terça-feira, 27 de março de 2012

Câmara ajudará a fiscalizar contratação de deficientes

O vereador Paulo Frange (PTB) será o representante da Câmara Municipal em um conselho que acompanhará a contratação de deficientes intelectuais e físicos em entidades de assistência social, saúde e educação ligadas ao município. O objetivo do conselho, que reúne poder público, instituições e sindicatos, é fiscalizar nesses setores o cumprimento da legislação federal que estabelece cotas de deficientes entre os funcionários, de acordo com o tamanho das instituições.
Frange, escolhido nesta segunda-feira pela Mesa Diretora para representar o Legislativo no conselho, disse que muitas empresas ainda não cumprem a lei das cotas, apesar de ela ter sido instituída em 1991, e por isso têm sido multadas pelo Ministério do Trabalho. Com o acordo assinado e a criação do conselho, ficou determinado que as contratações poderão ocorrer gradativamente. Serão 36 meses até a regulamentação completa.
Para Frange, o fato de o acordo prever percentuais progressivos da contratação de deficientes é benéfico. “Temos prazo suficiente para buscar essas pessoas no mercado e treiná-las. Não queremos que empresas contratem e deixem encostadas em um canto”, argumentou. “Temos que buscar inserir as pessoas com deficiência em áreas em que elas possam atuar com condições mínimas de trabalho e autoestima”, ressaltou.
O vereador explicou ainda que caberá ao poder Executivo preparar a mão-de-obra a ser inserida no mercado a partir desse acordo. As secretarias da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida e de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho serão responsáveis por “organizar cursos e oferecer para as entidades essa força de trabalho”.

Fonte: Portal Câmara

sexta-feira, 23 de março de 2012

Secretaria e Procon assinam convênio e assumem compromisso com defesa de direitos do consumidor com deficiência

O convênio entre os dois órgãos busca a capacitação de agentes e garantia de direitos do consumidor com deficiência
Cerimônia de Assinatura de Convênio entre as duas Secretarias e o Procon-SP apresentou acessibilidade aos surdos, com estenotipia e intérprete de Libras.

Aconteceu na sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, na tarde desta terça-feira, 20 de março de 2012, a assinatura do termo de convênio entre as Secretarias de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e da Justiça e da Defesa da Cidadania, por meio da Fundação Procon-SP. A colaboração mútua tem como objetivo a capacitação de agentes públicos visando à promoção e difusão da proteção e defesa dos direitos dos consumidores com deficiência e ou mobilidade reduzida, pela efetividade de suas normas quanto à acessibilidade nas relações de consumo.
O convênio inclui conhecimento técnico e jurídico das duas partes, produção e divulgação de material educativo, além de seminários e debates sobre o tema.
Estiveram presentes a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella; a Secretária de Estado da Justiça e Cidadania, Dra. Heloisa de Sousa Arruda; a consultora jurídica da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a procuradora Dra. Maria Silvia Albuquerque Gouveia; o Promotor de Justiça, Dr. Eduardo Dias Sousa Ferreira, representando o Ministério Público do Estado de São Paulo; e o Diretor Executivo da Fundação Procon-SP, Paulo Arthur Lencione Góes.
O convênio, com vigência de dois anos, foi assinado pelos representantes das três instituições. Dra. Linamara, exultante pela importância do momento, falou sobre o significado de firmar um convênio como esse e destacou que não se trata de parceria recente. "Estamos em uma sociedade de consumo e o acesso e garantia de direitos devem ser para todas as pessoas, sem distinção. Ter nessa cerimônia a oportunidade de oficializar uma parceria com este organismo que se destaca dentro da sociedade brasileira pela sua excelência, por seu trabalho, tem um significado muito especial e essa tarde tem uma importância enorme para todos nós”.
Dra. Linamara ressaltou, ainda, a importância da parceria pela ótica das pessoas com deficiência. “Entendê-los agora como consumidores tem um significado muito especial. Significado de vê-los envolvidos dentro desta cadeia de produção e consumo no nosso país. Certamente pessoas com e sem deficiência precisam ter acesso a todos os bens, produtos e serviços”.
A parceria permite capacitação mútua de servidores da Fundação Procon-SP e da Secretaria para ampliar e difundir o conhecimento sobre os direitos do consumidor com deficiência ou mobilidade reduzida. Segundo o diretor executivo da Fundação Procon, Paulo Arthur Góes, o trabalho conjunto deve agilizar e aperfeiçoar a fiscalização de demandas desses consumidores. “A integração entre as duas Secretarias beneficia um grupo de consumidores tão importante para o mercado quanto qualquer outro e que, por isso, precisa ter assegurados seus direitos”, explica.
Cerca de 200 pessoas foram prestigiar a cerimônia e foram surpreendidas pela apresentação de dois vídeos que mostram o compromisso das três instituições com a construção de uma sociedade acessível e inclusiva. O vídeo da Fundação Procon mostrou o direito do consumidor com deficiência à acessibilidade sobre bens, produtos e serviços. O segundo vídeo foi apresentado publicamente pela primeira vez pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Trata-se de um projeto que apresenta os itens de acessibilidade necessários para adequação física do prédio onde funciona a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, no centro de São Paulo, mais especificamente no Pátio do Colégio.
O vídeo mostra, de forma didática e ilustrativa, como uma edificação pública, patrimônio tombado, pode receber as devidas intervenções estruturais para que todas as pessoas, indistintamente, possam nele adentrar, circular e permanecer, sem prejuízo arquitetônico. O projeto pode ser personalizado e adequado para qualquer edificação pública ou privada, que queira tornar suas instalações acessíveis

Fonte: http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/

sábado, 10 de março de 2012

Cientistas criaram roupa elétrica que consegue evitas as terríveis escaras

Uma equipe de pesquisadores canadenses criou um par de calças que proporciona uma leve corrente elétrica na parte traseira do usuário a cada 10 minutos, buscando evitar as escaras.
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A escara é um termo dado para um tipo de necrose escura que cobre a formação de úlceras por pressão, resultando em danos nos tecidos subcutâneos. Para os acamados ou usuários de cadeiras de roda, as escaras podem ser um grave problema de saúde, podendo abrir enormes “buracos” na região das nádegas, costas e outras partes do corpo.
Estas úlceras de pressão surgem quando existe uma falta de oxigênio e de estimulação de movimentos nas áreas comprimidas pelo corpo – muitas vezes as costas, pernas e nádegas. Essas ‘feridas’ são provocadas quando o tecido mole é comprimido por uma proeminência óssea em uma superfície externa, tal como um colchão ou cadeira, por logo período de tempo.
Em alguns casos mais graves, a escara pode ser fatal, alcançando grandes profundidades, muitas vezes destruindo até os músculos, provocando infecção generalizada.
A roupa recém-desenvolvida consegue promover de modo artificial a circulação do fluxo sanguíneo. Ela possui eletrodos embutidos que liberam uma corrente elétrica indolor a cada 10 minutos. Isso ajuda a replicar os movimentos de inquietação que as pessoas saudáveis fazem para manter a circulação do sangue, evitando a formação de feridas

Vivian Mushahwar, especialista em lesão medular e líder da equipe do Alberta Health Solutions que financiou o projeto, disse: “Se você estimular os músculos imitando a experiência de pressão que temos quando sentamos, você pode restaurar em alguns ajustes corporais posturas subconscientes que evitam a formação de úlceras de pressão”.
As calças, chamadas de Smart-e-Pants, foram produzidas em um projeto piloto e agora estão sendo submetidas a testes adicionais. Estima-se que o vestuário especial custará,
aproximadamente, R$ 3.570,00.

Fonte:Jornal ciência



quinta-feira, 8 de março de 2012

O mercado de trabalho para o Jovem Deficiente Físico

Texto de Micheline R. Olegini, professora universitária


Micheline R. Olegini

É bem verdade que a lei LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991 foi no mínimo um grande passo para assegurar certos direitos do ser humano com algum tipo de limitação. Mas também é bem verdade que ainda estamos a anos Luz da verdadeira conscientização dos gestores, lideres e empresários. E falamos não só do ponto de vista de obrigação nos termos da lei, mas de inclusão como responsabilidade social mesmo.
A situação fica mais grave quando falamos dos deficientes jovens, quando eles precisam não só de alguém que dê oportunidade para que ele superem suas limitações, mas também quem dê a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho.
Podemos observar que empresas se limitam a contratar por questões de estrutura física, escritórios no andar superior sem o devido acesso por plataforma específica, onde, só nesse item já excluem centenas de candidatos a uma vaga administrativa. Mas temos também a questão dos paradigmas, conceitos, valores e cultura, todos, todos com a necessidade urgente de serem mudados. A resultante dessas variáveis é que vemos o jovem sendo colocado em serviços que não precisam pensar, apenas executar (a exemplo disso são os empacotadores de supermercados). A contratação baseada em estereótipo não cabe mais na era da informação.
Um dos estudos do comportamento humano realizado por Sandra Seagal & David Horne¹ , concluem que - As diferenças são fonte da inovação. As pessoas que vêem o mundo de formas diferentes tem idéias inusitadas e enxergam novas possibilidades.
Nós professores universitários acreditamos nisso e estamos trabalhando os novos profissionais nas faculdades e universidades para que essa visão seja uma realidade nas suas rotinas gerenciais diárias, ou seja, o aproveitamento do diferente como novas possibilidades de inovação.
Mas também precisamos do compromisso dos empresários com esses jovens, políticas internas de recrutamento, assim como existe estagiário, trainee, porque não uma política de formação de jovens deficientes. Voltando ao primeiro parágrafo, sim, a lei já existe, o que falta é ação.
¹ SEAGAL, Sandra e HORNE, David. Human Dynamics

Fonte: Rede saci

domingo, 4 de março de 2012

Inglês usa tecnologia para levar diversão a deficientes físicos

Mick Donegan também adapta game para comunicação e aprendizagem. Série do G1 mostra protagonistas de um mundo melhor.


"Muito obrigado por ter me ajudado a encontrar o equipamento certo para eu conseguir usar meu computador de novo, [...] graças a vocês consigo fazer qualquer coisa, me comunicar com minha família e amigos e jogar." Foi com essa carta que Joe, um jovem portador de deficiência do Reino Unido, agradeceu a ajuda que recebeu da equipe de Mick Donegan para conseguir um computador adaptado à sua condição física - e controlá-lo pela visão.

Mick é fundador e diretor da SpecialEffect (site em inglês), organização que adapta, de graça, controles de videogames e jogos de computador para portadores de deficiência física.
Aos 59 anos, casado com uma "linda, compreensiva, companheira e paciente" esposa, com três filhos e com um histórico de décadas de trabalho em educação especial, Mick passou a se dedicar integralmente ao assistencialismo em 2011 - e conseguiu formar uma equipe que hoje muda a vida de milhares de pessoas com deficiência.

Eles não podem brincar na rua como as outras crianças, então a interação com o computador ou videogame passa a ter um valor especial, explica Mick, que também é professor-adjunto do programa de pesquisa em acessibilidade SMARTlab, da Universidade de Dublin.
Confira a entrevista com Mick Donegan:

G1 - A ideia de trabalhar com educação especial foi motivada por alguma história pessoal?
Mick Donegan - Meu primo mais novo tem dificuldade de aprendizagem. Sentia profundamente sua frustração quando ele pecebeu que era tão difícil se comunicar. Por exemplo, ele queria muito conseguir dizer meu nome, mas apesar de tentar demais, em vez de 'Michael' ele dizia 'Maboo'! Quando cresci, não podia deixar de compartilhar o meu profundo sentimento de frustração e até mesmo raiva de todas as pessoas com deficiência de comunicação que têm algo a dizer ou expressar criativamente, mas que são incapazes de fazê-lo, quer de forma suficientemente rápida ou, em alguns casos, incapaz de expressar-se totalmente.

G1 - Quando você criou a organização? Por quê?
Mick - Comecei cerca de 4 anos atrás. Nos primeiros 3 anos, trabalhei voluntariamente no meu tempo livre. Aí, ano passado, consegui trabalhar em tempo integral. Agora trabalho em tempo integral e no meu tempo livre também!
Minha formação é em educação especial e tenho trabalhado para ajudar as pessoas com deficiência a se beneficiarem da tecnologia assistida por muitos anos. Estive envolvido em muitas missões para ajudar pessoas com deficiência grave a encontrar a tecnologia certa para ajudá-los com a comunicação e acesso à aprendizagem. No entanto, fiquei cada vez mais consciente de que, enquanto muitos profissionais oferecem suporte para comunicação e aprendizagem, uma área que necessita e que tem muito pouco apoio é o acesso à tecnologia para jogos e expressão criativa.
Muitas vezes, por exemplo, no final de uma missão para encontrar uma ferramenta de comunicação para uma criança que não fala em uma cadeira de rodas, os pais dizem 'Bem, a tecnologia que você recomendou será útil para que ela possa se comunicar e conseguir aprender, mas o que eles fazem quando chegam em casa da escola? Eles não podem correr ou jogar como as outras crianças. Como eles podem encontrar maneiras de jogar jogos com amigos e familiares?'.
Eu fui sortudo porque consegui fazer um projeto piloto no qual percebi que muitas pessoas portadoras de deficiência precisavam desesperadamente usar o computador para lazer - para fazer amigos, para a motivação, para competir, e, claro, para se divertir!

G1 - Quais foram as maiores dificuldades?
Mick - A principal dificuldade é que, na minha opinião, a tecnologia que permite que as pessoas com deficiência desfrutem de videogames está cerca de 1/4 de século atrasada em relação a muitos outros tipos de tecnologia assistida, como para a comunicação, aprendizagem ou mobilidade. Assim, a principal dificuldade é que temos cerca de 1/4 de século de tempo perdido para compensar!
Além disso, devido à falta comparativa de apoio e incentivo para que as pessoas com deficiência aproveitem os jogos de computador, outra dificuldade é que muitos desistiram de tentar. Por isso, quando trabalhamos com uma pessoa para encontrar uma solução para ela, uma parte muito importante do trabalho é mostrar o que pode ser feito. Uma maneira de fazer isso é pelo uso de vídeos de casos de estudo, que colocamos na nossa base de dados (em inglês).

G1 - Quais são as mudanças mais comuns que precisam ser feitas nos games?
Mick - Às vezes nenhuma mudança é necessária. É uma questão de encontrar a combinação certa de um controle existente com o jogo certo para satisfazer as necessidades da pessoa. No entanto isso está longe de ser tão fácil como parece. Há muitos milhares de controles, muitos milhares de jogos e diversos tipos de deficiência. Para encontrar a combinação certa é preciso ter uma considerável sensibilidade, experiência e especialização
É por isso que sempre foi minha intenção que a 'SpecialEffect' fosse um verdadeiro centro de excelência, com especialistas em educação, especialistas em saúde e especialistas técnicos, bem como especialistas em design e programação. Às vezes exige um controle criado especialmente para um indivíduo. Às vezes, uma modificação no software pode ser necessária. Por exemplo, só pode ser controlado pelo teclado e gamepad. Uma interface especial de software é criada pelo programador, Tim Brogden. Isso significa que muitas pessoas com deficiência usando controles de ponteiros, como joysticks especiais, de bolas, mouse e até mesmo controles pelo olhar podem jogar.

G1 - Como é o processo? Se a criança com deficiência o procura, o que você faz primeiro?
Mick - Nós fazemos o melhor para ajudar qualquer pessoa que queira jogar um videogame, de qualquer idade, com qualquer deficiência a ser capaz de se divertir. Fazemos isso da seguinte forma: primeiro existe a informação no nosso banco de dados (GameBase), que oferece informações sobre os tipos de jogos que se pode jogar usando uma variedade de controles diferentes, dependendo de sua deficiência. Se eles não acharem a informação que precisam, então eles podem entrar em contato por e-mail. Nós também temos uma biblioteca onde é possível pegar emprestados jogos e controles para pessoas com deficiência no Reino Unido.

Isso permite às pessoas experimentar controles e softwares antes de comprá-los, muitas vezes economizando um enorme tempo e dinheiro. Temos também uma sala de jogos (GamesRoom) no nosso centro, em Oxfordshire, onde as pessoas podem agendar uma visita para experimentar uma gama de jogos e controles com o apoio da nossa equipe de especialistas. Se é impossível para alguém visitar o centro por causa da deficiência, então podemos organizar uma visita da equipe à casa da pessoa para ajudar a encontrar a tecnologia certa e, se necessário, desenhar ou modificar sistemas.

G1 - Os serviços são gratuitos?
Mick - Sim. Para qualquer um, com qualquer deficiência, de qualquer idade. Isso é fundamental para nosso trabalho, temos que trabalhar arduamente para gerar os fundos que necessitamos para que tenhamos o pessoal e os recursos de equipamentos necessários para fornecer tal suporte de trabalho intensivo e especializado. Por exemplo, estou fazendo uma caminhada sobre brasa e vidro patrocinada em alguns meses - espero sobreviver!

G1 - Como é o retorno das pessoas?
Mick - Muito positivo! Por causa da variedade de serviços que oferecemos, da informação disponível no site pelo suporte individual, se necessário, as pessoas podem descobrir o nível de ajuda que precisam. Como há muitos que vistam o site, encontram a informação que precisam sem a necessidade de nos contatar, cada vez que alguém nos contata para pedir ajuda - por email, telefone ou pessoalmente - isso vira um projeto de pesquisa, [...] um processo interativo com o objetivo de encontrar uma solução que melhor supra as necessidades do indivíduo.
Até agora, muitas pessoas têm sido generosas no agradecimento. Nós ajudamos um jovem chamado Joe, paralítico, a usar um sistema de controle pela visão para manejar o computador e acessar games. Antes disso, tudo o que ele podia fazer era ver TV. No dia seguinte que emprestamos o sistema a ele, sua mãe ligou para falar sobre seu progresso e disse: 'Ele está nisso o tempo todo - é como se vocês tivessem dado uma nova vida a ele!'

G1 - Quantas pessoas vocês ajudaram até agora?
Mick - A informação da nossa base de dados é usada por pessoas de todo o mundo, como mostra a variedade de nacionalidades de membros que temos. Nós não temos atualmente uma forma de contabilizar as visitas ao site, mas todas as indicações (como os números de visitas e nossos links no YouTube) apontam para dezenas senão centenas de milhares de visitantes. No entanto, muito mais importante que números é a diferença que fazemos para a qualidade de vida de quem precisa de ajuda. Alguns exigem apoio intensivo - se cobrássemos pelos serviços, os valores chegariam a milhares de libras - e a diferença que conseguimos fazer é enorme. Em alguns casos, devolve realmente a muitas pessoas com deficiência a vontade de viver.

G1 - O que precisa ser feito, na sua opinião, pela indústria dos games para incluir essas pessoas como consumidores?
Mick - Além de informação e suporte pessoal como descrevi acima, um de nossos serviços chave é colaborar com os desenvolvedores de software e hardware para fazer os games mais acessíveis a partir da palavra "go" (ir).

G1 - Como você se sente com a iniciativa? Compensa?
Mick - Como disse acima, as pessoas que avaliam a qualidade de nosso trabalho são aquelas a que tentamos mais ajudar. Às vezes toma muito tempo e esforço, mas, quando chegamos a uma solução satisfatória, para nós é uma jornada compensadora. Disse acima o que a mãe de Joe nos falou quando o ajudamos a usar o computador. Joe escreveu para nós:
"Muito obrigado por ter me ajudado a encontrar o equipamento certo para conseguir usar meu computador de novo, estava achando muito difícil fazer coisas que gosto no computador. Agora, graças a vocês, consigo fazer qualquer coisa que quiser e posso me comunicar com minha família e amigos e jogar jogos de novo. Sou muito agradecido a vocês. Muito obrigado, Joe"
Se vale a pena? Bom, não consigo pensar em um motivo melhor para levantar da cama de manhã!

Fonte: saci

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