente, o valor financiado pelo SUS não
contempla as adaptações e customização. Por isso, serão propostos novos
procedimentos, adequação dos existentes e revisão de valores. A iniciativa
vai atender a 100% das demandas de adaptações, o que significa
aproximadamente 75.200 pessoas com cadeiras adaptadas, com custo estimado de
R$ 42,5 milhões.
Ainda em 2011, o MS e a AACD, associação voltada para pessoas com
deficiência, por meio de parceria e cooperação técnica, realizam a concessão
e adaptação de cadeira de rodas a 3.891 pessoas que hoje estão em fila de
espera da instituição. Desse total, 3.736 terão adaptação convencional e
155, adaptação digital. O investimento é de aproximadamente R$ 5 milhões em
2011.
Haverá aumento no número de órteses e próteses oferecidas? Estima-se a
ampliação de 20% do fornecimento de órtese, prótese e meios auxiliares de
locomoção, sendo 10% de crescimento anual e 10% de procedimentos de
manutenção de órtese, prótese e materiais especiais (OPM). Isso significa
passar de um gasto de R$ 217,4 milhões/ano em 2011 para R$ 375,6 milhões/ano
em 2014. Aumento de 73% dos investimentos no setor, totalizando R$ 949,6
milhões de recursos novos entre 2012 e 2014.
EIXO INCLUSÃO SOCIAL

* Acesso ao trabalho:
- Garantia de voltar a receber o BPC, após a saída do emprego;
- Garantia de acumular o BPC, com renda do contrato de aprendizagem;
- Busca ativa e encaminhamento ao mercado de trabalho de 50 mil
beneficiários do BPC;
- Aprendizagem profissional remunerada sem perda do BPC. Regulamentação por
decreto da Lei 12.470/2011.
O que é o BPC Trabalho? Uma modalidade do BPC que atende prioritariamente
beneficiários com idade entre 16 e 45 anos que têm interesse em trabalhar,
mas encontram dificuldades para qualificação e inserção profissional. O
decreto de 31 de agosto deste ano, que regulamentou a Lei 12.470,
possibilita o retorno garantido ao BPC do beneficiário que perder o emprego
formal. A regra é para quem não tem benefício previdenciário e vale somente
depois de encerrado o prazo de pagamento do seguro-desemprego. Neste caso,
não será necessário nenhum exame para validar a deficiência, revisada a cada
dois anos. No caso de beneficiário aprendiz, com idade entre 14 e 18 anos, a
renda do trabalho pode ser acumulada ao valor do benefício por um período
máximo de dois anos e não é computada na renda familiar no cálculo para
acesso ao BPC. O acesso à qualificação e ao trabalho é feito pelos órgãos
responsáveis pelas políticas de assistência social, educação, saúde,
trabalho e emprego, ciência e tecnologia, e pelas entidades sociais.

* Centros-Dia: Implantação em todas as unidades da Federação
de Centros-Dia de Referência, para atendimento e convivência de pessoas com
deficiência, maiores de 18 anos, em estado de vulnerabilidade social.
Como funcionarão os Centros-Dia? Oferecerão cuidados às pessoas com
deficiência, alto nível de dependência e pobreza, ajudando na autonomia dos
beneficiários e de seus cuidadores familiares. Serão 27 unidades, uma em
cada estado e no DF, localizadas em municípios com grande concentração de
BPC. Cada unidade terá capacidade de atender 30 pessoas por turno. Para cada
Centro, o Governo Federal repassará uma parcela de R$ 20 mil para montagem
e, depois, mensalmente, R$ 40 mil para despesas com equipe técnica,
materiais e manutenção. O objetivo é atender 1.110 pessoas com deficiência.
EIXO ACESSIBILIDADE

* Minha Casa Minha Vida 2: Construção de 1 milhão e 200 mil
moradias adaptáveis e fornecimento de kit adaptação - conforme tipo de
deficiência do morador. O padrão de acessibilidade prevê:
- Portas com vão livre de 80cm e maçanetas de alavanca a 1,00m de altura;
- Previsão de área de aproximação para abertura das portas e área de manobra
para cadeira de rodas de 180º em todos os cômodos;
- Piso com desnível máximo de 15mm;
- Banheiro: largura mínima de 1,50m; box para chuveiro com dimensões mínimas
de 0,90m x 0,95m; área de transferência ao vaso sanitário e ao box com
previsão para a instalação de barras de apoio e banco articulado. Definição
NBR 9050/ABNT
- Instalações elétricas: tomadas baixas a 0,40m do piso acabado;
interruptores e interfones e tomadas altas a 1,00m do piso acabado;
lavatório suspenso sem coluna e torneira com acabamento de alavanca ou
cruzeta.

* PAC 2 e COPA do Mundo 2014: Exigência de acessibilidade nas
obras de mobilidade urbana.

* Cães-Guia: Implantação de cinco centros tecnológicos de
formação de instrutores e treinadores de cães-guia, distribuídos em cada uma
das regiões brasileiras. O primeiro centro será entregue em 2012, no
Balneário Camboriú/SC. Em 2013, serão entregues duas unidades e, em 2014,
mais outras duas. Em 2007 o governo sancionou a Lei nº 11.126, de 27 de
junho de 2005, que assegura à pessoa com deficiência visual, usuária de
cão-guia, o direito de ingressar e permanecer com o animal nos veículos e
nos estabelecimentos públicos e privados de uso coletivo.

* Crédito facilitado: Microcrédito pelo Banco do Brasil, para
aquisição de produtos de tecnologias assistivas, no valor de até R$ 25 mil,
com juros de 0,64 ao mês, taxa com subvenção econômica, que será ofertada
exclusivamente pelo BB. A carência é de até 180 dias e o prazo máximo, de 60
meses.
As demais instituições financeiras poderão ofertar linhas de crédito a
partir dos recursos provenientes da exigibilidade dos 2% dos depósitos à
vista destinados ao microcrédito para consumo. No entanto, essas linhas
terão diferentes taxas de juros, dependendo do perfil do tomador de crédito.
A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e o
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) editarão portaria
interministerial para definir quais produtos poderão ser adquiridos por meio
dessa linha de crédito.

* Desoneração tributária: Cerca de RS 609,84 milhões até 2013
em renúncia fiscal. Desoneração em impostos federais sobre diversos produtos
e equipamentos de tecnologias assistivas, relacionados em
http://www.receita.fazenda.gov.br/aliquotas/downloadarqtipi.htm

* Programa Nacional de Tecnologia Assistiva :
- R$ 60 milhões em linhas de crédito nas modalidades de recursos
não-rembolsáveis entre 2012 e 2014 para projetos apresentados por consórcios
entre universidades ou outras instituições de C&T, além de empresas que
atuem no setor de tecnologia assistiva (TA);
- R$ 90 milhões em crédito subsidiado com juros de 4% ao ano entre 2012 e
2014 para projetos de inovação de empresas do setor de TA;
- Implantação do Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva, com
20 núcleos de pesquisa em universidades públicas, para o desenvolvimento de
tecnologias estratégicas com foco em prevenção, reabilitação e
acessibilidade. Será instalado no Centro de Tecnologia e Informação Renato
Archer, unidade de pesquisa do MCTI sediada em Campinas/SP. O investimento
inicial é de R$ 12 milhões;
- Disponibilização a partir de hoje, na internet, de catálogo virtual com
mais de 1.200 produtos de tecnologias assistivas disponíveis no mercado
brasileiro (http://assistiva.mct.gov.br). O objetivo é suprir a ausência de
informações sobre produtos de TA para profissionais do setor, pessoas com
deficiência, idosos e seus familiares. A iniciativa marca a entrada do
Brasil na Aliança Internacional de Provedores de Informação sobre Tecnologia
Assistiva, rede que conta com a participação de 10 países que mantêm esse
tipo de catálogo (Estados Unidos, Itália, Alemanha, Bélgica, Inglaterra,
Dinamarca, Austrália, Irlanda, Espanha e França).

8- Que volume de recursos será investido no Viver sem Limite?
Área
Recursos 2011-2014
Educação
R$ 1.840.865.303
Saúde
R$ 1.496.647.714
Inclusão Social
R$ 72.240.000
Acessibilidade
R$ 4.198.500.000
Total
R$ 7.608.253.018

9- Quais são os tipos de deficiência?
Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de
natureza física, intelectual, múltipla ou sensorial, os quais, em interação
com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na
sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

10- Qual é a terminologia para se tratar quem tem deficiência?
Sugere-se utilizar sempre um substantivo, seguido da preposição “com” mais o
adjetivo referente àquela situação específica. Exemplos: aluno com síndrome
de Down; professora com surdez; cidadã com deficiência. Em expressões que
“tem” ou que “nasceu com”, por exemplo: pessoas com deficiência; menino que
nasceu com síndrome de Down; menina que tem uma deficiência auditiva. Não
deve ser usada a palavra “portador” porque pessoas não carregam suas
deficiências.
Manual da Mídia Legal 1 - Comunicadores pela Inclusão, 2002 e Sociedade
Inclusiva. “Quem cabe no seu TODOS?” - WVA Editora, Claudia Werneck, 1999

Fonte: Saci

Trabalhador com deficiência desempregado irá receber benefício social

SÃO PAULO – Os trabalhadores com deficiência que perderem o emprego voltarão a receber o BPC (Benefício de Prestação Continuada). É o que prevê o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, denominado de Viver Sem Limite, lançado nesta quinta-feira (17) pela presidente da República, Dilma Rousseff.

O BPC é um individual, intransferível e não vitalício. A medida assegura que pessoas com deficiência, com impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental, intelectual ou sensorial e idosos com 65 anos ou mais possam receber um salário mínimo. Para receber o benefício, é necessário que a pessoa comprove que não possui meios de garantir o próprio sustento nem tê-lo provido por sua família.

Apesar de vantajoso, o BPC é pouco conhecido e utilizado pelos deficientes. Um estudo realizado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) a pedido da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, revelou que, em São Paulo, 92,5% dos entrevistados com deficiência não conhecem este benefício.

Dos que já conhecem o benefício, apenas 19,9% dos entrevistados disseram que já o utilizaram.

Sobre Viver Sem Limite

O programa lançado nesta quinta estabelece ainda que o governo encaminhará ao mercado de trabalho 50 mil beneficiários. Tanto esta ação como a do BPC são um dos quatro pilares do Viver sem Limites. Os outros três são educação, saúde e acessibilidade.

Na área da educação, o plano prevê a ampliação do acesso dos alunos com deficiência à escola, adequação das escolas públicas e instituições federais de Ensino Superior às condições de acessibilidade. Além disso, determina a implantação de novas salas de aula com recursos multifuncionais e a atualização das salas já existentes, e a oferta de até 150 mil vagas para pessoas com deficiência nos cursos federais de formação profissional e tecnológica.

Sobre a saúde, o governo prevê a ampliação e qualificação da triagem neonatal, com a inclusão de dois novos exames no teste do pezinho, além da implantação completa do exame em todos os estados até 2014.

O programa estabelece a implantação de 45 centros de referência em reabilitação, garantindo atendimento das quatro modalidades: intelectual, física, visual e auditiva. A área odontológica também receberá incentivos. Pelo anúncio, a expectativa é de aumento em 20% no financiamento do SUS para 420 centros de especialidades odontológica. Também serão formados 660 novos profissionais de saúde em órteses e próteses até 2014 para atuar nas oficinas ortopédicas que serão criadas. A expectativa é aumentar em 20% o fornecimento de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção.

Por fim, no pilar acessibilidade, estão previstas a construção de 1,2 milhão de moradias adaptáveis pelo programa Minha Casa, Minha Vida 2. As obras de mobilidade urbana da Copa do Mundo 2014 e do PAC 2 também serão adaptadas aos portadores de deficiências.

Inclusão e autonomia

Durante o discurso, a presidente disse que o objetivo do plano é promover a inclusão social e a autonomia da pessoa com deficiência, eliminando barreiras e permitindo o acesso a bens e serviços.

“Estamos aqui para celebrar a coragem de viver sem limites. É incrível a força que há nas pessoas para vencer desafios e superar limites”, finalizou.


Fonte: infomoney

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Ministério corta 30 milhões na educação especial e 5,7 na acção social

As escolas do ensino público terão menos 3,5 milhõesAs escolas do ensino público terão menos 3,5 milhões (Carlos Lopes/arquivo)
O Ministério da Educação vai gastar menos 30 milhões de euros com os alunos com necessidades especiais de aprendizagem e menos 5,7 milhões na acção social escolar em 2012.
De acordo com os mapas que o Ministério liderado por Nuno Crato enviou para o Parlamento – onde nesta quinta-feira será discutido o orçamento na especialidade – a Educação Especial terá uma verba de 206,7 milhões no próximo ano, ou seja, menos 14,2 por cento em relação ao orçamento inicial de 2011.

Só nos apoios à educação especial as verbas vão diminuir 26 milhões para 181 milhões. Estes apoios abrangem os professores colocados no grupo de recrutamento da educação especial e destacados em cooperativas de educação e reabilitação de crianças inadaptadas, na Associação Portuguesa de Pais e Amigos das Crianças Diminuídas Mentais, instituições particulares de solidariedade social, entre outras.

Na rubrica das instituições de educação especial, a verba prevista atinge os 25,4 milhões, ou seja, menos 2,8 milhões do que o orçamentado inicialmente este ano. As 19 escolas particulares (com 831 alunos) vão receber 6,3 milhões, enquanto para as associações e cooperativas e IPSS serão transferidos 19 milhões (menos 1,1 milhões). Os mapas permitem ainda concluir ainda que o ministério irá apoiar mais escolas particulares, mas menos alunos.

O ministério prevê aumentar, no entanto, a verba orçamentada na rubrica “apoios à educação especial – Centro de Recursos para a Educação Especial e outros apoios”. Para 2012, estão previstos 213.500 euros, mais 10.500 do que este ano.

Menos dinheiro para leite, mais para bolsas de mérito

Os mapas facultados pelo ministério revelam ainda que a acção social escolar vai também sofrer um corte global de 5,7 milhões de euros no próximo ano. Em 2012, esta rubrica tem orçamentada 175,9 milhões, menos 3,1 por cento do que este ano.

Só têm direito à acção social escolar os agregados familiares integrados no 1.º e 2.º escalão do abono de família. No primeiro caso os rendimentos terão de ser inferiores ou iguais a 242 euros; no segundo caso têm de se situar entre 242 e 485 euros, o que corresponde ao salário mínimo nacional. No 2.º escalão os valores das comparticipações descem para metade. No ano passado eram cerca de 300 mil as famílias beneficiárias da acção social escolar.

O maior corte verifica-se na rubrica “alimentação e nutrição” que para 2012 terá uma verba de 91,3 milhões de euros, menos cinco do que em 2011. Os refeitórios escolares absorverão 78,3 milhões (menos 3,5) e o leite escolar 13 milhões (menos 1,5).

Os dados indicam ainda que as escolas do ensino público terão menos 3,5 milhões, sendo que as do 1º ciclo irão receber o mesmo (19,7 milhões) e as do 2.º e 3.º ciclos perdem 100 mil euros (25,6 milhões). As escolas do ensino particular irão receber 957.700 euros, apenas menos 100 euros do que em 2011.

Ao nível do apoio sócio-económico, o ministério atribui 72,4 milhões de euros, o que representa uma quebra 0,8 por cento em relação a este ano. Neste capítulo, os maiores cortes verificam-se nos manuais escolares. No ensino público, os 37,7 milhões traduzem um decréscimo de 400 mil euros, enquanto o ensino particular irá ter menos 300 mil euros (2,2 milhões).

O orçamento para as residências para estudantes será de 1,5 milhões em 2012, ou seja, menos 1,2 milhões do que foi orçamentado inicialmente para 2011.

A única rubrica que regista um aumento de verbas no próximo ano é a das bolsas de mérito a alunos do ensino secundário, que terão uma verba a rondar os 8,5 milhões de euros, mais 1,2 milhões do que este ano.

Em declarações ao PÚBLICO, a deputada do Bloco de Esquerda Ana Drago manifestou a sua preocupação com estes números, adiantando que irá questionar o ministro amanhã no Parlamento sobre o facto de o Orçamento “prever cortes na acção social e na educação especial, e ao mesmo tempo um aumento das verbas para as direcções regionais do ministério, que o próprio disse que iria extinguir”.


Fonte:publico.pt

minha opinião:

Deficiênte ja sofrem com a falta de acessibilidade, preconceito, descaso do inss, agora vai ter que sofre com a ignorancia, porque o governo vai alegar que não tem verbas para investir na educação dos que sofrem necessidades especiais, alem das nossas deficiências, temos que lidar com a deficiência filosófica dos politicos que é dominados pela ganancia e ambição de alto se favorecer, é lastimavel...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Quebrar Barreiras

Quebar barreiras arquitectónicas. O grito silencioso da marreta mostra à saciedade
que a cidadania também se faz de mobilidade
.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Pesquisa: 84% das pessoas com deficiência ocupam cargos operacionais

SÃO PAULO – As pessoas portadoras de deficiência costumam ser contratadas para ocuparem cargos de baixa responsabilidade e ainda sofrem com a falta de planos de carreira nas empresas em que atuam. Ao menos é isso o que aponta um recente levantamento da i.Social – consultoria especializada na inclusão de deficientes no mercado de trabalho.
De acordo com a pesquisa “Pessoas com Deficiência: expectativas e percepções sobre o mercado de trabalho”, 84% dos funcionários com deficiência costumam ser contratados para trabalharem em cargos administrativos nas empresas brasileiras. Contudo, nem todos costumam ser favorecidos com boas oportunidades.
“Esse é o principal gargalo do setor: a baixa qualidade das vagas oferecidas para as pessoas com deficiência. São vagas de base, operacionais. É quase impossível encontrar uma oportunidade de gerente ou coordenador, por exemplo”, diz o sócio-diretor da i.Social, Jaques Haber.
Para se ter uma ideia, segundo a avaliação, apenas 9% dos cargos disponibilizados pelas companhias costumam ser gerenciais. “Tal fato demonstra que as companhias estão apenas preocupadas com as cotas impostas pelo governo, se empenhando muito pouco para oferecer verdadeiros planos de carreira aos seus contratados”, conclui.

Qualificação não é mito
Outro problema revelado pelo estudo diz respeito à qualificação da mão de obra de tais profissionais. Afinal, ao contrário do que muitos possam imaginar, a formação nem sempre costuma ser um problema.
“Estabeleceu-se um mito de que todo deficiente é pouco qualificado e isso não é verdade. Temos em nosso cadastro pessoas que estão cursando o nível médio, o curso superior e até mesmo uma pós-graduação”, diz Haber.
Segundo o levantamento, dos 800 participantes da pesquisa, 35,4% deles declararam possuir Ensino Médio completo e 17,4% afirmaram estar cursando o ensino superior. Os que declaram ter concluído o curso universitário, entretanto, atingiram 20,2%, o que revela um importante dado do setor.
“Os profissionais portadores de algum tipo de deficiência que ainda estão cursando uma pós-graduação ou que já concluíram o curso representaram, respectivamente, 4,2% e 7,2% do total de respondentes”, explicou Haber.

Deficiências mais leves
O estudo também apontou a preferência das empresas pela contratação de profissionais com deficiências mais leves, como a física, que teve 71% das ocupações nas organizações.
“As empresas procuram pesssoas com deficiências mais leves. Um cadeirante costuma ter dificuldade de conseguir emprego, pois a adequação dos espaços ainda é um problema para as companhias”, informa Haber.
De forma geral, a disposição das contratações se mantêm dividida entre os profissionais com deficiência auditiva (20,3%), visual (7,3%), múltipla (0,9%) e intelectual (0,5%).
“Às vezes, a resistência de contratação é do próprio gestor de uma companhia e não da área de recursos humanos em si. Trata-se de um problema cultural, que certamente deverá mudar com a próxima geração”, diz Haber.

Fonte: Deficiênte Online

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Algumas dicas para ajudar um cadeirante

Aproveitando-se de sua experiência como cadeirante tetraplégica há mais de 20 anos, Adriana Lage dá dicas para ajudar um cadeirante em algumas situações.


Por:Adriana Lage.

O texto de hoje foi sugestão da minha amiga Fabiana Sugimori. Ela, que é cega, sempre dá dicas, em suas palestras, para que as pessoas possam lidar com deficientes visuais sem problemas. Já escrevi várias coisas sobre isso, principalmente em meus textos sobre ajudas atrapalhadas. Mas não custa relembrar!
Na internet, existem muitos textos sobre isso. A Revista Sentidos, em cada edição, também traz essas dicas. Aqui abordarei os assuntos que acho mais relevantes.

Como carregar um cadeirante?
Ri demais de um texto, que li no Blog do Cadeirante, onde ele explicava sobre as principais diferenças entre o cadeirante fêmea e o cadeirante macho. Mesmo estando sob a mesma condição de cadeirante, homens e mulheres possuem suas particularidades. Nunca devemos nos esquecer disso! Por exemplo, o que fazer quando é preciso carregar um cadeirante? Existem algumas formas de se fazer isso. A minha preferida é ser carregada no estilo noiva. Aí entra a vantagem de ser mulher e pesar menos de 50 kg. Sempre encontro algum homem disposto a me carregar. Nesse tipo de carregamento, apenas uma pessoa entra em contato físico com a gente. Felizmente, são raros os casos em que o ajudante engraçadinho resolve tirar uma casquinha! Mas quando se trata de um cadeirante, nem sempre é viável esse carregamento. Certa vez, estava indo a um barzinho com minha irmã caçula e prima. Quando ia sair do carro, apareceu um homem lindo e ofereceu ajuda pra me tirar do carro. Minha prima, na mesma hora, dispensou o garoto. Eu reclamei e disse que era maldade dispensar um gatinho! Ela me respondeu dizendo que havia dispensado o menino porque eu estava de vestido. Nem tinha me lembrado disso! Mas, depois disso, criei uma senha. Sempre que falo a palavra mágica, a ajuda acontece. Assim, nunca mais tivemos problemas de comunicação.
Por falar em vestido, quando forem ajudar uma cadeirante, sempre se lembrem desse detalhe! É preciso carregá-la com modos de forma a evitar que faça um strip público e gratuito. Nem sempre saímos de casa com a melhor das lingeries! Cansei de fazer exposição da minha figura por causa da incompatibilidade entre usar vestidos e ser carregada. Atualmente, procuro me prevenir usando um shortinho, meia calça ou uma calcinha bem fashion. Carregar uma cadeirante de vestido não é nenhum bicho de sete cabeças. Basta se lembrar de prender o vestido junto com as pernas. Uma coisa que já reparei é que alguns homens ficam sem graça de ajudar quando a mulher está com as pernas à mostra. Muitos já me falaram que não iriam me oferecer ajuda, pois ficariam chateados se sua filha, mãe, irmã ou mulher fosse carregada por um desconhecido, sabendo que este encostaria nas suas pernas. Pelo sim, pelo não, já que preciso sempre de ajuda para realizar minhas transferências, tenho evitado usar vestidos para ir trabalhar. Assim não deixo os bombeiros que me carregam sem graça e nem corro o risco de fazer um strip no banco.
A segunda forma que mais me agrada nos carregamentos é aquela em que uma pessoa segura meu tronco e outra carrega minhas pernas. Essa é a forma mais indicada para se carregar uma pessoa. No Sarah, eles sempre recomendam isso, pois, nesse caso, a coluna dos ajudantes ficará menos comprometida. Um inconveniente que vejo nessa opção é que algumas pessoas se esquecem que nós, mulheres, temos o peito sensível. Já cansei de ter meus seios amassados. Quando se está de TPM então… dá pra ver estrelas. Na primeira vez em que fui ao salão de beleza que frequento hoje, quase chorei de tanto rir do meu cabeleireiro. Quando foi me carregar dessa forma, eu comecei a escorregar e ele teve que me laçar pelo peito pra que não caíssemos. Ele morreu de vergonha. Falou que eu nunca mais voltaria ao salão após ter sido assediada por ele. É claro que, em alguns casos, esse tipo de amasso acontece e é inevitável. Mas, quando forem ajudar alguma cadeirante, lembrem-se desse detalhe!
Outra forma de se carregar um cadeirante, também com a ajuda de duas pessoas, é a seguinte: cada pessoa carrega um lado do corpo. Por exemplo, o cadeirante passa um braço no pescoço de cada ajudante. O ajudante da esquerda carrega a perna esquerda do cadeirante e, a outra pessoa, a perna direita. Nesse caso, é preciso sincronismo entre os ajudantes. Caso contrário, problemas à vista. Já passei por situações engraçadas e vexatórias com esse tipo de carregamento. Num dia, por exemplo, ao descer de uma van, estava com as pernas tão abertas que parecia estar em trabalho de parto ou fazendo exame ginecológico.
Não sou muito a favor de receitas. Pra mim, a melhor opção é sempre perguntar. Em caso de dúvida ou medo, nada melhor do que perguntar ao cadeirante qual a melhor maneira de ajudá-lo. Assim, evitamos ajudas atrapalhadas e situações que possam deixar alguém envergonhado.
Vale lembrar que os cadeirantes se dividem em paraplégicos e tetraplégicos. Normalmente, os paraplégicos possuem muita força nos braços e conseguem realizar suas transferências de forma independente ou com pouca ajuda. As dicas de hoje valem mais para um tetraplégico.

Como conversar com um cadeirante?
É preciso lembrar que o campo de visão do cadeirante é mais baixo. Quando for conversar por longos períodos, o ideal é se sentar ou agachar para que o cadeirante não tenha torcicolo de tanto olhar para cima. Lá no banco, meus colegas de trabalho já sabem disso. Mesmo quando a conversa é rápida, eles procuram ficar num lugar onde eu não precise erguer muito meu pescoço.

Como colocar um cadeirante na piscina?
Alguns poucos lugares possuem cadeiras elétricas ou guinchos para colocação do cadeirante na piscina. Na maioria dos lugares, o cadeirante só chega na piscina carregado. Nunca é demais lembrar que, caso a cadeirante esteja de biquini, é bom redobrar o cuidado no carregamento de forma a evitar top less.
Meu ex técnico Tiago me ensinou a pular da borda da piscina. Isso facilita bastante a entrada na água. Só que eu acho desconfortável, sem falar no tapão que a água dá no meu bumbum quando cai dentro da piscina feito uma jaca podre!
O Gustavo, meu atual técnico, já faz diferente. Ele me senta na beira da piscina, entra dentro d’água e só depois me carrega pelo tronco. Assim não corro o risco de me lesionar e evito problemas na lombar.
Durante as competições de natação, o técnico não pode entrar na piscina. Com isso, ele me carrega pelos braços para entrar na piscina. Fico flutuando de costas e ele segurando meu pé na parede até que seja dado o sinal da largada. Na hora de sair da piscina, ele me iça pelos braços. É preciso muita força! Atletas mais pesados costumam ser resgatados com a ajuda de espaguetes e de salva vidas.

Como subir / descer escadas?
Escadas ou um simples degrau são verdadeiros transtornos na vida de um cadeirante. No mundo ideal, que espero existir um dia, as escadas nunca seriam utilizadas pelos cadeirantes. Apenas rampas, elevadores e plataformas. Como isso ainda não é viável, tenho três opções quando preciso subir/descer escadas:

1 – Ajuda de apenas uma pessoa.
Até hoje, só tive coragem de fazer isso com o Tiago e com o Gustavo, já que a academia onde faço natação não é adaptada. Os dois aprenderam a subir/descer a escada sem precisar de ajuda. Eles sempre brincam que é a hora da musculação. Para tanto, eles empinam a cadeira e utilizam apenas as rodas grandes. Sempre fazem isso com muito cuidado. Felizmente, até hoje, nunca tivemos um acidente.
Quando estudava na PUC, tentei fazer isso com meu pai. Por sorte, testamos na primeira parte da escada, que era pequena. A cadeira acelerou e fomos parar na parede!

2 – Duas ou mais pessoas ajudando.
Quando a escada é larga, costumo ser carregada por duas ou mais pessoas. Assim o peso fica bem dividido. O problema é contar com a sorte e sincronismo dos ajudantes. Qualquer passo em falso é um desastre. Meu joelho se lembra até hoje do meu tombo na escadaria da PUC com três colegas!
Quando são apenas duas pessoas, pode-se fazer de duas formas: na primeira, cada pessoa carrega um braço da cadeira (digo o lugar onde a pessoa empurra a cadeira de rodas) e um pé da cadeira (lembrete: sempre pergunte ao cadeirante em qual local poderá segurar na cadeira sem que ela se solte). Ou seja, uma pessoa cuida do lado direito e a outra do lado esquerdo da cadeira de rodas. Particularmente, não gosto muito dessa opção.
Na segunda opção, uma pessoa carrega a parte de cima da cadeira e a outra o local de colocar os pés. Eu me sinto mais segura nessa opção, mas sempre complica pra quem carrega os pés. Às vezes o pé da cadeira tromba nos pés da pessoa e aí salve-se quem puder. Quando fui fazer minha pós graduação, tive que subir escadas dessa forma. O ajudante que levava os pés caiu de bunda no chão, quando faltavam apenas dois degraus. Por sorte, o outro ajudante segurou a cadeira e evitou nosso tombo.
Outra opção alternativa seria descer com a cadeira empinada, com as rodas tocando cada degrau, e ter a ajuda de outra pessoa só pra dar um apoio psicológico e ajudar em caso de emergência. Como diz minha irmã caçula, a segunda pessoa só faz figuração. Só finge que ajuda! Segura o pé da cadeira só pra dar um apoio psicológico.
Quando a escada é estreita, tenho preferido subir/descer carregada no colo e deixar que outra pessoa leve a cadeira de rodas vazia. Fica bem mais seguro!

3 – Três pessoas.
Na minha época de faculdade, sempre usava essa opção. O ajudante mais forte e alto levava a parte de trás da cadeira. Outro ajudante segurava no lado direito da cadeira (geralmente, na barra próxima ao assento) e o último segurava o lado esquerdo. Nesse caso, é preciso contar com a sorte e rezar muito para que os ajudantes tenham sincronismo e cuidado. Vocês não imaginam o barulho que faz uma cadeirante com três homens caindo escada abaixo! Paramos o prédio 34 nesse momento… o ideal nessa opção é que sempre deixem a pessoa mais forte carregar a parte de trás da cadeira. Os carregadores laterais devem ter alturas semelhantes.
Por conta dos inúmeros sustos que passei sendo carregada em escadas, tive que recorrer à utilização de cintos de segurança! As pessoas morrem de rir de mim, mas sempre ando com eles. Melhor pagar o mico de andar amarrada do que correr o risco de cair e me machucar.

Como subir / descer rampas?
Muitas pessoas leigas acham que a rampa é a salvação do cadeirante. Melhor uma rampa íngreme e esburacada do que uma escada. Na verdade, as coisas não são bem assim! A rampa só é segura e confortável quando respeita a inclinação prevista nas normas da ABNT. Já passei sustos em rampas tão íngremes a ponto de empinar a cadeira de rodas motorizada. Nem preciso dizer que, nesses casos, a rua toda ouviu meus gritos de susto!
Lembrem-se sempre que, ao descer uma rampa, além de ter a certeza que seu sapato não escorregará e de se sentir apto pra isso, desça sempre de ré. Para subir uma rampa, suba com a cadeira de frente pra rampa.
É sempre bom contar com pisos antiderrapantes. Em caso de receio, nunca tenha medo de falar que não se sente apto para ajudar a pessoa. Melhor ser sincero do que dar uma de super herói atrapalhado. O cadeirante, a menos que seja um ser de pouca luz, entenderá na hora e te agradecerá.

Como subir / descer um degrau?
Para descer um degrau com segurança, a cadeira de rodas deve ser puxada de ré. Já na subida, pise no ‘tubo’ inferior da cadeira para empiná-la e suba de frente. Tentar subir um degrau de ré costuma dar bons arrancos no pescoço do cadeirante.

Nunca puxe a cadeira de rodas sem avisar o cadeirante.
Tinha uma ‘amiga’ na Cemig, na minha época de estágio quando estava no CEFET, que adorava puxar minha cadeira de rodas quando eu estava distraída e de costas pra ela. Um dia cheguei a cair tombada na mesa. Ao longo dos anos, melhorei bastante meu equilíbrio. Mas ele ainda é bem fraquinho. Semana passada, quase matei meu amigo de susto. Estávamos trabalhando, eu concentrada com meus programas, quando ele puxou minha cadeira de rodas para me dar uma carona até a sala de reuniões. Eu dei um pulo e meus braços caíram sobre a mesa fazendo um barulhão. O menino ficou vermelho de vergonha. Mas eu é que estava mole demais e bem distraída. Agora, lá no banco, sempre que vão me dar uma carona e estou de costas pra pessoa, eles me avisam!

Nunca tenha medo de utilizar palavras como correr, andar e pular.
Tem gente que morre de vergonha e falta de graça quando, conversando comigo, utiliza expressões como: vamos dar uma corridinha ali, vamos andar até no shopping ou vamos dar um pulinho na casa de fulano?
Não se preocupem! Cadeirante é gente como qualquer pessoa e utiliza as mesmas palavras. Da mesma forma que um cego utiliza o verbo ver, nós, cadeirantes, utilizamos os verbos andar, pular, correr, dançar, etc.

Ao convidar um cadeirante para algum evento, procure verificar a acessibilidade do local.
A boa educação manda verificar a acessibilidade do local quando for convidar pessoas com deficiência. Evite locais com acesso complicado. Caso isso seja inevitável, avise ao convidado com deficiência sobre as condições do local previamente. Assim, ele poderá decidir se irá ou não, já sabendo o que encontrará no local. Desse jeito, evitaremos qualquer saia justa.
Outros inimigos dos cadeirantes são os carpetes e tapetes. Sempre que viajo, peço para retirarem os tapetes dos quartos onde me hospedo. Dos carpetes, nem sempre posso fugir. Mas procuro evitá-los.

Pergunte sempre ao cadeirante qual a melhor forma de ajudá-lo e como fazê-lo.
A conversa é sempre o melhor caminho. O ideal é sempre oferecer ajuda ao cadeirante perguntando qual a melhor maneira de fazer isso. Nem todas as pessoas precisam ou gostam de ajuda. Não fique chateado caso a ajuda seja recusada!

Para finalizar, uma dica da minha mãe e da minha irmã: Nunca dê ouvidos aos dramas, exageros e reclamações.
Enfim, espero que essas dicas sejam úteis para marinheiros de primeira viagem. Elas servem para dar uma ideia de como agir. Mas vale lembrar que a conversa e a naturalidade são sempre a melhor opção!

Fonte: Rede Saci

Postagens populares