sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Superação

 Podemos passar inúmeras dificuldades, e ter de batalhar muito para alcançar certos objetivos e, ainda assim, morrermos na praia.
Podemos deixarmo-nos consumir pelo trabalho, e perder noites de sono ou deixar de passar finais de semana com a família apenas por que temos extrema necessidade de conseguir recursos para mantermos uma vida digna, ou amargarmos um período obscuro de desemprego.

Podemos assistir a injustiça bater à nossa porta e perceber, infelizmente, que em algumas ocasiões não há absolutamente nada a fazer.
Podemos chorar com o coração partido a perda da pessoa amada ou de um ente querido.
Podemos, por tanta coisa negativa que aconteça, julgarmos que tudo sempre dar errado conosco e maldizermos nossa sorte.
Depois de tudo isto até podemos deixar passar pela cabeça a estúpida idéia de fazer uma grande besteira consigo mesmo, desde que seja exatamente assim:que tal idéia passe – e nunca mais volte, por que a Vida é Superação!
Nós não nascemos andando, não nascemos falando, nem pensando tanta bobagem - e o que não podemos em hipótese alguma é perdermos o ânimo, o espírito, e nossa capacidade de amar, de se superar e de viver!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Milagre - Comissão Especial Deficientes Físicos (Legendado em Português)

vejam o vídeo da campanha de concientização pelas vagas destinadas a pessoas com deficiência para entender a necessidade delas.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Delegado que agrediu cadeirante é afastado do cargo no interior de sp




Espero que a Corregedoria da Polícia Civil efetivamente apure esta denúncia. E que após o resultado, haja punição. (Nota do blog Deficiente Ciente)

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, determinou no fim da tarde desta quinta-feira (20) o afastamento do delegado titular do 6º Distrito Policial de São José dos Campos, Damasio Marino. Ele deixa o cargo depois da agressão a um cadeirante na segunda (17) no Centro de São José, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo.

Em nota, a secretaria informou ainda que a Corregedoria da Polícia Civil instaurou procedimento administrativo para apurar a denúncia da agressão. Marino pode responder por lesão corporal dolosa.

A briga começou por causa de uma vaga exclusiva para deficientes físicos. O advogado Luiz Antonio Lourenço da Silva, defensor do delegado, foi procurado pela reportagem para comentar a decisão do secretário. No entanto, até as 19h15, não havia sido localizado. Assista o vídeo.


O advogado Anatole Magalhães Macedo Morandini, que é cadeirante e tem 35 anos, disse ao G1 nesta quinta que na segunda-feira, por volta das 17h, foi de carro a um cartório. Ao procurar a vaga exclusiva na rua, encontrou outro veículo estacionado nela. “Não tinha nenhum selo nem nada que sugerisse que o proprietário fosse deficiente”, afirmou.

Morandini encontrou um lugar mais à frente, a cerca de 200 metros, estacionou e, em seguida, seguiu em sua cadeira de rodas até o cartório. Quando se aproximou da entrada, viu o delegado Damasio Marino, que não é deficiente, caminhando até o veículo parado na vaga especial.

“Fui chamar sua atenção. Mas ele me constrangeu fisicamente. Ficou em pé na minha frente. Mesmo assim, disse que ele estava errado", contou. Ainda de acordo com o advogado, ambos começaram a trocar insultos e o policial o xingou de “aleijado filho da p...”. “Revoltado e enojado”, Morandini cuspiu na direção do delegado. Em sua versão, o cuspe atingiu o vidro do automóvel. Marino, porém, disse que recebeu a cusparada no rosto.


“Ele sacou uma arma e perguntou se eu queria morrer. No momento, não sabia que ele era policial. As pessoas que passavam pela rua saíram correndo”, contou o advogado. “Quando ele mirou na direção da minha cabeça, só consegui virar o rosto”, acrescentou Morandini, que ficou paraplégico aos 17 anos após levar um tiro na coluna durante um assalto.


Versões

A versão dos dois difere em relação à agressão que se seguiu. O advogado disse que recebeu uma coronhada na cabeça e que teve o rosto atingido pela ponta da arma. O delegado, porém, negou ter sacado a pistola, segundo sua defesa. “Ele deu dois tapas no rosto dele. Apenas reagiu a uma cusparada”, disse ao G1 pela manhã o advogado Luiz Antonio Lourenço da Silva, defensor do delegado.
Questionado sobre o fato de o policial ter estacionado em uma vaga exclusiva, o defensor afirmou que a noiva de Marino, grávida de 4 meses, não se sentia bem. “[Morandini] quis se prevalecer por causa de sua condição de cadeirante”, afirmou.

Ambas as partes afirmaram que tomarão providências quanto ao ocorrido. “Ainda estou tomando medidas cabíveis, uma vez que fui humilhado, desrespeitado e constrangido por uma autoridade pública”, disse Morandini. O delegado, por sua vez, disse ter feito uma representação em um distrito policial da cidade e acionado a Comissão de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Meu protesto pela ala preferencial

 Ontem a caminho da AACD (associação de assistencia a criança deficiente), lugar onde faço minhas terapias semanalmente, presenciei um fato orrendo de desrepeito, quando entrei no trem da cptm, na ala preferencial, pois sou cadeirante, a ala preferencial é do cadeirante, mulher grávida e com criança de colo, idosos, moletante e pessoas com obesidade morbida, LEI FEDERAL 10.048/00 DECRETO DE REGULAMENTAÇÃO 5.296/04, o vagão estava cheio e muito apertado, só que ao contrario do que deveria ser, prioridade para quem necessita da preferencia, eu vi o inverso, eu tudo, bem tava na minha cadeira e no meu lugar, o problema foi quando eu vi ao meu redor 7 mulheres grávida todas com no mínimo mais de 5 meses, com barrigões, todas em pé porque não tinha lugar para elas sentar, hum,  em todo o percurso ninguem se habilitou a seder o lugar para algumas delas. Você deve está pensando, mas se a ala é preferencial todos nescessitavam dos lugares? que nada enquanto as gravidas estavam em pé, eu vi muitos jovens engravatados com seu fone no ouvido, como se o vagão fosse comum sendo que até no cumum devem seder o lugar PURA FALTA DE RESPEITO.
 Estamos no século 21,  ja se passou mais um ano e nada de conscientização, ultimamente temos ouvido muito falar sobre direitos humanos no Brasil, mas parece que direitos humanos é somente para criminosos que cometem grandes delitos, e tem que ter cuidados especiais quando vão preso, e pela ordem dos direitos humanos devem ser bem cuidados. Não estou falando que eles não devem ter cuiados, mais  as Leis dos direitos humanos devem ser implicitos a toda sociedade Brasilerira, enquanto isso, grávidas e idósos ficam em pé nos transporte plublico, presenciando os jovenzinhos cansados e sem nenhum senso de respeito ao sidadão nas alas preferenciais, só espero que daqui a alguns anos eles não peçãm lugares para os idosos, grvida, muletante, mulheres com criança de colo sairem da ala preferencial porque estão cansadinho.

 AQUI DEIXO MEU PROTESTO PELA CONSCIENTIZAÇÃO PELA ALS PREFERENCIAL, RESPEITEM AS GRAVIDAS OS IDOSOS O DEFICIÊNTE ESPECIAL. CONCIENTIZEM-SE


DEUS É FIÉL.

domingo, 16 de janeiro de 2011

AACD

CONHEÇA A AACD

A Associação de Assistência à Criança Deficiente é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que trabalha há 60 anos pelo bem-estar de pessoas com deficiência física. Ela nasceu do sonho de um médico que queria criar no Brasil um centro de reabilitação com a mesma qualidade dos centros que conhecia no exterior, para tratar crianças e adolescentes com deficiências físicas e reinseri-los na sociedade. Foi pensando nisso que o Dr. Renato da Costa Bomfim reuniu um grupo de idealistas e, no ano de 1950, fundou a AACD.

No começo, a entidade funcionava em dois sobrados alugados na Rua Barão de Piracicaba, na cidade de São Paulo. Mas graças à colaboração dos primeiros doadores, a AACD pôde fundar seu primeiro centro de reabilitação num terreno doado pela Prefeitura, na rua Ascendino Reis.

Missão: promover a prevenção, habilitação e reabilitação de pessoas com deficiência física, especialmente de crianças, adolescentes e jovens, favorecendo a integração social.

Visão: ser a opção preferencial em Reabilitação e Ortopedia para pacientes, médicos, profissionais da área, convênios e apoiadores, e ser reconhecida pelo seu elevado padrão de qualidade e eficácia, com transparência, responsabilidade social e sustentabilidade.

Valores: responsabilidade social, respeito ao ser humano e suas diferenças, ética, qualidade, eficácia, competência e transparência.

Há mais de uma década, a AACD realiza o Teleton, que todo ano reúne artistas, apresentadores e personalidades numa maratona televisiva em busca de doações.

Mas nossos pacientes precisam de cuidado todos os dias. Em qualquer época do ano tem sempre um jeito de você ajudar a AACD a cuidar de crianças, jovens e adultos deficientes físicos. Quer saber como? Clique aqui.



Utilize uma fonte
Unique Types

As Unique Types são fontes inspiradas nas crianças com deficiência física da AACD. Foram criadas sob licença Creative Commons e podem ser usadas gratuitamente.


Para baixá-las, acesse o site www.uniquetypes.cc. Ao utilizá-las em uma peça, acrescente a assinatura do projeto, que também pode ser obtida no site. Dessa forma você ajuda a divulgar o trabalho da AACD e mais pessoas podem se tornar voluntárias, realizar doações ou colaborar de outras maneiras com a instituição.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Superou as esperanças

                           Ainda acha sua vida dificil, ou se martiriza por causa da espinha no seu rosto.
                                        A superação vai muito alem da beleza fisica do ser-humano
   

                      Dê graças a Deus pelo ar que você respira, pelos seus braços forte pelas suas pernas.

                                               Deus é fiél.
                                             

Um breve documentario de superação

  Sair dia 23/12/09 da minha casa, para viver um dia como os outros, ou talvez melhor, estava indo trabalhar como todos os outros dias, apesar de  está muito cansado, pois trabalhava em loja de shopping, e em Dezembro por conta do natal e revellion, trabalhamos dobrado, saia muito tarde, e ta aí o motivo do cansasso. Bem destraído caminhava ao meu destino, com a certeza que seria mais um dia de trabalho pesado e após o expediente iria para minha casa como todos os outros dias, alias tinha compromisso de está no mesmo horário no dia seguinte para trabalhar, na minha empolgação de trabalhar e dar o meu melhor, assim foi meu dia, fiquei até feliz pela loja ter vendido bastante, alias eu era o gerente e tinha que dar satisfação ao meu patrão após o fechamento da loja,  tudo ocorreu bem, mil maravilhas, estava perto do recorde da loja, bem,  acabou o expediente, e olha, sempre pensamos que tragedias não acontece com a gente, pensamos que acontecerá com o vizinho, até assistimos programas policias na TV, assistimos muitas tragedias e ficamos as vezes atentos ahando que estamos imune, assistimos programas que mostram muitas superaçõe  de pessoas que sofreram tragedias, e ficamos filiz, mas pensando que isso está longe de nós e até ficamos felizes pelos outros e claro, devemos mesmo se alegra, vemos pessoas na cadeira de rodas na ruas pessoas totalmente independente, e até nos motivamos com todos aspecto positivo de superação, isso é ótimo e devemos mesmo, poque para uma pessoa que sofre uma tragedia, e se torna independente, foi preciso muito tratamento fisico e pisicologico e nem todos conseguem se superar. folo isso porque hoje tenho experiencia viva disso. Ao sair da loja em que trabalhava, passei a uma lanchonete para me alimentar pois estava com mita fome, cercade 1h da madrugada, e claro acom toda certeza que pegaria um taxi e seguiria para minha casa mas com o mundo é traiçoeiro, eu que estava no primeiro ano de enfermagem na UNIP (universidade paulista), iria finaciar um carro e com outros objetivos a ser traçado, acabei sofrendo um acidente que não estava nos meus planos, e que jamais esperava na minha vida, assim como todo mundo, é natural esperarmos sempre coisas boas faz parte do nosso otimismo, poís é fui abordado por um criminoso pelas costa e fui assaltado, alem de levar todos os meus pertences, queria levar minha vida, tomei dois tiros nas costas, um atingiu fígado e pulmão, e outro atingiu a coluna lombar no nivel T-12-L1 rompeu minha medula, e minha vida mudou completamente, fiquei 22 dias internado 11 foi na UTI, dou graças a Deus porque estou vivo, hoje sou cadeirante, faço fisioterapia na AACD, tenho todos acompanhamento médico, e estou me tornando independente a cada dia, no começo foi dificil mas hoje estou com a cabeça boa e retomando minha vida de volta a final tenho muito a viver ainda, assim como muitos que tambem sofreram tragédia semelhante.
 Se você é um cadeirante saiba que sua vida está apenas começando, e tenho muitas coisa boas e maravilhosa a viver, afinal só suas pernas não funcionam, seu cérebro está ótimo e voce pde ser capaz de muitas coisa, não fique só na esperança, lute pela sua vida procure supera-lo cada obstaculo porque você não está sózinho existe alguem alem do mundo físico que conspira seu bem e sua felicidade, Não dê ressaltas a preconceitos e opressões lute por você por sua vida você é normal se reentregue a sociedade e viva sua vida normalmente, alias você é vida é pessaol desfrute das coisas boas da vida. Supere-se vá alem da sua esperança a superação

Claudio Viana



 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O [re]início

Autor: Ricardo Gondim


 O sol rastejou por debaixo da porta, riscou uma linha de luz pelo assoalho para formar um ponto brilhante na parede tosca no lado direito da cama. Com o quarto iluminado, ele resmungou a desdita de ter que se levantar. Sentou-se, procurando acompanhar o rastilho que se acendeu no quarto e começou a falar sozinho. "Que dia é hoje? Onde estou? Que lugar é este?".

Sem pressa, estincando os braços para o alto, em um esforço para alongar os músculos retesados, ele caminhou até o banheiro, levantou a tampa do vaso e notou que havia urinado pela madrugada; um cheiro azedo subiu e lhe enauseou. “Que coisa, não me lembro de ter feito xixi!”. Quando ouviu o barulho da micção, sentiu prazer de aliviar a bexiga. "Estranho, eu não lembrava que era tão bom vir aqui de manhã".

Terminou, espremeu o último pingo e se voltou para lavar as mãos. Tomou um susto. O coração dele disparou. “Quem sou eu?”, falou alto, como se brigasse com a figura que surgiu dentro do espelho.
Vestiu-se. De repente, já estava na calçada. O cenário lhe pareceu estranho. Sem conseguir reconhecer a vizinhança, não sabia para que lado se virar. “Esquerda ou direita”? Olhou as mãos e não conseguiu distinguir uma da outra. “Não sei quem sou, como vou saber que lado seguir?". Um pânico súbito se espalhou pelo corpo como um arrepio macabro. “Estou ficando louco”, falou em voz alta.

Um carro parou bruscamente na sua frente. Quando o vidro baixou lentamente, apareceu um rosto feminino ainda mais apavorado que o do homem que ele vira no espelho há alguns momentos. “O senhor poderia me ajudar?”, ela implorava como uma náufraga pedindo uma bóia. “Estou perdida, preciso saber que dia é hoje, quem eu sou, onde estou e para onde vou”.

Ele tentou cadenciar a respiração, mas não conseguiu; o medo era maior do que a capacidade de controlá-lo. “Também estou perdido”, respondeu como uma criança acuada. A mulher não deixou que ele encaixasse a próxima frase. “Acabei de ouvir no rádio que durante a noite, uma estranha amnésia se alastrou como epidemia”. Ninguém mais sabe o nome, as pessoas vagueiam pela cidade sem rumo, sem norte”.

“E por que a senhora acreditou que eu poderia ajudar?", ele indagou vagarosamente. “Eu não tinha nenhuma expectativa em relação ao senhor; parei aqui na frente por acaso. Simplesmente encostei o carro e o senhor foi a primeira pessoa que vi quando ouvi a notícia do apagão da memória coletiva”.

Ele abriu a porta do carro, estendeu a mão como faziam os cavalheiros ao cortejarem as damas medievais e a senhora saiu do carro. “Venha comigo”, ele pediu.

De mãos dadas, os dois dobraram a esquina. E se perderam. Ele jamais acertou o caminho de volta para casa; ela nunca mais se lembrou onde havia deixado o carro. Junto com o mundo, os dois perderam toda memória.

Ele e a nova amiga se viram obrigados a caminhar, caminhar; agora, sempre para frente. Quando estavam muito longe os dois sentiram necessidade de se darem nomes. "De hoje em diante você vai se chamar Adão".  E você será Eva. E os dois começaram tudo de novo.

Soli Deo Gloria.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sonhos e utopias (im)possíveis

Autor:Ricardo Gondim

Morre mais um ano. Parecidíssimo com os demais, os meses desta década vieram marcados por tragédias que se misturaram com poucas alegrias. Rio de Janeiro e Haiti se misturaram às dores dos alagoanos. O sofrimento de tantos miseráveis clamou em alto e bom tom: a humanidade não pode esquecer-se de que o preço de um possível descontrole ambiental será altíssimo. O conflito iniciado pelo Ocidente, que tenta esvaziar a agenda fundamentalista muçulmana, parece não ter fim. Mais uma vez a história lembra que é mais fácil começar uma guerra que terminar.
Com a queda de alguns mitos da modernidade, o mundo padece de uma enxaqueca histórica. Não se acredita mais no progresso sem limite nem na agenda consumista do neoliberalismo. Sobrou uma ressaca, que imobiliza os ideais e as ações transformadoras da história; ressaca que alguns chamam de pós-modernidade. Se a alternativa da alienação não convém, parece que não há vigor para sonhar na reconstrução de outro mundo possível. Porém, sonhar é preciso. Nossos filhos e filhas não merecem herdar um mundo onde impera o desdém.
Trabalhemos pelo alvorecer de um novo dia em que os rios não poluam os oceanos; os peixes não morram asfixiados em águas podres; o raiar do sol seja menos abrasador, pois homens e mulheres conscientes restauraram as camadas estratosféricas porque adquiriram uma nova consciência ecológica. Aguardemos o dia em que novas leituras do Gênesis devolvam a humanidade à sacralidade do jardim e todos se comprometam a cuidar da criação, recompondo a natureza, que geme devido à insanidade do pecado.
Trabalhemos pelo despontar de um novo tempo em que se acabarão as fronteiras entre países, os muros étnicos e as cancelas rodoviárias; em que nos guichês de passaporte o pobre não seja impedido de procurar fugir de sistemas iníquos e o doente encontre o hospital que salvará a sua vida.
Trabalhemos pelo futuro quando espadas serão transformadas em arados. Procuremos ressignificar a esperança de que os bilhões de dólares gastos com armas e bombas sejam relocados em tratamento de esgoto, que aumenta a expectativa de vida de milhões de crianças. Repitamos: é possível acreditar que as fortunas desperdiçadas em cassinos sejam úteis em pesquisa pela erradicação da malária. Esforcemo-nos por esboçar outra realidade, em que se considera inadmissível uma bolsa custar mais que dois anos de salário de um operário.
Trabalhemos para que surjam muitas Madres Teresa de Calcutá em diversos continentes, todas empenhadas em acolher os moribundos. Sonhemos com mais profetas como Martin Luther King -- e que eles não sejam exceção rara. Concebamos que as penitenciárias políticas serão implodidas e que ninguém jamais seja preso por pensar diferente. Criemos um mundo em que os instrumentos de tortura se tornem peças macabras de museu e que não reste nenhuma ilha onde se maltrata outro ser humano em nome de ideologia, religião ou regime político.
Trabalhemos para que deixem de existir corregedorias, grampos telefônicos e espiões e que seja proibido bisbilhotar a privacidade das pessoas. Contribuamos para que o mundo se liberte das delações traiçoeiras contra o próximo. Convençamos os nossos filhos que é dever de todo homem e de toda mulher proteger o seu irmão. Esforcemo-nos para que os orfanatos não precisem manter as crianças por muito tempo porque as filas de adoção se multiplicaram; também, que os idosos nunca fiquem esquecidos em clínicas, à espera da morte.
Trabalhemos para que se multipliquem as orquestras e que os prefeitos construam coretos em todas as praças; e que as famílias se reúnam nos fins de semana para ouvir a apresentação vespertina de música. Não deveria ser considerado um delírio esperar que se projetem bons filmes em vilarejos e em cidades remotas. Oxalá bibliotecas ambulantes distribuam poesia para os tristes e boa literatura para os sonhadores; que escolas treinem bons malabaristas para a alegria das sextas-feiras e que mais trapezistas desafiem a gravidade nos picadeiros.
Trabalhemos para que os experimentos com células-tronco deem certo, e que muito em breve os tetraplégicos sejam curados e saltem como gazelas pela vida. Incentivemos quem trabalha no Projeto Genoma; e que eles terminem de mapear a estrutura da vida biológica para que se reduza o número de crianças com doenças genéticas.
Trabalhemos para que o turismo sexual seja banido e extinto entre os povos; que a pedofilia se torne um anacronismo; que se desarticulem os cartéis de droga -- o tóxico tem que parar de ceifar vidas, já que, um dia, pouquíssimas pessoas precisarão entorpecer a mente para tolerar a vida; os êxtases virão do encontro com a beleza, a bondade e a solidariedade.
Trabalhemos por um novo céu e uma nova terra. Todavia, reconheçamos que esse porvir não acontecerá enquanto a humanidade tolerar o pressuposto da sobrevivência do mais forte, ou da exclusão racial e da discriminação social. Optemos pelo legado de sabedoria que nossos pais nos deixaram, que nos convoca a construir a história. Incumbidos por Deus de promover o bem, represar o mal e disseminar a justiça, acreditemos que o futuro chegará de acordo com a semente que plantarmos no presente.
O futuro que ansiamos nascerá tanto de nossas mãos como de nossos ouvidos. Primeiro, ouçamos as verdades e os princípios eternos que Jesus nos ensinou. Depois, arregacemos as mangas. A vida espera por nós. Nossos filhos e netos não podem correr o risco de sermos negligentes ou apáticos. Qualquer hesitação pode redundar em desastre. Já é tarde!
Soli Deo Gloria
6/12/10
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Quem sou

 Olá a todos que visitam meu Blog, Meu nome é Claudio Viana e tenho 21 anos de idade, sou um cadeirante e por conta disso fiz esse Blog e quero compartilhar o que passo no meu dia dia para muitos que tem curiosidade em saber como é a vida de um cadeirante.
 No ano de 2009 no mes de Dezembro na véspera de natal, fui vitíma de um assalto quando saia da loja em que trabalhava na qual era gerente, tomei dois tiros nas costa, um atingiu o fígado eo pulmão e outro atingiu minha coluna rompendo minha medula no nivel  T12-L1 e fiquei paraplégico, fiquei internado no hospital  SÍRIO LIBANÊS por 22 dias, 11 foi na UTI passei por 5 cerurgia e graças a Deus tudo ocorrei bem, hoje grças a Deus estou 50% independente buscando ficar logo os 100%, faço tratamento na AACD e lá tenho todos acompanhamento médico. Tenho  boas expectativas e claro luto para isso , moro com minha familia e sou bem cuidado.

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