sábado, 26 de fevereiro de 2011

Mudança de casa

 Olá a todos, então desde que sofri o acidente, continuei na mesma casa,  mas não tinha nenhuma condições de permanecer nela, porque muitas coisas mudaram, primeiro que fiquei paraplégico e daí sugem as dificuldades, minha casal atual é um sobrado, quer dizer, um cadeirante morar em um sobrado! imagina, com uma bela escada com 15 degrais para subir e descer, fora o degrau para entra no banheiro, resumindo, dependencia total, quando não tinha niguem para locomover-me a baixo descia sentado degrau a degrau, para subir idem, para entra no banheiro então, com um degrau a minha espera tinha que chamar  alguem para locomover-me ao no banheiro, ainda bem que minha cadeira de banho é de rodas grandes, eu mesmo posso toca-la sozinho sem ajuda e niguem, mas graças a Deus reformamos uma outra casa que estava alugada e deixamos acessivel, uffa não via a hora, banheiro sem degrau sem escada para subir, e graças a Deus ja está Tudo pronto e mudarei amanhã. hehehehehehehe, agora sem ajuda ao entrar no banheiro e sem 15 degras para sair de casa.rs.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Conheça o primeiro carro brasileiro construído especialmente para cadeirantes

  Um cadeirante e seus amigos da cidade de Lages, Santa Catarina, desenvolveram um carro destinado especialmente a cadeirantes. Fazer a transição entre a cadeira de rodas e o banco do carro é sempre algo complicado para os cadeirantes, mas nesse veículo chamado PRATYKO,  tudo é muito simples, pois ele possui porta traseira e elevador. Veja a foto ao lado.

Os criadores desse projeto estão em busca de empresários que possam investir nesse protótipo.

Quando vi esse carro lembrei-me do CANTA, quadriciclo adaptado para ser conduzido através de cadeira de rodas desenvolvido em Portugal. No caso do Pratyko, ele não foi adaptado, mas sim construído.


Veja a matéria abaixo:


Conheça o PRATYKO
Primeiro veículo nacional construído para Portadores de Necessidades Especiais e pessoas com mobilidade reduzida

Construído, Não Adaptado.

O PRATYKO é um veículo motorizado, especialmente construído para que o Portador de Necessidades Especiais (PNE) cadeirante possa se locomover sem o auxílio de outra pessoa, uma vez que não existe a "transferência" da cadeira para o assento do veículo, uma vez que o assento é a própria cadeira do usuário, ou seja, é possível conduzir o PRATYKO sem sair da cadeira de rodas.  Veja mais fotos...

O acesso ao veículo é feito por um elevador elétrico, acionado por controle remoto, facilitando a entrada do cadeirante ao interior do veículo. Não existe uma rampa inclinada que para alguns cadeirantes poderia dificultar o acesso.


Sua Opinião é Muito Importante


A ideia por trás do PRATYKO surgiu da real necessidade de um de seus idealizadores sair de casa.
Ir ao trabalho, a faculdade, ao lazer, agora é algo possível de forma rápida, econômica e acima de tudo independente. Se você é um PNE ou convive com alguém que esteja nessa condição, deixe a sua impressão respondendo nossa ENQUETE. Assim você estará contribuindo para que em pouco tempo, muitas pessoas possam se beneficiar deste inovador e arrojado projeto.

Seja um Investidor

Nosso projeto era desenvolver um veículo voltado exclusivamente para Cadeirantes, que pudesse ser conduzido sem se sair da cadeira e sem o auxilio de outras pessoas. Depois de 8 anos de estudos e muito trabalho, hoje o sonho está acontecendo. O protótipo está aí, um veículo prático e funcional, que possibilita ao cadeirante liberdade e independência para se locomover da casa para o trabalho, escola, lazer... Agora nosso sonho é ver este veículo sendo produzido em série, possibilitando mais cadeirantes de usufruírem deste benefício.


Para isto, colocamo-nos a disposição para estudo de viabilidade de parcerias com empresas e/ou investidores para lançar esse veículo no mercado, através de produção em maior escala. Acesse aqui e entre em CONTATO.



quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Sem direito de ir e vir

 Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a composição da população brasileira no ano 2000 era de 23,06% de pessoas idosas ou portadoras de algum tipo de deficiência física. Este percentual da população possui, como os demais cidadãos, garantias como o direito à livre locomoção em território nacional, ou seja, o direito de ir e vir.
Em muitas situações, estes cidadãos têm seus direitos restringidos, devido às barreiras físicas e obstáculos, que os impedem de circular livremente pelos locais de acesso público como ruas, praças, estabelecimentos, prédios públicos em geral, bem como em espaços privados. Entende-se por barreira arquitetônica toda e qualquer barreira relacionada às construções urbanas ou às edificações, que impeçam a mobilidade.


Dificuldades são encontradas diariamente por cadeirantes.

A norma da ABNT nº 9050 esclarece que promover a acessibilidade no ambiente construído é proporcionar condições de mobilidade, com autonomia e segurança, eliminando as barreiras arquitetônicas e urbanísticas nas cidades, nos edifícios, nos meios de transporte e de comunicação.
A autonomia de locomoção pressupõe a existência de condições para um deslocamento completo, da origem ao destino desejado. Assim, de nada adianta alguém residir em uma casa ou condomínio  especialmente equipado com todas as comodidades para portadores de deficiências  se essa pessoa ao chegar a rua não puder continuar seu caminho.
É preciso que este cidadão possa continuar seu trajeto, apoiado por equipamentos públicos adequados. E isso passa pelo planejamento das edificações, da sinalização do trânsito, das calçadas, dos veículos de transporte urbano e outros equipamentos das cidades. Estas, entre outras medidas legais relacionadas a acessibilidade,  estão contempladas no decreto federal 5296/2004.
Na promoção da acessibilidade serão observadas as regras gerais previstas no decreto que deverão ser complementadas pelas normas técnicas de acessibilidade da ABNT e pelas disposições contidas na legislação dos estados, municípios e do Distrito Federal.
Iguais perante a lei
O artigo 5º da Constituição Federal dispõe que todos são iguais perante a lei. Ao falar em igualdade, é necessário tratar os iguais como iguais e os desiguais como desiguais. Preceito que deve ser aplicado às pessoas com limitações temporárias, aos idosos e aos portadores de deficiência, visando a inclusão social.
Através da promoção de ambientes construídos acessíveis estaremos oferecendo oportunidades igualitárias para 23% da população brasileira, buscando garantir seu direito de ir e vir, e consequentemente seu fortalecimento social, político e econômico, como cidadãos plenos que também são, o que significa acima de tudo respeito social para com esta importante parcela da sociedade.
(Fonte: www.deolhonailha.com.br)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Dor Neuropática

 Olá! Você sabe o que é dor neuropática? Hum, pois é, eu sofro muito com essa dor, e hoje decidir compartilhar tudo sobe ela.
 Logo que sair do hospital, após o acidente, comecei a sentir essa dor, uma dor inesplicavel que nunca havia sentido antes, tomava vários analgésico e em nada resultava, pelo contrário aumentava cada dia mais, mesmo assim pela falta de informação, continuava tomando os remédios analgésicos, até que resolvi procurar  o médico, aí fui informado sobre a dor neuropática que também é conhecida como dor fantasma ( porque mesmo sem a sensibilidade dos membros a dor é existente). Muita gente achava que assa dor fosse sinal de sensibilidade inclusive eu,  mas não é nada disso.



DEFINIÇÃO: é um tipo de sensação dolorosa que ocorre em uma ou mais partes do corpo e é associada a doenças que afetam o Sistema Nervoso Central, ou seja, os nervos periféricos, a medula espinhal ou o cérebro. Essa dor pode ser conseqüência, também, de algumas doenças degenerativas que levam a compressão ou a lesões das raízes dos nervos ao nível da coluna.


CARACTERÍSTICAS DA DOR NEUROPÁTICA
A dor neuropática se manifesta de várias formas, como sensação de queimação, peso, agulhadas, ferroadas, choques. Pode ser acompanhada ou não de formigamento ou adormecimento (sensações chamadas de parestesias) de uma determinada parte do corpo. Como no sistema nervoso existem fibras “finas” e fibras “grossas”, as características das dores podem identificar qual o tipo de fibra que está acometida. Nas lesões de fibras finas geralmente predominam as dores em queimação, aperto e peso. Nas lesões de fibras grossas são mais comuns as dores em pontadas, agulhadas e choques. Existe, ainda, situações em que existem ambos os tipos de dores, isto é, dores de fibras finas e grossas ao mesmo tempo, sendo chamadas de dores mistas. Quando somente um trajeto nervoso está comprometido pela doença, por isso chamado de mononeuropatia, a dor é bem localizada, podendo afetar um lado do corpo ou da região (por exemplo, um lado da perna, do tórax, da face, etc.). Às vezes, mais de um nervo pode estar envolvido no processo, causando dores em mais de um segmento do corpo (mononeuropatia múltipla). Quando vários nervos estão alterados ou danificados, ou seja, nas polineuropatias, a dor aparece de forma difusa, generalizada, podendo provocar dor no ronco, nos braços e pernas ao mesmo tempo.



FATORES DESENCADEANTES
· Doenças infecciosas: causadas por bactérias ou vírus que podem afetar os nervos pela liberação de toxinas ou pela degeneração provocada pela presença do microorganismo. Podem determinar dores agudas ou dores que persistem após a resolução do processo infeccioso, como, por exemplo, a neuralgia pós-herpética causada pelo vírus Herpes varicela zoster, vulgarmente conhecido como “cobreiro”.

· Traumas: em trajetos nervosos por acidentes, fraturas ou cirurgias que levam a dores agudas de grande intensidade no período de convalescença ou no pós-operatório, as quais podem se tornar crônicas, caso não sejam tratadas adequadamente.
·Diabetes mellitus: na fase degenerativa, pode lesar a capa que reveste os nervos (chamada de “bainha de mielina”), provocando a neuropatia diabética.
· Acidentes: que afetem a coluna, determinando lesões da medula, podendo causar dor intensa e persistente.
· Alcoolismo, deficiência nutritiva e de certas vitaminas: afetam a função nervosa de forma significativa desencadeando um quadro de dor.


TRATAMENTO
O tratamento da dor nauropática varia de acordo com a doença e o estágio em que ela se encontra. O objetivo é tratar especificamente do nervo, ou a doença que está lesando o nervo indiretamente e/ou a dor oriunda dessas lesões ou visar somente o alívio da dor. Os medicamentos comumente usados são:

·Anticonvulsivantes : substâncias usadas para tratar epilepsia (gabapentina, carbamazepina, lamotrigina) que atuam diminuindo a atividade elétrica dos nervos ou inibindo a passagem das dores por determinadas vias nervosas.
· Anestésicos: como a cetamina e ropivacaína, que também diminuem a atividade elétrica dos nervos.
· Antidepressivos: como a amitriptilina e imipramina, que estimulam certas partes do sistema nervoso que vão inibir a passagem das dores, além de atuar na depressão que geralmente acompanha a neuropatia ou qualquer dor na fase crônica.
Os anticonvulsivantes e os antidepressivos são administrados por via oral e os anestésicos, pelas vias oral, intravenosa e peridural (na medula espinhal). No caso das medicações usadas pela via oral, os resultados de melhora começam a ser sentidos após duas ou três semanas de tratamento e depois de reajustes progressivos nas dosagens. Esses medicamentos costumam, no início, provocar sonolência, tonturas, sensação de cabeça vazia, boca seca as quais cedem dentro de cinco a sete dias. Caso esses sintomas sejam muito intensos, procure falar com seu médico, pois uma orientação dele pode tranqüilizá-lo e, com um ajuste de dosagem, poderá continuar com o tratamento. O acompanhamento pode ser ambulatorial.
Quando se faz uso de medicamento por via intravenosa (infusão pela veia), há necessidade de hospitalização por uns dias, para se controlar melhor as reações. Durante o tratamento, podem ocorrer efeitos colaterais, geralmente mais acentuados no início, que tendem a amenizar com a continuidade da terapia. A persistência com o tratamento é muito importante para se obter bons resultados.



CIRURGIA
Para alguns tipos específicos de dores neuropáticas o médico pode indicar algum tipo de tratamento cirúrgico sobre o nervo ou na medula espinhal ou até em nível cerebral (exemplos: implantes de eletrodos, estimuladores que funcionam como marca-passos do coração). O tratamento objetiva a cura da doença e, quando não for possível, o alívio do sofrimento do paciente. Vale lembrar que o controle adequado da dor favorece o paciente em vários aspectos: melhora as atividades diárias, proporciona sono tranqüilo e reparador, aumenta a capacidade para o trabalho, estimula o apetite sexual e de lazer e melhora a auto-estima. Enfim, melhora a qualidade de vida.



ORIENTAÇÕES GERAIS
· Procure se informar com seu médico sobre o seu problema de saúde, esclarecendo suas dúvidas e amenizando as angústias;

· Quando mais informações você tiver em relação ao seu problema, mais chances de um bom resultado você terá;
· Tome as medicações nos horários recomendados, sem alterar as dosagens;
· Quando sentir algum sintoma ou reação diferente, parar a medicação, entre em contato com seu médico;
· Pode ser que o tratamento seja de longa duração, porém, não desanime, procure seguir rigorosamente as orientações da equipe (médico, enfermeiro, etc).


LEMBRE-SE
O sucesso do tratamento dependendo muito de você. Exemplos de doenças ou lesões que provocam dores neuropáticas: Neuralgia do trigêmio. Neuralgia do glossofaríngeo (nervo da língua e garganta). Neuralgia facial atípica. Neuralgia traumática (após acidentes). Neuralgia incisional (de cicatrizes). Radiculalgia pós-laminectomia (por cicatriz após cirurgia de hérnia de disco). Neurite ou polineurite diabética. Plexalgia ou plexite após radioterapia. Tumores comprimindo nervos. Síndrome talâmica (após derrames cerebrais em áreas específicas). Disestesia do paraplégico (após lesões completas ou incompletas da medula espinhal). As informações sobre saúde contidas neste site são fornecidas somente para fins educativos e não pretendem substituir, de forma alguma, as discussões estabelecidas entre médicos e pacientes. “NÃO TOME NENHUM MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE”.


fonte: http://www.idealdicas.com/dor-neuropatica

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Academias se adaptam para receber deficientes em busca de socialização

Estabelecimentos de SP têm professores especializados para cadeirantes.
Alunos buscam reabilitação física, estética e ambiente agradável.

fernando personagem academia (Foto: Juliana Cardilli/G1)O biólogo Fernando deixa a cadeira de rodas de
lado para fazer musculação.
  Reduto de pessoas com corpos perfeitos e muita disposição, as academias muitas vezes são um ambiente hostil para quem tem algum tipo de deficiência física. Fazer exercícios, entretanto, é fundamental para a reabilitação física e psicológica de quem tem limitações de movimento. Pensando nisso, academias e até mesmo parques de São Paulo desenvolveram programas com equipamentos especiais para deficientes.
O biólogo Fernando Krynski, de 47 anos, perdeu grande parte do movimento das pernas após um erro médico há 15 anos. A vida na cadeira de rodas o fez deixar o trabalho de campo em sua área. Após anos fazendo reabilitação em centros de fisioterapia, ele resolveu experimentar a academia. “Na época eu achei que não ia dar para treinar. Antes da cirurgia nem fazia exercício, não gostava de academia, mas era muito ativo no trabalho. Depois, achei que faltava algo, alguma atividade.”
A escolhida pelo biólogo foi a Fórmula Academia, que tem sua unidade no Shopping Eldorado, na Zona Oeste da capital paulista, toda adaptada. “Quando entrei vi que tinha adaptação, elevador, os professores sabiam lidar com o aluno na cadeira de rodas”, conta ele, que chegou a nadar para competir, mas parou depois de desmaiar na piscina devido a um pico de pressão alta.
Hoje, faz musculação de três a quatro vezes por semana. Em algumas máquinas ele consegue fazer os exercícios sem deixar sua cadeira. Em outros, precisa se sentar no aparelho, o que não é um problema. “Mas preciso da ajuda do professor. Às vezes a máquina é com cabos, tem que puxar, e eu não tenho altura. Às vezes precisa apoiar as coisas, e não tenho um bom equilíbrio do tronco”, afirma Krynski.
Por isso, a academia conta com um ou dois professores por turno direcionados a atender os alunos com limitações. A grande maioria dos equipamentos é adaptada e conta com cintos, por exemplo. Para os exercícios aeróbicos, há uma “bicicleta” para as mãos na qual o cadeirante não precisa sair de sua cadeira de rodas.
alunas cadeirantes (Foto: Juliana Cardilli/G1)Lina e Sônia fazem natação e dança na academia,
respectivamente
O professor acaba ficando de personal para o cadeirante. Ele precisa de atenção especial, e também trabalhamos a socialização. Na maioria dos exercícios nós temos que estar junto com ele”, diz a professora Daniela Gaudêncio. “Conseguimos adaptar os exercícios para trabalhar todos os grupos musculares. Além do aspecto funcional, dá para trabalhar a estética também.”
Estética e socialização
Além de fazer um trabalho específico para cada pessoa, verificando quais as suas limitações e a partir daí definindo os exercícios, as academias também trabalham com a socialização dos alunos. “O trabalho é direcionado com a proposta de, através dos exercícios, melhorar suas funções para as atividades da vida diária. Os exercícios são voltados para o fortalecimento, amenizar as assimetrias e integrá-los no meio ambiente da academia com a missão de fazer amigos e estarem bem fisicamente”, afirma Wilmar dos Santos Villas, da Cia Athletica, que cita a criatividade e o bom senso como armas dos professores.

Utilizando a cadeira de rodas desde a infância, a dançarina Sônia Maria Souza Alvim Crespo, de 50 anos, é muito popular na Fórmula. Em um grupo de dança para cadeirantes há dez anos, ela prega a terapia do movimento. “Você pode fazer movimentos através da dança, mesmo na cadeira você pode se soltar”, conta ela, que também faz musculação e alongamento. “Aproveito bastante o movimento dos braços, os pesos. Os professores também fazem movimentos com as minhas pernas, trabalham a musculatura.”
alex corredor (Foto: Juliana Cardilli/G1) Sua colega Lina de Souza, de 42 anos, que perdeu o braço e a perna esquerdos em um acidente de trem quando tinha 16 anos, faz natação e compete. “Comecei a fazer exercícios há 12 anos. Eu nem queria, fui obrigada. Me mandaram para a natação, fiquei morrendo de vergonha, mas vi pessoas com situação pior que a minha. Nadar mudou a minha vida. Antes eu não fazia nada. Agora eu viajo, conheço pessoas, mudei minha cabeça”, conta ela.   
Alex é maratonista e também dá aulas de dança
Competição

O maratonista e professor de dança Alex de Souza, de 35 anos, já venceu diversas meias maratonas em sua categoria e está em período de treinamento para a próxima prova. Com uma prótese em formato de lâmina na perna direita, ele corre nas esteiras da academia sem parecer fazer muito esforço. Usando próteses desde os 3 anos, ele afirma que fazer os exercícios é um aprendizado constante. “Às vezes um exercício não dá certo, é tudo uma adaptação. A maior parte eu consigo fazer tranquilo, tem um ou outro que preciso adaptar, o professor dá as dicas. A academia é toda adaptada, isso facilita”, conta.
Todos eles, entretanto, concordam que fazer exercícios é fundamental. “Tanto para a cabeça quanto para a saúde física. Hoje a academia é o que me preenche. Meus braços são agora minhas pernas, uso o dia inteiro, a todo momento, tenho que fazer exercícios. E é diferente treinar dentro de um shopping, com gente bonita. Só de estar em um ambiente que não é um hospital já é um grande passo”, diz o biólogo Krynski.

 Parque da Juventude
Quem não tem dinheiro para pagar uma academia mas quer fazer exercícios na cadeira de rodas pode utilizar os aparelhos adaptados instalados no Parque da Juventude, na Zona Norte de São Paulo, desde maio de 2010. São três conjuntos de equipamentos com atividades que podem ser feitas pelos cadeirantes – placas ao lado de cada um deles explicam como eles devem ser usados.

“Dá para a pessoa usar sozinha, são muito fáceis, muito simples, bem práticos, não é nada complicado. Está tendo um certo uso, não é tão grande, mais aos finais de semana. Mas o comentário que eles [os usuários] fazem é muito positivo. É difícil eles encontrarem esses equipamentos em outro local”, conta Paulo Pavan, diretor do parque.
Por enquanto, não há profissionais especializados para dar suporte. Os equipamentos estão instalados próximos à entrada da Avenida Cruzeiro do Sul, 2.630, ao lado da Estação Carandiru do Metrô. O parque é todo acessível e a área onde estão os aparelhos fica aberta das 6h às 18h30 – durante o horário de verão, o fechamento ocorre às 19h30.
parque da juventude (Foto: Juliana Cardilli/G1)Parque da Juventude tem aparelhos adaptados para cadeirantes  

fonte: glogo.com

sábado, 12 de fevereiro de 2011

SEXO NÃO É PROBLEMA

Cadeirantes driblam limitações
e chegam ao prazer sexual

Arquivo pessoal
O paraplégico Alessandro Ribeiro Fernandes, de 36 anos,
vive com a namorada um relacionamento feliz e sem ciúmes
As limitações físicas não impedem paraplégicos e tetraplégicos de fazerem sexo e mesmo ter prazer com isso. Um bom exemplo disso é a rotina do administrador Alessandro Ribeiro Fernandes, de 36 anos. Mineiro, Fernandes se acidentou em julho de 2006 quando a moto que dirigia foi atropelada por um trator dentro da Universidade de Viçosa, no interior de Minas. Ao cair de cabeça, o peso do corpo lesou a medula. Antes do acidente, Fernandes era adepto de esportes radicais como trekking e mountain bike. Hoje paraplégico, mantém um relacionamento com Giordana desde 2007, com que já tinha namorado em 2003.

Segundo ele, o segundo momento do relacionamento com a amada só melhorou. Há dois anos morando juntos, ele afirma que "nunca esteve tão feliz como hoje".


- Temos um relacionamento muito tranquilo e sem ciúme e vivemos de uma forma bem harmoniosa. 



Independente, Fernandes dirige e se vira bem em casa, como ele mesmo diz.

- Por ser um homem muito alto, com 1,95 m, consigo fazer quase tudo em casa, mesmo sentado. Só não pego coisas de dois metros para cima, brinca.


E como qualquer outro casal, eles mantém uma vida sexual saudável.


- Dá para namorar, não perfeitamente, mas não tem muita diferença. As posições é que são limitadas, mas não precisa de medicação, funciona normal.


Tanto que sua namorada está em processo de inseminação artificial para poderem ter filhos. "Pretendemos tê-los daqui um ano e meio, dois anos", diz. 


Casamento e filhos
Fato semelhante envolve a vida do casal Tania de Melo Barbosa Speroni, de 35 anos, e Milton José Speroni, de 45 anos. A veterinária e o bancário vivem em Porto Alegre (RS). Milton sofreu um acidente de carro há 10 anos quando voltava da faculdade à noite por uma estrada. O carro capotou e Milton ficou tetraplégico. Segundo Tania, o casal se conheceu no Rio de Janeiro e ficaram anos sem contato, até ela conseguir um trabalho na capital gaúcha.

- Soube que ele havia sofrido o acidente, mesmo assim resolvi reencontrá-lo sem nenhum compromisso, mais aí o amor falou mair alto. O que era para ser só um reencontro, virou namoro e casamento.



Tania conta que na vida do casal cada um faz suas coisas de forma independente. Milton faz fisioterapia, faculdade e é responsável pelas organização e das despesas da casa, enquanto ela trabalha, cuida da casa e faz as compras. Em algumas noites da semana o casal costuma se reunir com os amigos, além de viajar de férias.



Quanto ao sexo, ele também está presente na vida do casal. Tânia conta que a lesão e perda da sensibilidade, não interfere na atração física.


- É preciso desmistificar que lesado medular é assexuado. Claro que temos relações sexuais, isso faz parte do pacote "casamento". Eu me satisfaço, ambos sentimos prazer. Não adaptamos nada para transar. Para uma relação sexual acontecer basta ter o desejo e isso temos. Claro que não podemos transar na pia da cozinha por uma questão de "logística", o Milton tem quase 1,90m e eu 1,70m.


Não temos filhos, mas planejamos muito tê-los, esse ano a família cresce, com fé em Deus.


fonte: r7.com 

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Principais Causas de Lesão Medular Traumática:

Principais Causas de Lesão Medular Traumática:

Estudos estatísticos americanos apontam 10.000 casos anuais de traumatismos raquimedulares, sendo os acidentes automobilísticos a principal causa de lesão medular traumática responsáveis por cerca de 44% dos casos, seguido por agressão por arma de fogo 24%, por quedas e lesões associadas a atividades esportivas 22% e 8% por mergulho em águas rasas e outras causas. Em nosso país não há dados estatísticos a respeito, contudo estima-se que os números sejam percentualmente superiores devido a fatores regionais, tais como menor segurança dos veículos, menor impunidade diante da infração às leis de trânsito e a grande violência nos grandes centros urbanos. 

Observem que o mergulho em águas rasas (piscinas, lagos, açudes, rios) é uma das causas importante de Lesão Medular Traumática em todo o mundo. Para reduzir esse risco é importante alertar aos jovens e às crianças quanto ao perigo de mergulharem de cabeça em locais que desconhecem a profundidade ou a presença de obstáculos como grandes pedras submersas. Por garantia o primeiro mergulho sempre deve ser em pé. 

Atendimento aos pacientes com Lesão Medular Traumática: 

· Evitar seu agravamento com adoção de cuidados adequados de imobilização na remoção e transporte do paciente acidentado para o hospital;
· Identificar e corrigir possíveis compressões medulares mediante tratamento cirúrgico para correção de hérnias discais e estabilização da coluna.

Problemas Associados a Lesão Medular:

· Úlceras por Pressão
· Disfunção Urinária
· Disfunção Intestinal
· Disreflexia Autonômica
· Trombose
· Embolia Pulmonar
· Siringomielia
· Distúrbios do Humor

Úlceras por Pressão:

Úlceras por Pressão ou Escaras de Decúbito são áreas de necrose localizadas na pele e tecidos subcutâneos decorrentes da falta de oxigenação e nutrição desses tecidos provocada pela compressão ao nível das proeminências ósseas do corpo em pacientes que permanecem acamados e imóveis numa mesma posição por longos períodos. 

Quando uma pessoa saudável dorme inconscientemente ela se movimenta espontaneamente de um lado para outro sempre que uma determinada posição se torna incômoda. Isso ocorre por um mecanismo fisiológico natural. Já em pacientes acometidos por problemas diversos (lesão medular, debilitados, comatosos...) que permanecem deitados por longos períodos sem poderem se movimentar espontaneamente, o peso do corpo exerce pressão sobre as proeminências ósseas e, conseqüentemente, a pele adquire coloração esbranquiçada decorrente da isquemia (falta de irrigação sangüínea) na área da compressão. Se essa compressão for eliminada pela mudança de decúbito do paciente, essa área de coloração esbranquiçada dará lugar a uma área de coloração avermelhada devido a hiperemia reativa que ocorre como resposta ao súbito aumento do fluxo de sangue na região antes comprimida. 

Caso essa pressão não seja periodicamente aliviada, através da mudanças de decúbitos desses pacientes, a área de coloração esbranquiçada evolui para um estágio de sofrimento tecidual adquirindo o aspecto cianosado (coloração roxa) seguido de formação de bolhas que se rompem facilmente e necrosam (morte dos tecidos por falta de oxigênio e nutrientes), produzindo escaras ou úlceras por pressão.

Tais úlceras tendem a aumentar de tamanho se a região não for protegida adequadamente, sobretudo se não for eliminada a pressão sobre a área por meio da mudança de posição do paciente.

Os primeiros sinais aparecem nas áreas ao nível de proeminências ósseas, tais como: região sacra (final da coluna), nádegas (ísquios), calcâneos, cotovelos, joelhos, escápulas, occipital, entre outras.
Por esse motivo, nas mudanças de decúbitos deve-se observar o aspecto e a integridade da pele ao nível dessas áreas de proeminências ósseas:




São quatro as opções mais comuns para as mudanças de decúbitos, a saber: ventral (barriga para baixo); dorsal (barriga para cima); lateral direito e lateral esquerdo:



As figuras abaixo mostram as regiões do corpo onde estas escaras de decúbito se localizam com maior freqüência:
Quando uma pessoa em estado de coma ou tetraplégica fica deitada por muito tempo de "barriga para cima" apresenta grandes chances de ter úlceras por pressão ou escaras nas seguintes regiões: calcâneos, sacro, cotovelo, escápula e cabeça.
Pelo mesmo problema quando um paciente permanece deitado e imóvel por muitas horas de "barriga para baixo" apresenta também grandes possibilidades de vir a ter úlceras por pressão ou escaras nas regiões a seguir: dedos, joelhos, genitais, espinha ilíaca, ombro e face.
Também, pelo mesmo motivo, quando um paciente fica "deitado de lado" e imóvel por muito tempo, terá grandes possibilidades de apresentar escaras nas seguintes regiões: tornozelo, joelhos, trocanter do fêmur, costelas, ombros e orelhas.
É importante ter em mente que as escaras podem desenvolver-se em poucos dias e progredir rapidamente se não forem tratadas adequadamente. Quando o tratamento não é adequado freqüentemente as escaras infeccionam, crescem em extensão e profundidade podendo o processo infeccioso estender-se até ao plano ósseo tornando a cura muito demorada e extremamente difícil. 

Os sintomas ou sinais de alerta que antecedem a formação da escara são: área cutânea de coloração pálida ou avermelhada, manchas escuras de cor roxa e bolhas. 

Vale salientar que nas pessoas de pele negra as manchas que antecedem a formação das escaras apresentam uma tonalidade roxo/azulado, mais escuras do que a pele ao redor. Quando apalpadas pela primeira vez, essas manchas se apresentam morna se comparadas com a pele ao redor, sendo que mais tarde elas tendem a tornar-se frias caracterizando sinal de desvitalização dos tecidos.

Para impedir que ocorram esses sinais de alerta que antecedem a formação de escara são necessárias as seguintes

Medidas de Prevenção:
  •  Observar diariamente a pele do paciente para detectar possíveis áreas comprometidas (áreas de coloração esbranquiçada, manchas roxas ou bolhas). Se identificadas logo no início, é importante resolver o problema eliminando a pressão exercida na pele provocada pelo peso do corpo ao nível da saliência óssea; 
  •  Fazer massagem com creme hidratante: região glútea, face posterior das coxas, pés e artelhos. Evitar massagens nas áreas com manchas roxas ou bolhas, pois isto indica o início da escara e a massagem nestas circunstâncias vai causar mais danos que benefícios;
  •  Usar protetores de espuma (almofada "caixa de ovo inflável" ou almofada de gel ou d'água) nas áreas de maior risco (proeminências ósseas). Os joelhos devem ser mantidos afastados de contato direto um com o outro. Os calcanhares também devem ser protegidos com almofadas. Essas almofadas são necessárias não somente na fase preventiva como também no tratamento das escaras já existentes; 
  •  Utilizar sempre o colchão de ar do tipo "caixa de ovo inflável" ou o colchão d'água que apóiam o corpo de forma suave e uniforme, ajustando-o com perfeição em toda a sua extensão, sem causar pressão excessiva nas áreas mais vulneráveis; 
  •  Quando deitado o paciente deve mudar de posição ou decúbito a, pelo menos, cada 2 horas, sendo conveniente um horário por escrito para se evitar esquecimentos. Observação: Há autores que preconizam o esquema de mudanças de decúbitos de 4 em 4 horas desde que o paciente seja mantido em colchão adequado (acima mencionado) e haja uma vigilância periódica da superfície corporal para identificar possíveis manchas e procurando adequá-lo a suas singularidades. Ademais, recomenda-se evitar o lado que esteja com áreas comprometidas, por exemplo, se o paciente tiver uma mancha roxa na região coxofemoral direita, não será indicado permanecer em decúbito lateral direito; 
  •  Quando sentado em cadeira de rodas ou poltrona o paciente deve usar almofada de gel, ar ou água. As almofadas de ar e/ou água, mesmo sendo alternativas para uso de curto prazo na prevenção de escaras, tendem a comprometer o equilíbrio do tronco e a estabilidade postural do paciente.
    É contra indicado o uso de almofadas que têm um orifício central (roda d´água) pois elas favorecem o aumento da pressão ao nível das nádegas o que facilita a formação de escara nessa região. O paciente sentado deve levantar o seu peso a cada 15 minutos. Aqueles que não conseguem levantar o seu peso devem ser levantados por outra pessoa ou levados de volta para a cama: 



  •  Manter o paciente fora do leito sempre que possível;
  •  Usar técnicas adequadas para transferência do paciente da cama para cadeira e vice-versa. O paciente precisa ser erguido ao ser movimentado e nunca arrastado contra o colchão pois a fricção pode ser um fator que contribua para a formação de escaras; 
  •  Usar aparelhos como o trapézio ou o lençol do forro da cama para movimentar (ao invés de puxar ou arrastar) o paciente impossibilitado de colaborar durante a transferência ou nas mudanças de decúbitos; 
  •  A cabeceira da cama não deve ficar muito tempo na posição excessivamente elevada para não aumentar a pressão nas nádegas, o que leva ao desenvolvimento da úlcera por pressão nessa região; 
  •  Evitar cruzar os membros do paciente para não obstruir o fluxo sanguíneo desses segmentos corporal;
  •  Exercitar o paciente fazendo movimentos passivos nas articulações das mãos, braços, pés e pernas. Solicitar orientação e acompanhamento de fisioterapeuta especializado em lesão medular, pois a fisioterapia desempenha um papel importante não somente na recuperação das funções como também ensinar ao paciente e seus familiares a cuidar da "manutenção" por meio de exercícios de fortalecimento, alongamentos, ortostatismo (trabalho gradativo de levar o paciente a ficar na posição vertical), treinamento de marcha e outros. Seus benefícios envolvem tanto a parte física quanto a psicológica; 
  •  Considerando que a pessoa bem nutrida tem menor possibilidade de desenvolver escaras, é importante oferecer alimentos apetitosos e ricos em proteínas: carnes, frangos, peixes, leite e seus derivados, vitaminas e sais minerais. Os cardápios devem alternar carnes vermelhas, frangos e peixes durante a semana. Solicitar orientação dietética de nutricionista;
  •  O paciente deve ingerir aproximadamente 2 litros de líquidos por dia, pois uma adequada hidratação auxilia na prevenção das úlceras por pressão, impede a formação de cálculos renais e facilita o processo de reeducação intestinal combatendo a constipação. O uso diário de suco de limão em forma de refresco ou na salada é um fator inibidor da formação de cálculos no sistema urinário;
  •  Manter sempre uma higiene adequada do paciente, a pele deverá ser limpa no momento que sujar. Evitar água quente e usar um sabonete suave hidratante para não causar irritação ou ressecamento da pele. Aqueles que apresentam incontinência urinária e fecal ficam mais expostos ao risco de desenvolver escaras, face ao teor ácido e corrosivo das fezes acumuladas por horas em contato com a pele íntegra. Por esse motivo, se o paciente não tiver controle da urina, usar fraldas descartáveis ou absorventes e trocar a roupa assim que possível. O uso de lenços umedecidos do tipo "baby Wipes" pode ser útil nos procedimentos de limpeza e o uso de pomadas como Hipoglós ajuda a formar uma barreira contra a umidade; 
  •  Manter também a cama sempre limpa, seca e os lençóis bem esticados e livres de resíduos de alimentos;
  •  O paciente deve tomar sol por curtos períodos (30 a 40 min) preferencialmente no período das 7 às 10 horas da manhã, nunca em horas de maior intensidade;
  •  Para tratamento de escara de decúbito é importante um acompanhamento médico com solicitação de exames complementares para avaliar o estado de nutrição do paciente, diagnosticar doenças concomitantes como Diabetes e Anemias, dentre outras, que retardam ou impedem a cura do processo; 
  •  Fornecer muito carinho e amor ao paciente. Não deixá-lo deitado ou sentado sobre a ferida e observar se as medidas de prevenção mencionadas estão sendo efetivamente colocadas em prática.
É importante enfatizar que as escaras são bem mais fáceis de serem prevenidas do que tratadas, por isso é fundamental prevenir o surgimento de úlceras de pressão desde o momento inicial do atendimento médico. É necessário, portanto, que os familiares e acompanhantes dos recém-lesionados medulares diligenciem desde os primeiros momentos de internação uma atenção especial da equipe médica e de enfermagem para prevenir esse grave problema. 

Atualmente existe em casas especializadas em artigos ortopédico-hospitalares uma quantidade cada vez maior de produtos que têm como objetivo prevenir o aparecimento de escaras em pacientes acamados e auxiliar no tratamento das escaras já existentes. Esses produtos devem ser indicados pelo médico de acordo com o que é mais adequado às necessidades do paciente. 

Para que sejam tomadas medidas eficazes de prevenção, é necessário que os familiares e prestadores de cuidados compreendam perfeitamente e estejam atentos aos fatores de riscos que influenciam na instalação e desenvolvimento dessas escaras. 

Principais fatores de risco para o desenvolvimento de escaras:
  •  Limitação dos movimentos: A imobilidade do paciente com paralisias aumenta os riscos de se desenvolver o processo que resulta na formação de escaras; 
  •  Estado de desnutrição: portadores de doenças crônicas e debilitantes tais como câncer, diabetes, anemias, vítimas de traumatismos, etc., apresentam maior risco de desenvolver complicações;
  • Nível de consciência comprometido: os pacientes inconscientes ou em estado de coma que perderam os reflexos de mudança espontânea de decúbitos ficam vulneráveis à formação de úlceras por pressão; 
  •  Perda da sensibilidade tátil e/ou térmica: portadores de lesão de nervos sensitivos;
  •  Umidade cutânea: pacientes que permanecem muito tempo molhados por suor, urina e fezes;
  •  Falta de atenção adequada dos prestadores de cuidados ou encarregados pelo mudança de decúbitos e asseio dos pacientes. Caso o paciente esteja sendo acompanhado em domicílio, os familiares devem obedecer rigorosamente as recomendações médicas e o horário estabelecido para a mudança de decúbitos.

    O curativo deve cumprir os seguintes requisitos:
  •  Oferecer proteção mecânica: a oclusão da ferida com gaze acolchoada atua como barreira frente aos micro-organismos (fixar o curativo com fita adesiva Micropore ou enfaixamento com atadura de crepe);
  •  Facilitar a eliminação de exsudados e fluidos necrosados: manter ambiente úmido (curativos úmidos); 
  •  Favorecer a cicatrização;
  •  Não ser tóxico, alérgico ou sensibilizante;
  •  Não deixar partículas estranhas na ferida;
  •  Desbridamento: a existência tecido necrosado ou desvitalizado na escara favorece o crescimento de germes patogênicos e retarda o processo de cicatrização, sendo por isso importante a retirada deste tecido por método enzimático (ou cirúrgico) seguido de lavagem com soro fisiológico.

    Como fazer o curativo: 
Tendo em vista um número considerável de pacientes portadores de úlcera por pressão tratados e acompanhados em regime domiciliar, torna-se necessário uma orientação aos familiares e prestadores de cuidados quanto aos procedimentos adequados durante os curativos:
  •  Lavar muito bem as mãos em água corrente usando sabonete ou detergente anti-séptico com escovação das mãos principalmente dedos e unhas;
  •  Remover o adesivo do curativo anterior com creme hidratante tomando cuidado para soltar os pêlos aderidos e observar possíveis reações alérgicas na pele, aspecto da superfície da lesão, presença de tecido necrosado e aparência da secreção;
  •  Observar o aspecto da ferida, em especial o surgimento de uma camada de tecido esponjoso de granulação de cor vermelho vivo, típico do processo normal de cicatrização da lesão. Evitar removê-lo nos procedimentos de limpeza da área;
  •  Limpeza da úlcera: limpar a ferida com gaze embebida em soro fisiológico fazendo movimentos de dentro para fora (nunca fazer movimento de fora para dentro da ferida para não contaminá-la ainda mais e comprometer o processo de cicatrização). A limpeza da úlcera deve ser feita com gaze ou pequeno chumaço de algodão hidrófilo umedecido abundantemente em soro fisiológico. Nesta limpeza usar pinça estéril (para fixar as compressas de gaze) e fazer uma pressão suave e suficiente para arrastar os detritos e secreções da ferida sem produzir trauma (sangramento) no tecido esponjoso de granulação que está em formação. Evitar o uso de agentes como: álcool, iodo, mertiolato, mercurocromo, água oxigenada, sabão ou soluções detergentes tipo hipoclorito de sódio que promovem desidratação e lesão dos tecidos com formação de crosta que retarda o processo de cicatrização. Também não é necessário limpar a ferida com anti-sépticos locais, já que podem ser tóxicos para as células do tecido que está em formação. (Obs: todo líquido que não pode ser pingado no olho por ser cáustico não deve ser colocado numa ferida);
  •  Limpar a área ao redor da ferida: usar gaze embebida em soro fisiológico com atenção para não fazer movimento no sentido de fora para dentro da ferida para não contaminá-la (descartar gaze após uso). A pele ao redor da lesão deve ser mantida seca, podendo ser aplicado nessa área soluções anti-sépticas do tipo Povidine tópico; 
  •   Após o curativo lavar bem as mãos em água corrente com sabonete e escova;
  •  Debridamento enzimático: a existência de crosta na ferida indica a presença de tecido desvitalizado (morto) favorecendo a proliferação de bactérias que impedem ou retardam o processo de cicatrização. Por isso é importante a retirada desse tecido desvitalizado ou necrosado através do desbridamento enzimático feito por cremes ou pomadas a base de enzimas proteolíticas e fibrinolíticas (Fibrase, Iruxol...), atuando como agentes que descolam e facilitam a remoção dos tecidos necrosados e por esse mecanismo favorecem a limpeza da lesão e contribuem para o processo de cicatrização. Para potencializar a ação dessas pomadas, é necessário aplicá-las em forma de curativos úmidos (gazes umedecidas em soro fisiológico). . Note bem que o uso dessas pomadas está indicado nos casos em que há presença de tecido desvitalizado (necrosado) na superfície da ulceração. Nos demais casos, não havendo orientação médica em contrário, a limpeza da lesão pode ser feita somente com soro fisiológico e repetida por 2 ou até 3 vezes ao dia;
  • Infecção: Nos casos em que há fatores predisponentes associados (Diabetes, incontinência, pacientes desnutridos, uso de medicamentos imunossupressores, etc.), há maior incidência de infecção da úlcera por pressão, sendo essa infecção manifestada pelo aumento de exsudato (serosidade purulenta), odor fétido e dor ao nível da lesão. Na presença de tais manifestações está indicado a coleta da secreção para cultura e antibiograma para identificação do germe causador da infecção o que possibilitará o tratamento com antibiótico específico. Em caso de infecção é necessário que a limpeza da ferida com soro fisiológico seja feita com maior freqüência e por isso o curativo oclusivo e úmido deve ser repetido de 4/4 horas durante o dia. Após a coleta de material e enquanto se aguarda o resultado da cultura pode ser usado antibiótico local (por exemplo Garamicina creme) em curativos úmidos, ou seja, após a limpeza da lesão com soro fisiológico coloca-se o mencionado creme na úlcera e em seguida cobre-se com gaze umedecida em soro fisiológico; 
  • Finalmente, oclusão da ferida com gaze seca acolchoada (compressa de gaze do tipo coxim) e sua fixação com fita adesiva antialérgica Micropore pegando bem na borda da gaze, a fim de deixar o ferimento o mais arejado possível.
    Dependendo do local da úlcera, essa fixação do curativo também pode ser feita mediante enfaixamento com atadura de crepe;
    · Deixar o paciente bem acomodado e confortável, evitando posição que comprima a área da lesão e observar sistematicamente o aspecto externo do curativo quando das mudanças de decúbitos;
  • Trocar o curativo sempre que necessário na dependência da drenagem de secreção excessiva (curativo sujo pela secreção), após banho, incontinência, etc., e procurar observar em cada caso suas características particulares. Reações desagradáveis do tipo prurido, vermelhidão, inchaço e/ou irritação no local da aplicação de medicamentos tópicos podem ser indicativas de manifestação alérgica, devendo os mesmos serem suspensos.

    Disfunção Urinária:
O cérebro e os nervos provenientes da medula espinhal são responsáveis pelo mecanismo coordenado entre a bexiga e o esfíncter uretral o que possibilita um controle eficaz da urina através do sistema urinário. Um traumatismo de coluna com lesão medular pode comprometer essa comunicação entre o cérebro e o sistema urinário e a eliminação da urina armazenada na bexiga deixará de ser automática. Por esse motivo, a maioria dos pacientes com lesão medular não possui controle urinário normal. 

O sistema urinário formado pelos rins, ureteres, bexiga e uretra, é o responsável pela produção, armazenamento e eliminação da urina. A urina é produzida pelos rins, sendo conduzida pelos ureteres e armazenada na bexiga que é uma bolsa muscular coletora. Quando essa bolsa muscular coletora fica repleta de urina, esse músculo (da bexiga), por um mecanismo reflexo, se contrai e a urina é eliminada através da uretra (micção). No momento em que o músculo da bexiga se contrai, o esfíncter da uretra se relaxa para permitir a saída da urina. Este é um processo fisiológico normal controlado pelo sistema nervoso autônomo que coordena o funcionamento sinérgico entre a bexiga e a uretra, ou seja, durante o enchimento da bexiga a sua musculatura permanece relaxada para receber e armazenar a urina proveniente dos rins, enquanto o músculo do esfíncter da uretra permanece contraído para evitar a saída da urina coletada na bexiga. Por outro lado, quando o músculo da bexiga se contrai para eliminar o seu conteúdo, o esfíncter da uretra se relaxa para permitir a eliminação da urina. Para que esse mecanismo automático aconteça normalmente é preciso haver coordenação nervosa entre o músculo da bexiga e do esfíncter da uretra. Quando este mecanismo não ocorre de maneira integrada, acontece o que se chama dissinergismo vésico-esfincteriano. 

Se os músculos (da bexiga e o do esfíncter da uretra) se contraírem ao mesmo tempo, haverá um esforço maior da musculatura da bexiga para tentar vencer a resistência do esfíncter da uretra. Este esforço leva, com o tempo, a um enfraquecimento da parede da bexiga, bem como a formação de divertículos (pequenas sacos) nesta parede da bexiga e, o que é pior, haverá um refluxo de urina da bexiga para os rins colocando em risco a função renal que é uma grave complicação.

Além do mais a urina residual acumulada na bexiga propicia condições para a instalação de infecção urinária e a formação de cálculos. 

Como vimos, o cérebro e os nervos provenientes da medula espinhal são responsáveis pelo mecanismo coordenado entre a bexiga e o esfíncter uretral, o que possibilita um controle eficaz da urina através do sistema urinário. Um traumatismo de coluna com lesão medular pode comprometer essa comunicação entre o cérebro e o sistema urinário e a eliminação da urina armazenada na bexiga deixará de ser automática, o que representa um sério problema para o paciente.

Se a lesão for incompleta, é possível com o passar do tempo haver recuperação parcial ou até total desse mecanismo. Contudo para que esta recuperação aconteça pode ser necessária a utilização de alguns procedimentos urológicos para esvaziar a bexiga. 

Os portadores de lesão medular devem marcar consultas periódicas na urologia para acompanhamento médico e a realização de exames de urina dentre outros. Há autores que recomendam além dos tratamentos alopáticos da medicina convencional, associar o tratamento homeopático, visando uma melhor qualidade de vida desses pacientes.

Dependendo do nível da lesão medular, a bexiga pode passar a apresentar dois tipos de problemas:

1) Passa a acumular uma quantidade menor de urina do que antes da lesão medular e o músculo da bexiga passa a ter contrações involuntárias com perdas freqüentes de urina. É a chamada bexiga espástica comum nas lesões medulares acima do nível sacral (acima de T12); 

2) Passa a acumular uma quantidade maior de urina do que antes da lesão medular porque o músculo da bexiga não se contrai mais e isto faz com que grande quantidade de urina fique retida (muito acima da capacidade normal). É a chamada bexiga flácida comum nas lesões medulares ao nível sacral (abaixo de T12).

O diagnóstico do tipo de bexiga é importante para a definição do tipo de tratamento a ser instituído por urologista em regime de internação hospitalar. 

Disfunção Intestinal:

A lesão medular determina também alterações no controle intestinal. Na lesão medular de nível mais alto o distúrbio está principalmente relacionado com tendência a constipação intestinal crônica (prisão de ventre) e na lesão medular mais baixa o distúrbio está relacionado com tendência à incontinência fecal (eliminação acidental de fezes). Embora na maioria das lesões medulares não seja possível a recuperação do controle intestinal, um programa de reeducação pode fazer com que o intestino funcione sempre em um mesmo horário, tornando mais fáceis as atividades fora de casa.

Prisão de ventre: (constipação intestinal) em pessoas normais geralmente está associada a uma dieta diária pobre em resíduos, podendo também estar associada ao hábito do indivíduo recusar ou bloquear repetidas vezes a sensação da vontade para evacuar para não ter que interromper as suas atividades sociais, profissionais ou de lazer. 

No tratamento dessas pessoas com prisão de ventre toda ênfase deve ser dada a reeducação alimentar, bem como devem ser orientadas para estabelecer em sua programação diária, obedecendo a um horário determinado para ir ao banheiro, o que auxiliará a reeducação do seu reflexo gastrocólico (o intestino é estimulado mediante reflexo induzido pelo estômago cheio). A escolha do horário pelo paciente deverá permitir o seu cumprimento todos os dias para que se obtenha, em tempo relativamente curto, o desencadeamento do reflexo da evacuação e a sensação da vontade de evacuar aproximadamente no mesmo horário, diariamente. Cria-se assim o hábito mais regularizado do esvaziamento intestinal condicionado pelo horário do aparecimento do reflexo gastrocólico, seguido pelo desencadeamento das etapas seguintes (voluntárias) da evacuação. 

Dieta: dentre as medidas básicas para a reeducação intestinal dos pacientes com lesão medular também está indicada a dieta rica em fibras, tais como: frutas (sobretudo mamão, suco de ameixas, figos, uvas, laranjas...), legumes (cenoura, beterraba, chuchu, abobrinha...) e verduras: alface, rúcula, couve, agrião... servidas em forma de saladas com azeite de oliva e limão, pois aceita-se que o limão inibe a formação de cálculos renais. A alimentação não deve conter excesso de alimentos com pouca fibra (constipantes) tais como as massas, farinhas, arroz, doces, gelatinas, goiabas, maçãs... Não é que eles não possam fazer parte da alimentação, contudo o que se recomenda é que o seu consumo diário seja feito de maneira balanceada com os demais alimentos. 

Está comprovado que refeições em horários regulares estimulam o funcionamento intestinal. Preconiza-se que a primeira refeição do dia seja reforçada, não esquecendo de incluir frutas e alimentos ricos em fibras. No café da manhã e no jantar além das frutas, o pão francês pode ser trocado por mingau de aveia ou cereais à base flocos de milho e aveia. A banana d'água cozida, além de favorecer o trânsito intestinal, ajuda a variar o cardápio. O deficiente deve manter-se atento ao funcionamento do próprio organismo e observar a sua reação aos diversos alimentos ingeridos.

É importante reservar um horário regular para ir ao banheiro logo após uma refeição, mesmo que não sinta vontade de evacuar. Fora do horário previsto quando sentir vontade de evacuar, sempre que possível, deve ser respeitada sem demora. 

Também é importante a ingestão abundante de líquidos (em geral 2 litros por dia), realizar exercícios diários, fazer massagem abdominal no sentido horário no momento do esvaziamento e, quando necessário, usar laxante o mais natural possível (Loraga, Metamucil...). Se as orientações apresentadas não forem efetivas a utilização de outros recursos tais como uso de supositórios de glicerina e enemas podem ser necessários, sempre sob a orientação médica.
O deficiente, principalmente o cadeirante, não deve passar mais de 3 dias sem evacuar.

Disreflexia Autonômica:

Disreflexia autonômica é uma complicação freqüente nas lesões cervicais e pode ocorrer também nas lesões medulares acima da vértebra torácica T6. 

O estímulo que normalmente provocaria dor e desconforto no indivíduo normal tais como bexiga ou intestino cheios e distendidos pode desencadear uma crise de disreflexia no paciente portador de uma lesão medular que não sente essa dor porque é portador de uma lesão medular. 

Os sintomas mais freqüentes de disreflexia autonômica são: cefaléia, pontos brilhantes visuais, visão borrada, obstrução nasal, freqüência cardíaca baixa e as seguintes manifestações acima do nível da lesão: arrepios, sudorese e manchas vermelhas na pele. A pressão arterial elevada e descontrolada é o sinal clínico de maior perigo. 
A disreflexia á considerada uma emergência e como tal requer um pronto atendimento médico.

Trombose:

Por trombose entende-se a obstrução arterial conseqüente à coagulação intravascular com formação do chamado trombo, sendo os pacientes acamados e impossibilitados de se movimentar os mais vulneráveis a essa grave complicação. A principal sede de formação de trombos é o coração (aurícula esquerda), contudo freqüentemente a formação do trombo ocorre a nível de vasos da perna (panturrilha), manifestando-se clinicamente por edema e calor local. A perna afetada pela trombose fica inchada e mais quente do que a outra. O trombo formado na perna pode se desprender e ser arrastado pela corrente circulatória, indo obstruir outras artérias do corpo, sendo as artérias do pulmão as mais afetadas, daí o nome de embolia pulmonar.
 Diante dessa grave complicação, impõe-se um diagnóstico e tratamento precoces, além de uma vigilância cuidadosa e contínua do paciente ainda na fase de trombose, a fim de ser instituída a terapêutica mais adequada para salvar o paciente.

Embolia Pulmonar:
Os principais sintomas de embolia pulmonar são: diminuição repentina da respiração, taquicardia, dor no peito ou nas costas e tosse de aparecimento súbito. Havendo suspeita de embolia pulmonar deve-se procurar imediato socorro médico-hospitalar.

Siringomielia:
Alguns pacientes com lesão medular podem vir a apresentar meses ou vários anos após a lesão um quadro clínico denominado siringomielia pós-traumática caracterizado por dor, ascensão do nível sensitivo ou motor (por exemplo paraplégico que passa a apresentar dormência, atrofia e fraqueza em uma das mãos), aumento do tônus muscular (acentuação da espasticidade), mudança do padrão urinário (de urgência passa a apresentar retenção de urina), alteração da sudorese ou até mesmo queixas digestivas como dificuldade de deglutição dos alimentos. Em muitos desses pacientes os exames de imagem mostram a formação de cavidades intramedulares que se estendem por vários níveis acima e abaixo da lesão traumática. Considerada rara no passado a partir da implantação dos exames de Ressonância Magnética a incidência de siringomielia em pacientes com lesão medular tem sido estimada em torno de 8%. 

A conduta médica pode implicar em procedimento cirúrgico.

Distúrbios do Humor: 

Distúrbios do humor, particularmente a ansiedade e a depressão, são freqüentes em pacientes com lesão medular. A integração precoce em programas de reabilitação e socialização, incluindo atividades esportivas diminui, consideravelmente a incidência desses problemas.

Lesão Medular

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