sábado, 25 de agosto de 2012

Brasileiros criam painel interativo para deficientes físicos com o Kinect

Sistema identifica pessoas que perderam membros e cadeirantes.
Usuários podem usar comandos de voz em português para navegar na web.

 
O Kinect, acessório para Xbox 360 e PC que reconhece os movimentos do jogador, é muito usado em games e dispensa o uso de joystick. Desde o lançamento do aparelho no final de 2010, desenvolvedores "hackearam" o dispositivo para usá-lo com outras funcionalidades, o que fez a Microsoft lançar um kit de desenvolvimento aberto para que o Kinect fosse utilizado para outras finalidades.
Finalidades estas que o FIT - Instituto de Tecnologia, de Sorocaba, no interior de São Paulo, percebeu que poderia aplicar ao Kinect para melhorar a interação de deficientes físicos com a tecnologia. "Criamos um painel interativo em que qualquer pessoa, com deficiência física ou não, pudesse interagir", disse ao G1 o analista de sistemas do FIT Maurício Oliveira, responsável pelo projeto que demandou dois meses de trabalho e foi concretizado há três semanas. "Exploramos a questão da deficiência como fator de inclusão, mas o mesmo aplicativo permite que pessoas sem deficiência possam usá-lo".
Sistema usa o Kinect, fazendo com que o acessório identifique deficientes físicos que perderam parte dos membros (Foto: Divulgação/FIT)
 
Foi desenvolvido um painel interativo em que cadeirantes ou quem perdeu parte dos braços possa usar e interagir, acessando informação. O aplicativo usado apresenta um mapa do mundo, no qual os usuários navegam pelos continentes utilizando os braços e obtêm informações sobre 60 países.
O sistema também reconhece comandos de voz em português - no Kinect para o Xbox 360, o idioma ainda não foi lançado oficialmente, embora na feira E3, a Microsoft tenha dito que uma atualização traria comandos de voz em português nos próximos meses.

"Mais do que um game, queríamos fazer algo com propostas mais nobres. Já que o Kinect reconhece braços e cabeça do jogador, ele poderia rastrear qualquer outra parte do corpo", explica. "Foi um trabalho de programação e de estudo das características da deficiência física da pessoa. Vimos que é fácil controlar o sistema pelo Kinect com o braço, mas é mais complicado para quem tem apenas parte dele e, por isso, tivemos que calibrar o sistema".

Segundo Oliveira, o FIT tem mais de 200 pessoas com deficiência física, que ajudaram a criar o sistema.


Usos da invenção
De acordo com Oliveira, não existe um único propósito do que pode ser feito. O programa pode ser construído do zero para qualquer finalidade. "O potencial [dele] é forte", afirma. Ele exemplifica, dizendo que lojas podem usar o sistema para criar uma vitrine virtual que pode ser utilizada por qualquer pessoa.

Ainda, Oliveira acredita que o Kinect pode ser usado na área da educação. "As crianças, por iniciativa própria, podem usar e brincar, assimilando conteúdo que só conseguiriam aprender ou gravar do modo tradicional".
O potencial na área médica também é destacado. "Muitas empresas têm usado o Kinect na fisioterapia. Procuramos criar aplicações para atender esta área".

Deficientes visuais
O sistema criado pela FIT também permite que deficientes visuais utilizem o sistema. Por meio de comandos de voz, eles podem navegar na internet. "Ele sabe o que há na tela por meio de uma narração dinâmica. O sistema pode até ler uma notícia para a pessoa".


O sistema, por meio do Kinect, reconhece cadeirantes e comandos de voz em português (Foto: Divulgação/FIT)
 
Fonte: G1

Projeto isenta pessoa com deficiência de tarifa de embarque

O Projeto de Lei 3641/12, do deputado Junji Abe (PSD-SP), concede isenção de tarifa de embarque em voos domésticos a pessoas com deficiência.



Para o deputado Junji Abe (PSD-SP), uma vez que normalmente esses cidadãos têm gastos maiores que os demais com, por exemplo, despesas médicas, “não é justo que recebam o mesmo tratamento quanto ao pagamento de tarifas aéreas, especialmente, quando utilizam a aviação a trabalho”.
A tarifa de embarque é fixada em função da categoria do aeroporto e da natureza da viagem (doméstica ou internacional) e cobrada antes do embarque do passageiro. Ela remunera a prestação dos serviços e a utilização de instalações e facilidades existentes nos terminais de passageiros, com vistas ao embarque, desembarque, orientação, conforto e segurança dos usuários.
 
Junji Abe afirma ainda que após a Constituição de 1988, as pessoas com deficiência são vistas de forma mais participativa no mercado de trabalho. “Contudo, apesar de toda mobilização do Estado e da sociedade, existem ainda entraves dificultando a vida dessas pessoas, como a cobrança de tarifa de embarque”, sustenta.
 
Tramitação
A proposição foi apensada ao PL 4638/09 e está sujeita à apreciação do Plenário. Regime de tramitação: Prioridade.
 
Fonte: rede saci

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Lei de Acesso à Informação: Secretaria cria Serviço de Informações ao Cidadão

Pelo SIC é possível solicitar documentos e dados relativos aos órgãos e entidades da Administração Pública Paulista

A Lei de Acesso à Informação foi instituída pela Lei Federal n° 12.527, de 18 de novembro de 2011 e teve sua regulamentação estabelecida para o Estado de São Paulo por meio do Decreto Estadual n° 58.052, de 16 de maio de 2012.

Para dar cumprimento a essa legislação, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência criou o SIC - Serviço de Informações ao Cidadão, que pode ser acessado por e-mail, via postal, por telefone ou pessoalmente.

Para informações sobre a área de atuação e abrangência da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, entre em contato com o nosso SIC. Você precisa apenas se identificar com seu nome completo, número do documento de identidade e endereço.
Conheça detalhes acessando a página http://sic.sedpcd.sp.gov.br/

Fonte: secretaria dos direitos da pessoa com deficiência

sábado, 18 de agosto de 2012

Viver sem limite anuncia que 99 mil moradias do minha casa, minha vida terão quartos ampliados para deficientes

Maria
Maria do Rosário: 99 mil moradias populares do Minha Casa Minha Vida terão cômodos ampliados em 3 metros, para adaptá-los a portadores de deficiência.
O Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência Viver sem Limite já alcançou, neste mês de agosto, as metas previstas para o ano de 2012. É o que revelam dados, divulgados nesta quinta-feira (16), no primeiro balanço do programa. Em um ano, foram contratadas 99.185 moradias populares do Minha Casa Minha Vida, que terão cômodos ampliados em mais três metros, para adaptá-los às pessoas portadoras de deficiência.

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, comemorou o resultado positivo e adiantou que, até janeiro próximo, pessoas portadoras de deficiência também poderão adquirir veículos com preço inferior a 30% do valor de mercado, caso os estados concordem com a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).

Todas as iniciativas de mudança, tanto no marco normativo quanto na pactuação com os estados, foram alcançadas nesse primeiro semestre de 2012, explicou a ministra. Entre as metas alcançadas estão a criação de 20 mil vagas para pessoas com deficiência no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e a aquisição de 678 ônibus acessíveis, ante a meta de 609 desses veículos, que serão entregues a 519 municípios entre novembro deste ano e março de 2013.

O Viver sem Limite foi lançado em novembro de 2011 pela presidenta Dilma Rousseff, com o objetivo de implementar novas iniciativas e intensificar ações dos 15 ministérios que desenvolvem políticas públicas para pessoas portadoras de deficiência. O plano prevê investimentos de R$ 7,6 bilhões para ações em todas as unidades da Federação, em quatro grandes eixos: Acesso à Educação, Atenção à Saúde, Inclusão Social e Acessibilidade.

As ações são promovidas pelos ministérios, com a participação dos estados e municípios, mas coordenadas pela Secretária de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e pelo Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade).
Desde o seu lançamento, oito estados já aderiram ao plano e outros 18 estão em negociações avançadas. Nas próximas semanas são esperadas as adesões de Pernambuco, Sergipe e Paraíba. Atualmente, segundo dados do censo do IBGE-2010, existem 45,6 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência.

Metas cumpridas no eixo Educação
Na área de Educação, além da disponibilização de 20 mil vagas para alunos com alguma deficiência no Pronatec e dos 678 ônibus especiais, cerca de 2.023 municípios aderiram ao Programa de Benefício Continuado (BCP). Houve ainda a licitação de 13.500 salas de aula com recursos multifuncionais e adquiridos 1.500 dos 15 mil kits de atualização previstos.

Segundo os dados do balanço, 2.866 municípios estão incluídos no Pode Escola Acessível, que deve beneficiar 10 mil escolas, enquanto 55 universidades federais já receberam recursos para estruturarem núcleos de acessibilidade aos portadores de deficiência.

Saúde e área social
No setor de saúde, todos os estados participam da instalação dos Centros de Referência em Reabilitação e da criação de programas especialmente desenvolvidos para atender portadores da síndrome de Down, de deficiências visuais e de lesão medular.

Igualmente na área de inclusão social, todos os estados estão participando dos programas, segundo informaram a ministra Maria do Rosário e o secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antonio José Nascimento Ferreira. Foram repassados recursos para os Centros-Dia de Referência em Curitiba (PR), Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG) e João Pessoa (PB) e visitadas 2.926 pessoas, incluídas no benefício de prestação continuada.


Fonte: Portal Planalto

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

ANTT garante condições de acessibilidade para pessoas com deficiência

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) estabeleceu por meio da Resolução nº 3.871/2012, os procedimentos para assegurar condições de acessibilidade às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida que utilizam o transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros.

Tais usuários têm direito a receber tratamento prioritário e diferenciado nos ônibus com segurança e autonomia, total ou assistida, sem pagar tarifas ou acréscimo de valores no preço das passagens.

As empresas de ônibus deverão adotar, 30 dias após a publicação da resolução, as providências necessárias para assegurar as instalações e serviços acessíveis, observando o Decreto nº 5.296/2004, as normas técnicas de acessibilidade da ABNT e os programas de avaliação de conformidade desenvolvidos e implementados pelo Inmetro.

Deverão providenciar os recursos materiais e o pessoal qualificado para atender os passageiros e divulgar, em local de fácil visualização, o direito a atendimento prioritário de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, inclusive com deficiência visual e auditiva.

As transportadoras deverão também avisar, com dispositivo sonoro, visual ou tátil, os pontos de parada entre a origem e o destino das viagens de forma a garantir as condições de acessibilidade. No embarque ou desembarque deverão apresentar as seguintes possibilidades:
- passagem em nível da plataforma de embarque e desembarque do terminal (ou ponto de parada) para o salão de passageiros;
- dispositivo de acesso instalado na plataforma de embarque, interligando-a ao veículo;
- rampa móvel colocada entre o veículo e a plataforma;
- plataforma elevatória; ou
- cadeira de transbordo.

Os passageiros poderão transportar, gratuitamente, os equipamentos que utilizam para sua locomoção, mesmo que extrapolem as dimensões e excedam os limites máximos de peso. Nesse caso, deverão informar à transportadora com antecedência mínima de 24 horas do horário de partida do ponto inicial. No caso de locomoção com cão-guia, o animal será transportado gratuitamente, no piso do veículo, próximo ao seu usuário.
De acordo com a resolução da ANTT, os ônibus interestaduais, com características urbanas, deverão ter 10% dos assentos disponíveis para o uso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, garantindo o mínimo de dois assentos, preferencialmente localizados próximos à porta de acesso.

Para assegurar as condições de acessibilidade, a frota total de veículos das transportadoras deverá ser fabricada ou adaptada. Até 2 de dezembro de 2014, as condições de acessibilidade para os veículos utilizados exclusivamente para o serviço de fretamento serão exigidos somente daqueles fabricados a partir de 2008. Após essa data, as condições de acessibilidade serão exigidas da totalidade da frota.

As empresas que descumprirem a resolução da ANTT estarão sujeitas à multa e os veículos poderão ser descadastrados do Sistema Informatizado da agência.

Fonte: http://www.apabb.org.b

sábado, 11 de agosto de 2012

Deputado quer cadeiras de rodas para deficientes em escolas

Evaldo quer ampliar as políticas públicas de inclusão para os portadores de deficiências.


O deputado Evaldo Gomes (PTC) apresentou na Assembleia Legislativa Projeto de Lei que torna obrigatória a disponibilização de cadeiras adaptadas nos estabelecimentos de ensino do Piauí para os portadores de deficiência física ou alguma mobilidade reduzida nas escolas de ensino fundamental, médio, superior e nos cursos de extensão.

Trata-se de uma proposta de ampliar as políticas públicas com o objetivo de favorecer as pessoas com algum tipo de deficiência, a exemplo do que acontece na esfera federal. As cadeiras deverão ser adaptadas aos padrões e normas da Associação Brasileira de Nornas Técnicas (ABNT) e do Instituto Nacional de Metrologia (INMETRO).

Também fica previsto no projeto que, a partir daí, a Secretaria de Educação do Estado deverá fiscalizar a aplicação da lei. De acordo com as Diretrizes Nacionais da lei de Educação Básica, os alunos deficientes necessitam de condições especiais para o ensino e aprendizagem, além da inclusão no processo de aprendizagem.

Conforme as pesquisas hoje, 90% dos deficientes e cadeirantes conhecem os seus direitos fundamentais no que diz respeito ao direito básico do cidadão, de ir e vir. Também 70% dessas pessoas confirmam que o direito à acessibilidade é o principal aspecto nesse setor e reside na adaptação das ruas através de rampas e calçadas adaptadas para pessoas deficientes.

Fonte: rede saci

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