quinta-feira, 28 de junho de 2012

Construtoras ignoram medidas para acesso de pessoas com deficiência

No Brasil, quase 5,5 milhões de pessoas têm alguma deficiência de locomoção. E, pra elas, encontrar um imóvel pode ser um desafio enorme.


 
No Brasil, quase 5,5 milhões de pessoas têm alguma deficiência de locomoção. E, pra elas, encontrar um imóvel pode ser um desafio enorme.
O aposentado José Machado Filho tenta se movimentar no apartamento novo. “Na suíte, não para entrar, não. Nem fazendo várias manobras, não tem como”, destaca.
O imóvel não foi projetado para pessoas com deficiência. “Na varanda, para ir, dá. Na volta é que é complicado porque tem degrau”, conta.
A ideia da família era dar mais conforto para o aposentado. Mas, com tantos obstáculos, já está decidido: eles vão trocar de imóvel.
“A gente não tem como alargar esse espaço para que a cadeira possa passar pra dentro do box para que ele possa tomar banho. É uma coluna de estrutura do prédio, então, não tem como mexer nessa coluna”, afirma Flávia Machado, funcionaria publica.
O grande problema é que a entrada de alguns cômodos é pequena. Até uma pessoa que não usa cadeira de rodas pode ter dificuldade em passar.
Fita métrica na mão, todo dia, a corretora Janeth de Souza sai à procura de imóveis com portas mais largas, uma raridade no mercado.
“Os imóveis novos visam a parte maior, área de lazer ou então a área do terraço, focando dentro do imóvel. Já a parte intima dos apartamentos, eles estão sendo sempre reduzidos”, explica Janeth Maria de Souza, corretora de imóveis.
Depois de morar em muitos endereços, a agente escolar Vera Lúcia Fabrício Silva encontrou em um imóvel o que tanto procurava.
“O espaço que tenho aqui é tudo o que eu precisava”, disse Vera.

Construído pela companhia de habitação de
São Paulo, o apartamento tem o tamanho adequado para atender pessoas com deficiência, um direito garantido por leis do estado e do município.
O mercado imobiliário não tem essa obrigação legal. Mesmo assim, o sindicato da habitação quer convencer as construtoras a fazer pelo menos uma parte dos imóveis com medidas maiores.
“Vamos tentar fazer uma conscientização das empresas justamente pela necessidade de que seja atendida essa parcela da população”, ressaltou Cláudio Bernardes, presidente do Sindicato da Habitação

Fonte: G1

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Comissão obriga montadoras a fabricar veículos adaptados para pessoas com deficiência


A proposta também limita em 10% o aumento do valor do carro adaptado, em relação ao modelo convencional. A montadora que descumprir a determinação será multada em 20% do valor do veículo sem as alterações.

Carro adaptado para pessoa com deficiência
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou, na quarta-feira (13), proposta que obriga as montadoras a oferecer carrosadaptados aos consumidores com deficiência, que têm direito de comprar o automóvel com isenções de tributos. A norma, prevista no Projeto de Lei 1042/11, determina a produção de, no mínimo, três veículos adaptados de cada modelo para cada mil fabricados.
O autor do texto, deputado Dr. Ubiali (PSB-SP)Site externo., explicou que algumas montadoras apenas vendem o serviço de adaptação, que será realizado por uma empresa terceirizada, mas não se responsabilizam pelo trabalho.

A proposta também limita em 10% o aumento do valor do carro adaptado, em relação ao modelo convencional. A montadora que descumprir a determinação será multada em 20% do valor do veículo sem as alterações.

A relatora na comissão, deputada Rosinha do Adefal (PTdoB-AL)Site externo., recomendou a aprovação do texto. Ela declarou que a compra de um veículo adaptado atualmente é “uma aventura”, uma vez que o comprador precisa comprovar a deficiência, requerer o benefício tributário e, depois de vencida a burocracia, buscar um veículo que o satisfaça. “Há adaptações que as montadoras se recusam a efetuar, levando a pessoa com deficiência a entregar seu veículo novo a empresas não autorizadas, sob risco de perderem a garantia de fábrica”, argumentou.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado ainda pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Fonte: vida mais livre

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Candidatos com deficiência terão mais tempo no Enem

Todos terão direito a ajuda de um profissional ledor e transcritor. Também será possível pedir mais tempo para fazer as provas e suas redações serão avaliadas sob outros tipos de critérios de avaliação.

Diversos lápis de cor empilhados
As normas para atendimento individualizado para candidatos com deficiências têm se aperfeiçoado, de acordo com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira)Site externo.. Este ano, o edital deixou evidente que, além dos estudantes com deficiência física, visual e auditiva que, em geral, podem requerer atendimento exclusivo, outros grupos serão beneficiados.
Pela primeira vez, as normas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio)Site externo. orientam estudantes com dislexia, hiperativos e autistas, por exemplo, a solicitar atendimento exclusivo dos organizadores da prova. Todos terão direito a ajuda de um profissional ledor e transcritor. Também será possível pedir mais tempo para fazer as provas e suas redações serão avaliadas sob outros tipos de critérios de avaliação.
"Ao longo de sucessivas realizações do exame, o processo de eliminação de barreiras e de provimento de serviços profissionais especializados e de recursos de acessibilidade vem se aprimorando", afirma o órgão. Para quem desfruta de atendimento, são essas particularidades que garantem a igualdade de condições.
Após a solicitação realizada pela internet ao longo da inscrição, os funcionários do Inep ligam para cada candidato confirmando as solicitações. É nessa hora que os estudantes podem solicitar também tempo adicional para realizar as provas. É importante lembrar que é preciso comprovar, com laudos periciais, as necessidades especiais.
As dificuldades com a linguagem serão levadas em conta este ano na avaliações das redações. Os métodos de avaliação dos textos de estudantes surdos ou com deficiência auditiva são coesos ao aprendizado da língua portuguesa como segunda língua. Para os disléxicos, as propriedades linguísticas de quem possui essa condição também são levadas em conta.
Confira trechos do edital:
"2.2 O PARTICIPANTE que necessite de atendimento DIFERENCIADO e/ou de atendimento ESPECÍFICO deverá, no ato da inscrição:

2.2.1 Informar, em campo próprio do sistema de inscrição, a necessidade que motiva a solicitação de atendimento de acordo com as opções apresentadas:
2.2.1.1 Atendimento DIFERENCIADO: oferecido a pessoas com baixa visão, cegueira, deficiência física, deficiência auditiva, surdez, deficiência intelectual (mental), surdocegueira, dislexia, déficit de atenção, autismo, gestante, lactante, idoso, estudante em classe hospitalar ou outra condição incapacitante.
2.2.2 Solicitar, em campo próprio do sistema de inscrição, o auxílio ou o recurso de que necessita, em caso de atendimento DIFERENCIADO, de acordo com as opções apresentadas: prova em braile, prova com letra ampliada (fonte de tamanho 24 e com figuras ampliadas), tradutor-intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), guia-intérprete, auxílio ledor, auxílio para transcrição, leitura labial, sala de fácil acesso e mobiliário acessível."

Fonte: vida mais livre

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Desenvolvimento inclusivo é tema de Fórum na Rio+20

Fórum acontece no domingo, 17 de junho, e é aberto ao público
A ampla participação pública na tomada de decisões é um pré-requisito fundamental para o desenvolvimento sustentável. Por isso, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo propõe a criação de instâncias governamentais especializadas na defesa dos direitos da pessoa com deficiência nos três níveis da administração pública (nacional, estadual e municipal), capazes de atender e endereçar, de forma transversal, as demandas desse segmento.
O Fórum Paralelo Promovendo o Desenvolvimento Inclusivo para um Futuro Sustentável”, acontece no domingo, 17 de junho, a partir das 12h, no Rio de Janeiro. Desempenhará papel significativo, não só para a Rio+20, mas também como um passo importante na inserção das questões relativas aos direitos das pessoas com deficiência nas agendas de desenvolvimento em nível nacional e internacional, como a 5ª Conferência dos Estados Partes da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, a Reunião de Alto Nível sobre Deficiência e Desenvolvimento da Assembléia Geral, e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável pós-2015.
O Fórum oferece uma grande oportunidade para as organizações da sociedade civil engajarem-se na fundamental discussão sobre o papel das pessoas com deficiência nas estratégias nacionais e globais de desenvolvimento sustentável e equitativo. Este é um esforço colaborativo para promover a perspectiva das pessoas com deficiência na agenda internacional de desenvolvimento – e para que todas as partes interessadas falem em uníssono sobre a necessidade da inclusão das pessoas com deficiência em todos os aspectos relacionados à sociedade e ao desenvolvimento.
O Comitê Nacional Organizador da Rio+20, a Rede Latino Americana de Organizações Não-Governamentais de Pessoas com Deficiência e suas Famílias (RIADIS), e o Secretariado da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais, assim como a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, apóiam essa extraordinária iniciativa.

Coordenadoria de Relações Institucionais
Assessoria de Relações Internacionais
Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo

Fonte :http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.b

terça-feira, 5 de junho de 2012

Pessoas ficam surpresas ao ver o casal: andante e o parceiro cadeirante

O funcionário público Ismael Roberto Batista Melo é cadeirante e casado há três anos com Ivânia Sartori, que não tem deficiência física.

Ismael diz que o preconceito é inevitável. "Quando estamos juntos, as pessoas perguntam se somos irmãos e ao falar que somos casados, ficam surpresas. Percebemos que ficam intrigadas, tentando entender a razão da união", destaca.
O casal tem uma filha de um ano e três meses e as pessoas ficam espantadas ao saberem que a criança é filha de Ismael. "Eles veem que ela se parece comigo e mesmo assim perguntam se é minha filha?", ressalta.

De acordo com Ivânia, quando as pessoas a viram grávida, não acreditavam que o filho pudesse ser de Ismael. "É um absurdo, mas muitos acham que um cadeirante não pode se casar ou ter um relacionamento sexual. Já estamos acostumados com essa reação", declara.

Antes do casamento, Ismael e Ivânia também enfrentaram o preconceito da família. "Eles achavam que seria muito difícil para eu conviver com uma pessoa que não anda. Outros diziam que eu era maluca por viver com um deficiente", conta Ivânia.

Para a esposa, a situação é triste, porém superável. "Infelizmente as pessoas acham que um deficiente é inútil, mas o sentimento que eu tenho por ele é maior do que tudo isso. Todas as pessoas tem algum tipo de dificuldade, mesmo não tendo problemas físicos", declara Sartori.

Apesar das manifestações preconceituosas, o casal vive normalmente e aprendeu a conviver com as limitações. Ivânia está grávida de mais um menino e os dois estão muito felizes pela união. "Às vezes, fico chateada por causa do que as pessoas falam, mas sei que o que importa é o que nós vivemos e o que sentimos um pelo outro", frisa.


Fonte: o diario

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