quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Petição Pública Brasil - O abaixo-assinado foi assinado com sucesso.

Petição Pública Brasil - O abaixo-assinado foi assinado com sucesso.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Esportes paraolímpicos auxiliam na autoestima e reinclusão de Pessoas com Deficiência

Seminário discutiu alternativas para a qualidade de vida das pessoas com deficiência


O seminário Qualidade de Vida na Deficiência, realizado na manhã de ontem(22), no Teatro Dante Barone, e coordenado pela apresentadora da TV Assembleia Legislativa, Juliana Carvalho, apresentou o painel Esportes Adaptados e Escola Paraolímpica, com o presidente da Associação RS Paradesporto, Luiz Cláudio Portinho. A atividade integra a programação da 1ª Semana da Valorização da Pessoa com Defiência, evento promovido pelo Parlamento gaúcho por meio do programa Assembleia Inclusiva.

O debatedor fez um histórico do esporte voltado às pessoas com deficiência que culminaram na realização dos Jogos Paraolímpicos, que ocorrem sempre no mesmo ano e na mesma sede dos jogos Olímpicos. “O esporte paraolímpico passou a ganhar força a partir de projetos após a Segunda Guerra Mundial que pretendiam ajudar na recuperação de mutilados e lesados pelo conflito. Hoje as sedes olímpicas já são todas adaptadas aos atletas com deficiência, tornando-se assim um exemplo para todas as cidades”, contou Portinho.

O projeto RS Paraesporte já existe há dois anos, e se diz herdeiro de outras iniciativas voltadas ao público, que sempre trabalharam no sentido de reinserir estas pessoas no mercado de trabalho e garantir-lhes qualidade de vida. “Hoje existem diversas associações e ONG´s que trabalham com o esporte na deficiência. Mas não podemos esquecer dos pioneiros, que durante décadas levaram esta bandeira de forma totalmente independente e sem nenhuma visibilidade”, exaltou.

O presidente da Associação RS Paraesporto também se queixou da falta de apoio institucional que existe ao esporte paraolímpico no Rio Grande do Sul, que mesmo com grandes resultados segue à margem na distribuição de verbas e na criação de espaços para a prática esportiva. “Faltam políticas públicas, diria até que elas inexistem, tanto por parte dos governos municipais quanto do governo do Estado. Tudo depende apenas do esforço das pessoas envolvidas, e no esporte de alto rendimento sabemos que o ideal é o atleta estar concentrado apenas no seu desempenho. Mas não, temos que ser atletas, marketeiros, administradores, etc”, reclamou.

Escola Paraolímpica

Apresentada como a “menina dos olhos” da RS Paraesporte e como um passo importante para o desenvolvimento esportivo para os deficientes, a Escola Paraolímpica foi fruto de um grande esforço por parte dos esportistas e de seus apoiadores. Segundo Portinho, as dificuldades foram muitas, pois a verba existia e não era liberada pelos organismos públicos. “Tivemos que ingressar no Ministério Público, infelizmente, para liberar algo que tínhamos direito. Já haviam crianças interessadas, e nos sentíamos constrangidos e frustrados cada vez que as mães vinham até nós perguntar sobre o projeto”, contou.

Atualmente a grande luta é para encontrar professores especializados no trabalho com os diferentes níveis de limitações e deficiências apresentados pelos desportistas. “É inaceitável que não existam professores de educação física para participar do projeto. Mesmo a desculpa de que as universidades, de forma errada, não preparam os alunos para lidar com este público não é válida. Ninguém sai do curso sabendo tudo, para isto existe as especializações”, argumentou.

Portinho terminou sua intervenção exaltando o trabalho de muitas pessoas que auxiliam os projetos, e também as pessoas com deficiência que encontraram no esporte uma forma de obter qualidade de vida, e muitas vezes até uma forma de renda. “Já passamos daquela fase em que os deficientes eram vistos como um fardo para as famílias, pessoas dignas de pena. Hoje muitos já trabalham, e em muitos casos sustentam suas famílias. No caso do esporte, muitos já sobrevivem exclusivamente de sua prática esportiva, com bons patrocinadores, estrutura e tudo mais. Mas ainda falta para muitos rever seus conceitos”, finalizou.


Fonte: saci








terça-feira, 9 de agosto de 2011

As sexualidades não são "deficientes"


Artigo sobre a sexualidade de pessoas com deficiência

Jorge Márcio Pereira
O filme Nascido em 4 de Julho (Born on the Fourth July - 1989) é drama sobre um jovem que vai à Guerra do Vietnã (1955-1975) em seu idealismo insuflado dos anos 70, e, após ser ferido, torna-se paraplégico. Ao voltar ao seu país terá o confronto com a família, as perdas, sua nova condição humana, a exaltação de um heroísmo preso à sua cadeira de rodas. E, principalmente, enfrentará/sofrerá as mudanças de seu corpo e de sua sexualidade.
Hoje revi e repensei sobre o filme. Nesse mesmo momento a Bolsa de Nova York nos diz que o mundo hipercapitalista reconhece seu próprio risco econômico. Rebaixam o Império ao mesmo nível que rebaixaram o México que aparece no filme de Oliver Stone. Lá estão as mulheres mexicanas, prostituidas, que podem resgatar a virilidade perdida pelo personagem vivido por Tom Cruise, "paralítico", impotente e veterano de guerra.
Uma mulher, representada no filme com o nome Maria Helena, protagoniza uma das melhores cenas, quando o faz descobrir que, apesar de sua paraplegia, há muito que sentir quando a sensibilidade e o desejo se cruzam em um encontro sexual. Para além de todas as repressões e impotências.
Estamos, hoje, está em um patamar bem diferente dos tempos vividos pelo personagem do filme. Relembro, eram tristemente , tempos de Vietnã, os famosos Anos 70 da economia de guerra para os EUA e dos Anos de Chumbo da Ditadura por aqui. Os soldados mutilados lá, os torturados por aqui... E o sexo aprisionado apenas nos bordéis para os que se tornavam marginalizados ou párias.
Hoje, em tempos de hiperexposição dos corpos, as formas de reprimir e disciplinar são bem mais sutis e não tão disciplinadoras, somos menos libertários. Caminhamos, como já disse, mais para a antipatia pelo Outro do que para uma empatia que nos preserve, em direitos iguais, com o direito à Diferença e à heterogeneidade. As pessoas com deficiência, por suas diferenças visíveis ou conotadas, além dos sentimentos eugenistas, ainda são sexualmente segregadas?
A existência de vida sexual para as pessoas com deficiência e seus direitos reprodutivos já são um tema que já abordei. Este filme integrou um projeto de levar os cegos ao cinema. Foi em 1998, no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), quando organizei, pelo DefNet, um Ciclo de Cinema e Pessoas com Deficiência, cujo nome já indicava nosso sonho: "Um Olhar para Além do Olhar". A questão da sexualidade negada de pessoas com deficiência foi, à época, trazida pelo "Nascido em 4 de Julho".
Resgatar esse filme, hoje, me trouxe para o que há de atual ainda em seu modelo denúncia e crítica. Atualmente as nossas guerras são mais sofisticadas tecnologicamente, e os veteranos já estão sendo projetados como futuros avatares. As suas cadeiras de rodas e seus corpos podem ser reciclados. Porém, me pergunto se perduraram os preconceitos quantos às suas sexualidades? Sim, devemos dizer retumbantemente.
Nossos tempos são de homofobias, xenofobias e "deficientefobias". O que diriam os vereadores paulistanos, em recente reação ao Dia do Orgulho Gay, se soubessem que muitas pessoas com deficiência são gays? Na sua intolerância, disfarçada de "democracia", iriam, demagogicamente, propor um projeto de lei "especial" para o Dia do Orgulho dos Heteros Deficientes?
Estes dias republiquei uma matéria de um vereador de Salvador que deseja ver os motéis de sua cidade acessíveis para as pessoas com deficiência. Veio em boa hora, um lembrete para que todas as cidades, seus políticos e cidadãos se lembrem da existência de uma considerável parte de suas populações: as pessoas com deficiência. E elas desejam, sentem, aspiram, respiram e fazem sexo. Assim também se amam ou não.
A proposta propõe a acessibilidade em motéis e hotéis da capital baiana, agora tramita na Câmara Municipal de Salvador. A proposta é de autoria do vereador Henrique Carballal (PT). Os estabelecimentos, hotéis e motéis, com mais de 20 leitos seriam obrigados a realizar adaptações para beneficiar pessoas deficientes ou com mobilidade reduzida.
Enquanto a lei não os obriga, imaginemos uma nova cena para a sexualidade livre de pessoas com deficiência. Outro dia um amigo mineiro, que tem paralisia cerebral, me perguntou se não seria motivo de prisão o fato, não ocorrido, de que sua namorada o levasse a um motel. Tendo alguma dificuldade para explicar em palavras seus atos e desejos, como ficaria quando ele pedisse uma máquina de escrever, para explicar seu tesão e desejo pela namorada, que não é uma pessoa com deficiência?
Então, ele começaria a digitar, hipoteticamente, com o pé esquerdo, a seguinte mensagem: "Eu estou aqui por livre e espontânea vontade. Ela não me obrigou ou obrigará a fazer quaisquer dos atos libidinosos que nós dois estamos intensamente desejantes. EU TAMBÉM QUERO AMAR E SER AMADO, COM TODA INTENSIDADE QUE QUALQUER OUTRO SER HUMANO. E, caso ela fique grávida eu terei o maior prazer de me tornar pai e ajudar a cuidar de nosso filho. Apesar que isso não acontecerá, pois eu já aprendi a usar preservativos há muito tempo. Sei que pessoas com deficiência vivem também nos tempos da Aids. Portanto, caros senhores e senhoras, seres cinzentos da Censura e da falsa Moral, não há porque me manter em uma posição de dependência e total vulnerabilidade. Não continuem negando minha existência com direito às diferentes formas de sexualidade humana. Sou eu quem pediu para vir a este motel, aliás, inacessível."
Somos, então, diferentes, não somos desiguais em direitos. Semelhantes? sempre seremos, em muitos desejos. Por isso, reafirmamos, não somos assexuados. Somos parte de uma diversidade humana que, em suas pluralidades e singularidades, também afirmam como o poeta: Qualquer maneira de amor vale a pena, qualquer maneira de amar. A(s) sexualidade(s) não são deficientes nem deficitárias: são as expressões máximas da vida, quando são livres das amarras de nossos íntimos preconceitos ou temores.
O maior cuidado é quando nos tornam apenas objetos. É quando passamos a vítimas de violências, inclusive, e, principalmente, meninas e mulheres com deficiências.
O tema é vasto, profundo, polêmico e necessário. Não se esgotará neste texto. Apenas espero que muitos jovens com deficiência, sem distinção de suas orientações e escolhas sexuais, possam gozar dos mesmos direitos sexuais e reprodutivos de todos os outros jovens daqui, dali e de todo o mundo. Que todos os motéis possam descobrir esses novos e prazeirosos frequentadores e a acessbilidade deixe de ser apenas a remoção das barreiras físicas.
 
Fonte: saci 

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Mais de 1.800 participam das Paraolimpíadas Escolares

São 1211 atletas inscritos e mais de 600 técnicos e pessoal de apoio, somando 1820 participantes neste grande evento do Paradesporto, que acontece de 27 a 30/08

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência em parceria com o Comitê Paraolímpico Brasileiro, a Prefeitura Municipal de São Paulo e o Comitê de Apoio ao Paradesporto do Estado de São Paulo, realizará de 27 a 30 de agosto,na cidade de São Paulo as Paraolimpíadas Escolares 2011. Os atletas inscritos somam 1211 e a equipe técnica, 609, totalizando 1820 participantes.
O número de participantes em 2011 supera a expectativa do Comitê Paraolímpico Internacional, que contava com 1.500 pessoas, entre atletas, técnicos e dirigentes de todo o Brasil.
"É um dos maiores eventos (senão o maior) do mundo, envolvendo estudantes e o paradesporto", afirma a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara  Rizzo Battistella.
O evento é destinado aos alunos com deficiências física, intelectual e visual, na faixa etária de 12 a 19 anos e que estejam regularmente matriculados no ensino fundamental e médio, que participam por meio de representações enviadas pelas unidades da federação. Em 2011, o evento contará com a participação de 23 estados inscritos, mais o Distrito Federal.

Serão oferecidas dez modalidades esportivas reconhecidas pelo Comitê Paraolímpico Internacional. No aspecto técnico as Paraolimpíadas Escolares 2011 é uma das principais bases de referência para a escolha de atletas de acordo com o Planejamento Estratégico do Comitê Paraolímpico Brasileiro, objetivando a formação da equipe nacional para os Jogos Paraolímpicos Rio 2016.
O evento tem a chancela do Ministério do Esporte e também é o único que qualifica os alunos atletas com deficiência para o programa Bolsa Atleta na categoria escolar. As competições das Paraolimpíadas Escolares 2011 acontecem em vários locais da cidade de São Paulo.
Confira o Calendário de Atividades:
26/08
Chegada das delegações
HOTEL HOLLIDAY INN


26/08 - 14h as 20h
Classificação Funcional
HOLLIDAY INN/COTP*/ESPÉRIA

27/08 - 8h as 17h
Classificação Funcional
HOLLIDAY INN/COTP/ESPÉRIA

27/08 - 18h
Abertura
PARQUE ANHEMBI

28, 29 e 30/08 - 7h às 12h
Atletismo
COTP*

28, 29 e 30/08 - 7h às 12h
Natação
COTP

28 (14h as 22h), 29 (8h às 18h) e 30/08 (8h às 16h)
Futebol de Sete
CLUBE ESPÉRIA

28, 29 e 30/08 - 9h às 18h
Bocha
PARQUE ANHEMBI

28, 29 e 30/08 - 9h às 18h
Tênis de Mesa
PARQUE ANHEMBI

28 (8h as 18h), 29 (8h às 18h) e 30/08 (8h às 13h)
Goalball
CLUBE ESPÉRIA

28, 29 e 30/08
28 (8h as 18h), 29 (8h às 18h) e 30/08 (8h às 13h)
Futebol de Cinco
CLUBE ESPÉRIA

28, 29 e 30/08 - 14h às 18h
Voleibol Sentado
PARQUE ANHEMBI

28, 29 e 30/08 - 14h às 18h
Judô
CLUBE ESPÉRIA

28, 29 e 30/08 - 14h às 18h
Tênis em Cadeira de Rodas
CLUBE ESPÉRIA

30/08 - 19h
Jantar e Encerramento
PARQUE ANHEMBI

31/08
Saída das Delegações

* Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa - Ibirapuera - Município de são Paulo

Conheça o Regulamento Geral das Paraolimpiadas Escolares. 

Contato para Informações: (11) 5212.3761, com professor Vanilton ou Sergio Gatto.
Contato para Imprensa/Comunicação: (11) 5212.3702, com Daniela - 5212.3701, com Isabel

Fonte: Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência




































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